Após perder seu gato, garoto fica feliz quando um novo gato aparece na sua porta

Depois de perder o gato de estimação, outro bichano finalmente entrou na vida deste garotinho.

Jonathan é um garotinho de seis anos. Durante toda a sua curta existência, ele dividiu tudo com Charlie, o gato da família. Eles faziam tudo juntos: brincavam, comiam, tiravam sonecas e, até na hora do banho, Charlie estava presente, contrariando o folclore sobre bichanos e água.

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Charlie já estava na família bem antes de Jonathan chegar. Com 15 anos, o bichano resolveu que já era hora de ir para o céu dos gatos, apesar da tristeza de ter de deixar o garotinho, que ficou inconsolável.

Para alegrar um pouco o ambiente, Valerie, a mãe de Jonathan, disse a ele que, no momento certo, Charlie enviaria outro gato para aquela casa. Ao que tudo indica, foi exatamente isso que aconteceu: um novo bichano apareceu e o garotinho ficou extremamente empolgado.

O novo gato

Charlie foi um guardião eficiente para Jonathan. Atento aos menores ruídos, ele estava sempre pronto a defender o seu humano. Apesar de nunca ter convivido com uma criança, o gato da família afeiçoou-se ao bebê desde a sua chegada.

Os dois amigos foram inseparáveis até o fim da vida de Charlie. O garotinho ficou abalado com a ausência do bichano, mas esta é uma das lições que os pets ensinam: eles quase sempre morrem antes de nós e precisamos aprender a seguir em frente.

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VALERIE

A morte do gato deixou toda a família com os corações partidos. A dedicação de Charlie fazia uma falta tremenda para Jonathan e os seus pais. Valerie (ela pediu para não ter o sobrenome divulgado) percebia a tristeza do filho, mas não sabia se ele já estava pronto para se dedicar a um novo animal de estimação.

Cinco meses depois da morte de Charlie, Valerie estava cuidando dos afazeres domésticos quando percebeu a presença de um bichano na entrada da casa. Era um gato amarelo, diferente de Charlie, cuja pelagem era tigrada em tons cinza.

Ao contrário dos cães, os gatos são mais independentes e ariscos, mas a mãe de Jonathan logo percebeu que o gato amarelo era amigável. Ela saiu para o jardim e aproximou-se. Ao agachar-se, o bichano aninhou-se no seu colo.

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VALERIE

Valerie e o gato amarelo permaneceram em sintonia por quase uma hora. O bichano era manso e carinhoso: não parava de dar mostras de estar gostando muito do aconchego. Mas o barulho de um carro na rua assustou o gato, que desapareceu por dois dias.

A mãe de Jonathan circulou pela vizinhança, tentando encontrar pistas do paradeiro do gato amarelo. Tudo em vão, até que, duas noites depois, Valerie percebeu o bichano aproximando-se da casa. Desta vez, ela se certificou de que Jonathan estivesse por perto, para encontrar o novo amigo.

Finalmente, o garotinho se deparou com o novo gato. A atração entre os dois foi irresistível, um caso de amor à primeira vista. O visitante não demorou em se aproximar e, em poucos momentos, Jonathan e o bichano estavam se abraçando.

O garotinho ficou extremamente empolgado ao conhecer o novo amigo. O gato amarelo, por seu lado, parecia ser um velho membro da família, totalmente adaptado às brincadeiras de Jonathan, alegre por partilhar aqueles momentos com o seu novo humano.

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VALERIE

Mas o gato amarelo não se rendeu tão facilmente. Nos dias seguintes ao primeiro contato com Jonathan, o novo amigo sempre desaparecia depois de comer e brincar. Valerie ficou apreensiva, porque o bichano parecia gostar da vida ao ar livre, na rua, sem compromissos com uma família humana.

A verdade, porém, era outra. A mãe de Jonathan descobriu que o gato amarelo já tinha uma família. Ela comprou uma coleira de identificação e prendeu o pescoço do visitante, com o número de telefone para contato.

No mesmo dia, depois das brincadeiras diárias, a tutora do gato amarelo telefonou para Valerie. Era uma senhora de quase 70 anos, que tinha ficado encantada com a coleira – o acessório tinha a inscrição: “Eu amo o seu gato”.

A tutora de Garfield – este é o nome do gato amarelo, o mesmo do gato dos quadrinhos – contou que ele apareceu na casa dela, certo dia, já fazia mais de dez anos. Depois de algumas idas e vindas, a senhora resolveu adotar o bichano, mas ele nunca perdeu os hábitos de “gato de rua”.

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VALERIE

Ele saía sempre de casa, perambulando nas quadras vizinhas. A região é segura e tranquila. A tutora contou a Valerie que Garfield tem o dom de encontrar pessoas carentes: ele se aproxima de humanos tristes e melhora o humor de todos.

A partir daquele dia, Garfield passou a ter “custódia compartilhada”. Ele continua morando com a senhora idosa, mas passa as tardes com Valerie e Jonathan. Ele chega todos os dias na mesma hora e fica junto ao garotinho nas brincadeiras e até quando o menino está fazendo os deveres da escola.

Garfield está feliz da vida com as duas casas. Por outro lado, Jonathan e os pais sentem-se mais seguros em adotar um novo gato, sem a sensação de que ele será um mero substituto de Charlie. A vida continua.

Via: the dodo