Os maiores mitos da tecnologia

Não se sabe exatamente como eles nascem, mas se espalham com uma rapidez incrível. Quem não conhece uma avó que reclamou do videogame, porque a imagem do jogo iria se fixar na tela da TV? Alguns dos maiores mitos da tecnologia nos acompanham desde pequenos – como a nova carga em pilhas gastas pelo uso.

As pilhas

Muitas pessoas mantêm o costume de colocar pilhas no refrigerador para que elas sejam recarregadas. O problema é que isto é física e quimicamente impossível de acontecer. Mas, para quem já fez a experiência e teve bons resultados, a explicação é a seguinte: não houve recarga, mas ativação da carga elétrica, que é garantida pelos elementos químicos que entram na composição.

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As baixas temperaturas atuam retardando a desativação da carga, mas isto só é útil para aparelhos que requeiram pouca corrente, como um controle remoto. Assim, pilhas na geladeira nunca conseguirão ligar um tocador de CD ou um rádio. Em tempo: a estratégia só serve para pilhas não alcalinas.

Vírus eletrônicos

Durante muitos anos, os usuários do sistema Windows tiveram que aguentar as piadinhas dos internautas “equipados” com os sistemas Linux e McIntosh. “Vírus só entra nos computadores com o sistema da Microsoft”. A rixa entre o MAC e o Windows é antiga: as primeiras versões de Bill Gates apresentavam muita instabilidade, principalmente para rodar programas gráficos.

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Certamente, o número de vírus que afeta o Windows é muito maior. A versão nº 8 do sistema não é exatamente um sucesso de vendas, mas já ultrapassou o número de usuários do Mac OS X. O Windows 7 ainda está em 45% dos computadores e o XP, em 34%.

O grande número de consumidores da Microsoft enfrenta ainda outro problema: o número de crackers que querem desenvolver códigos maliciosos é muito menor nos outros sistemas, que representam apenas 9% dos conectados à internet.

Um exemplo de invasão é o Flashback. Nos últimos dois anos, ele já teria infectado 600 mil Mac OS X (mas o número pode ser maior, já que foram vendidos quatro milhões de unidades). O flashback ataca os computadores através de falhas no Java, programa da Oracle usado na navegação pela rede mundial. O vírus monitora sites específicos, como o Google, Yahoo, Paypal e até de alguns bancos. O objetivo é roubar as senhas.

Sistemas portáteis também são vulneráveis. O Android (baseado no núcleo do Linux), que equipa mais de 1,5 milhão de celulares e tablets, e o IOS (base do IPhone, IPad e IPod), já encontraram seus primeiros vilões.

Fotografias e megapixels

Quanto mais megapixels tem a câmara, melhor fica a resolução das imagens: mito. Na verdade, o que determina a boa qualidade das fotos é o sensor e as lentes. Desde que chegaram as primeiras câmeras com cinco megapixels ao mercado, equipamentos mais potentes não permitem a captura de fotografias melhores.

Celulares derrubando aviões

Quem já viajou de avião certamente ouviu as muitas orientações dos comissários de bordo logo que todos os passageiros estão acomodados. Entre elas, o pedido para que celulares fiquem desligados durante a decolagem e o pouso. Trata-se de uma norma da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – para evitar interferências no funcionamento dos equipamentos de navegação.

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A Boeing, uma das maiores construtoras de aeronaves, fez um experimento: colocou 16 celulares em um avião em terra; a conclusão foi a de que os sinais diferentes realmente interferem e podem trazer prejuízos à segurança do voo, mas apenas em teoria: as possibilidades de um celular provocar a queda de um avião é praticamente nula. No entanto, como a cada dia chegam novos aparelhos no mercado e testar todos eles seria muito caro, a proibição está mantida.

Ainda sobre o uso de celulares. De 1995 a 2004, foram realizados diversos estudos sobre os riscos de uso destes aparelhos em postos de combustível. Foram analisadas centenas de incêndios e nenhum deles estava relacionado a um celular ligado. O assunto ainda está sob investigação, pois existe a possibilidade teórica de a bateria provocar uma faísca – e um acidente. Mas o mesmo acontece com as baterias dos próprios carros.

Baterias de notes, tablets e smartphones

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Muita gente acredita que fechar os aplicativos logo após serem usados permite a economia de bateria. Mas, quando um aplicativo não está em uso, ele automaticamente deixa de consumir. Aliás, a abertura e fechamento constantes dos programas provoca um aumento do consumo de energia; portanto, a estratégia provoca efeitos exatamente contrários os que o usuário pretende. Quando um aplicativo está em stand-by, o reinício é menos forçado

CD pirata

Com dois drives de gravação, é possível fazer milhares de cópias de CDs. Quando se pensa nas CPUs com capacidade para gravar até 15 discos ao mesmo tempo, a pirataria cresce em todo o planeta, especialmente nos países em desenvolvimento, para desespero dos artistas, que ficam sem receber seus direitos de venda dos seus álbuns.

Mas um CD pirata pode estragar o toca-discos? Estes CDs são gravados, na maioria, com fito-halocianino na composição. É a matéria-prima mais barata no mercado. Quando eles não são alterados, exibem coloração esverdeada. Esta mídia apresenta menos densidade que outros produtos mais caros e qualquer risco pode afetar a reprodução do som. Além disto, por serem mais rígidos do que os discos prateados, o que obriga os canhões de leitura a uma sobrecarga de trabalho, o que reduz a vida útil do toca-discos. Vale o mesmo para DVDs e videogames.

Falando em videogames…

É verdade que eles afetam as telas dos televisores? Sim e não. Quando surgiram os primeiros consoles, era comum que os jogos exibissem muitas imagens sem movimento (especialmente os cenários, o pano de fundo para os jogos).

Nos anos 1980, as TVs eram equipadas com tubos de raios catódicos; com algumas horas de jogo, era possível identificar manchas na tela. O avanço da tecnologia embutida nos videogames, no entanto, reduziu drasticamente este problema. As TVs também evoluíram: em lugar do bombardeio de raios de cátodos, que atingiam a tela para gerar as imagens, surgiram os plasmas, LCD e LED.

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