Amor de mãe: Galinha protege os filhotes da chuva

É mais uma prova do amor materno: esta galinha, mesmo encharcada, protege os filhotes da chuva.

Uma galinha está viralizando nas redes sociais. Vídeos e fotos foram postados no Reddit e no Tik Tok, mostrando a ave, debaixo de uma chuva torrencial, protegendo os filhotes debaixo das suas asas. É mais uma prova de que a natureza fez muito bem ao criar o amor materno.

Para a maioria das mães, das mais diversas espécies, a tendência a proteger e abrigar os filhotes é extremamente forte. A ciência ensina que a ocitocina, um hormônio que, nos mamíferos, estimula a produção de leite, é a responsável por esta forma – e também por diversas outras.

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Seja como for, “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”, como disse William Shakespeare, através da boca de seu personagem Hamlet. O amor materno parece ser mais amplo do que um simples reflexo orgânico.

A galinha

As imagens nas redes sociais mostram uma galinha protegendo quatro ou cincos pintos já grandinhos, com algumas semanas de vida. Não é possível dizer o número exato de filhotes que a mãe galinha acolhe sobre as asas.

Da mesma forma, o autor das fotos não identificou o local em que os clicks foram feitos. Nos comentários, um internauta de Puerto Rico afirmou que as cenas foram flagradas no mercado de peixes desta pequena cidade colombiana.

Outros usuários das redes sociais deram as suas opiniões sobre a atitude da maioria. A imensa maioria se emocionou com os cuidados maternos, mas houve quem explicasse a situação. Por exemplo, entre os comentários, um usuário disse que ela não está protegendo os filhotes da chuva, mas tentando mantê-los aquecidos.

Efetivamente, é possível ver que os pintos estão encharcados. Mas, de acordo com especialistas, a água da chuva não prejudica os filhotes. O que pode comprometer a vida, inclusive levando à morte, é a queda da temperatura corporal – que, nas aves, gira em torno dos 42°C, bem acima da média humana (de 36,8°C).

Enquanto as discussões sobre vida e morte de galinhas continuavam, a maioria apenas se deliciava em ver uma ave protegendo os filhotes bravamente. Elas são capazes de muito mais, como atacar um predador a bicadas, caso as crias estejam em risco.

Amor de mãe

A expressão não é apenas nome de telenovela. A natureza dotou as mães, especialmente as das espécies mais complexas, de cuidados especiais para garantir a sobrevivência da prole. Enquanto a maioria dos machos resume a participação no acasalamento, as fêmeas costumam dedicar um bom tempo cuidando de ovos e bebês.

No sentido estritamente biológico, a galinha das imagens e todas as outras mães estão apenas garantindo a perenidade da espécie e a transmissão dos próprios genes egoístas. Mas deve haver muito mais: pelo menos, um significado mais poético.

Os escorpiões fêmeas, depois de acasalarem, carregam os ovos na parte superior do corpo durante vários dias. Mesmo depois da eclosão, os escorpiõezinhos continuam pegando carona no corpo da mãe. Nas diversas espécies, os filhotes já nascem com a aparência externa que terão quando adultos, mas muito menores (com apenas milímetros de comprimento).

É claro que, quando eles crescem e começam a cair, a própria mãe pode encará-los como alimento e acabar devorando parte da cria. Mas isto revela mais sobre a necessidade urgente de sobrevivência do que sobre o comportamento materno.

Entre os répteis, a maioria bota ovos e deixa ao Sol e ao calor ambiente a tarefa de chocá-los. Entre algumas espécies (como as pítons, por exemplo), as mães vigiam o ninho durante todo o tempo entre a postura e o nascimento, tentando afastar predadores e curiosos.

Algumas espécies de jacarés carregam os filhotes na boca e caçam presas para alimentá-los. Outros crocodilianos e algumas serpentes mantêm os ovos no interior do organismo até que eles eclodam. Estas mães dão à luz filhotes vivos.

Com aves e mamíferos, o carinho materno é ainda mais intenso. As aves constroem ninhos elaborados, permanecem chocando os ovos até a eclosão e alimentam os filhotes, regurgitando a comida parcialmente digerida diretamente na boca das crias.

A bem da verdade, diversos pais, entre as aves, colaboram para a construção e manutenção dos ninhos, a manutenção dos ovos e a alimentação dos filhotes. Entre os avestruzes, esta tarefa é exclusiva dos machos.

Talvez a melhor expressão de maternidade esteja entre os mamíferos. Os filhotes são gerados no interior do organismo materno, sendo nutridos pela corrente sanguínea da mãe. Depois que nascem, são alimentados pelo leite produzido por glândulas especiais.

Algumas espécies permanecem com as mães por poucos dias, como é o caso dos roedores. Filhotes de baleias e golfinhos vivem com o clã, mas passam muito tempo junto à mãe até completarem dois ou três anos.

As mães orangotango carregam as crias durante seis meses ininterruptos e só se afastam definitivamente quando os filhotes atingem a maturidade sexual, por volta dos seis ou sete anos.

Por fim, as mães humanas enfrentam uma gravidez de nove meses, um período exclusivo de amamentação de pelo menos seis (podendo chegar a dois anos ou mais), assistem os filhotes até a vida adulta e continuam se preocupando com eles durante a vida inteira.

Mãe é mãe, já diz o ditado. Seja a nobre mulher (tecnicamente, a fêmea de Homo sapiens), seja uma galinha perdida em um mercado de peixes, todas querem o melhor para os filhos. E a vida segue.

Veja o vídeo: