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Os santos mais populares entre os brasileiros

Nas últimas décadas, o número de católicos vem decrescendo. Os santos, no entanto, continuam muito populares.

De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, 57% dos brasileiros se declaravam católicos em 2013 (em 2010, o censo do IBGE apontou um percentual maior: 64%). Em 2007, eles eram 64% e, em 1994, 75%. Os dados foram divulgados às vésperas do início da Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro.

Mesmo com a queda – e com uma leitura muito pessoal sobre as obrigações religiosas –, trata-se de um contingente grande: são mais de 100 milhões de pessoas que dizem seguir a religião cristã com mais seguidores em todo o mundo.

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Os católicos brasileiros tomam algumas liberdades ao professar a sua religião: apenas 17% afirmam frequentar a missa todas as semanas (um dos preceitos do Catolicismo). O número de fiéis que contribui para as obras da Igreja é de apenas 34%. A média das doações ficou em R$ 23.

No entanto, quando se trata de veneração, os fiéis elegem seus prediletos – os santos mais populares entre os brasileiros. Alguns se tornaram especialistas no imaginário popular: Santa Rita de Cássia é a santa das causas impossíveis, São Judas Tadeu é o santo dos desesperados, Santo Expedito colabora para a resolução de causas urgentes.

Cabe aqui uma explicação: os católicos são às vezes acusados de adorar os santos e prestar culto a ídolos (as imagens e esculturas). A Igreja Católica explica que os fiéis devem adorar apenas a Deus (a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo). Venerar é apenas celebrar a memória, ter grande respeito, reverenciar uma personagem histórica.

A padroeira do Brasil

O dia 12 de outubro não é apenas o Dia das Crianças. Nesta data, é comemorado também o dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil desde 1929. A imagem da santa foi encontrada em 1717, foi encontrada por pescadores que tentavam sem sucesso retirar peixes do rio Paraíba do Sul (na região de Aparecida do Norte, em São Paulo).

Eles pretendiam oferecer um banquete para o governador da Capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, Pedro de Almeida (conde de Assumar), que estava de passagem pelo vale do Paraíba, em viagem para Vila Rica (atual Ouro Preto).

Inicialmente, os pescadores retiraram apenas o corpo da imagem. Em seguida, a rede trouxe a parte que faltava. Em seguida, o pesca se tornou bastante farta. A escultura encontrada está enegrecida, envelhecida pelo tempo, o que pode ter determinado forte identificação entre está imagem da Virgem Maria e a população escrava do Brasil Colônia.

Festas juninas

Santo Antônio e São Pedro também são venerados no mês de junho, tanto no Brasil, quanto em Portugal. O título de mais festejado, no entanto, cabe a São João Batista. O dia 24 de junho é reservado a ele. O Novo Testamento apresenta a personagem como um primo mais velho de Jesus, responsável, conforme relato de outro João (o Evangelista), pelo batismo do Cristo nas águas do rio Jordão (que atualmente traça a fronteira entre Israel e Jordânia). O Batista era filho de Zacarias e de Isabel, prima da Virgem, que o concebeu em idade avançada.

As fogueiras que enfeitam as festas juninas têm uma origem curiosa: de acordo com a tradição católica, depois de um rápido encontro, as primas Maria e Isabel fizeram um trato: assim que o menino nascesse, Isabel mandaria acender uma fogueira no alto de um monte. Na festa, a fogueira representa o renascimento de São João Batista.

Pai adotivo

O segundo da lista dos santos mais populares não poderia ser outro: São José, pai adotivo de Jesus (para os católicos, o Salvador foi concebido pelo poder do Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria, que manteve esta condição mesmo depois do parto).

De acordo com os Evangelhos, São José foi um carpinteiro humilde, que aceitou a missão de criar e orientar o Messias em seus primeiros anos na Terra, não sem correr alguns riscos: o Evangelho segundo Mateus narra que ele teve de fugir com a família, para evitar que Jesus fosse morto por ordem do rei Herodes, no episódio que ficou conhecido como “a matança dos inocentes”.

O santo é padroeiro das famílias e dos trabalhadores, pelo seu empenho em proteger a mulher e o filho de criação. É também considerado protetor da Igreja Católica, pelas suas habilidades como construtor. Ele foi incluído no calendário litúrgico em 1479 e sua festa é celebrada em 19 de março. No início do século XX, o papa Pio XII decidiu dedicar mais uma data: 1º de maio. A comemoração é feita em homenagem a São José Operário.

A avó

Ela não é citada na Bíblia (nem seu marido, São Joaquim). A tradição, porém, afirma que Santana e São Joaquim foram os pais da Virgem Maria. A mãe de Jesus, sempre segundo a tradição, foi concebida por processos naturais, mas desde sempre preservada do pecado original.

A avó de Jesus era estéril e só conseguiu engravidar depois que seu marido fez uma peregrinação de jejum e penitência pelo deserto, implorando que Deus lhe enviasse um filho. Esterilidade era uma condição considerada pejorativa no Israel do século I. A impossibilidade de gerar um filho é comum também no antigo Testamento: alguns exemplos são Sara (mulher de Abraão, o primeiro patriarca), Raquel (mulher de Isaac, filho de Abraão), Rebeca (mulher de Isaac) e a mãe de Sansão juiz de Israel por 20 anos, dotado de força sobrenatural.

Santana é protetora das famílias e suas festas são comemoradas em 26 de julho (data que o comércio tenta há anos transformar em “Dia da Vovó”, para incrementar as vendas em um mês considerado fraco). Ela também intercede pelas preces feitas por mulheres que querem ser mães, enfermeiras, professoras e costureiras.

Porteiro do Paraíso

São Pedro, um pescador de Cafarnaum (cujo nome original era Simão Barjonas), foi um dos primeiros discípulos a se reunir a Jesus em suas pregações e ensinamentos pela Judeia e Galileia. O convite foi sucinto, mas convincente: “Segue-me e eu te farei um pescador de homens”, em uma clara referência à salvação.

O pescador também saiu na frente na divulgação da Boa Nova. O Livro dos Atos dos Apóstolos diz que São Pedro organizou uma entidade beneficente em Jerusalém e chegou a viajar como missionário para Roma, onde foi martirizado. O santo é considerado como o primeiro papa.

Em determinado trecho do Evangelho, Jesus reuniu os apóstolos e perguntou quem o povo e eles achavam que ele era. As respostas foram variadas: o ressurgimento de um dos profetas, ou mesmo de João Batista (executado pouco tempo antes). São Pedro avançou e disse que o Mestre era o Cristo, filho do Deus Vivo, o esperado Messias salvador. Jesus teria respondido: “Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei a minha igreja; as portas do Inferno não prevalecerão contra ela”.

A tradição diz que São Pedro detém as chaves do Paraíso, abrindo as portas para os fiéis que morreram em estado de graça. A festa em comemoração ao santo acontece no dia 29 de junho e marca o encerramento das festas juninas.

Santos gêmeos

São Cosme e São Damião têm sua história envolvida em lendas e mitos. Eles nasceram no fim do século III e exerceram a profissão de médicos. De acordo com os relatos, eles conseguiam curar os enfermos não apenas por causa de seus conhecimentos sobre Medicina, mas também pelas preces feitas junto ao leito dos doentes.

Irmãos gêmeos, eles não aceitavam nenhum tipo de pagamento pelos serviços prestados. Ao contrário, beneficiavam os carentes com medicamentos e mantimentos. Com isto, converteram muitas pessoas para o Cristianismo, mas isto ocorreu em uma época perigosa: o governo de Diocleciano.

Eles foram presos durante a Grande Perseguição (considerada por historiadores como a “era do mártires), mas se recusaram a abjurar sua fé, mesmo sofrendo torturas cruéis – de uma forma milagrosa, saíam ilesos do fogo, da água da cruz e só morreram quando foram decapitados.

A Igreja celebra a honra dos irmãos médicos em 26 de setembro, mas a maioria das homenagens prestadas a São Cosme e São Damião ocorre no dia seguinte, quando muitas pessoas mantêm a tradição de distribuir doces para as crianças.

Santo soldado

São Sebastião foi um soldado romano, convertido ao Cristianismo e morto durante a mesma perseguição movida pelo imperador Diocleciano. De acordo com alguns textos apócrifos, o santo, nascido em Narbonne (na atual França), teria se alistado ao exército de Roma apenas para poder levar uma palavra de fé aos cristãos, desorientados com as prisões e mortes.

O santo é padroeiro do Rio de Janeiro, dos soldados, alfaiates e atletas. São Sebastião também é considerado protetor dos homossexuais – sem o apoio da Igreja. O motivo são as muitas ilustrações consideradas andróginas sobre o martírio: seminu, ele demonstra olhar pacífico em direção ao céu. A tradição afirma que, mesmo alvejado por muitas flechas, São Sebastião manteve a serenidade, só desfalecendo depois de ser chicoteado até a morte. Festas em honra ao morto acontecem do dia 1º de março, que também marca a fundação da Cidade Maravilhosa.

Santo Casamenteiro

Considerado favorecedor dos casamentos, Santo Antônio iniciou suas atividades sacerdotais no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa. Posteriormente, foi transferido sucessivamente para Coimbra (onde estudou em uma das mais antigas universidades do Ocidente), Bolonha e Pádua.

Considerado bastante piedoso pelos seus contemporâneos como uma alma extremamente piedosa, Santo Antônio foi canonizado poucos anos depois de sua morte, em (1231, com apenas 36 ou 40 anos de idade; há divergência entre as fontes).

As festas para Santo Antônio, em 13 de junho, marcam o início das festas nos arraiais juninos. Em Lisboa, a data é um feriado municipal. A superstição criou uma série de simpatias para as moças atraírem um casamento. Uma delas diz que é preciso colocar a imagem do santo em um copo com água, de cabeça para baixo.

Considerado protetor dos pobres, o santo assentou praça em exércitos do Brasil, Portugal e Espanha. A tradição teve início em 1668, quando o regente português Dom Pedro (irmão do rei português Afonso VI, afastado do trono em função de problemas mentais) ordenou que ele fosse recrutado como soldado raso. Posteriormente, foi “promovido” a capitão e coronel.

A imagem de Santo Antônio chegou a ser levada à frente dos soldados durante combates da primeira Guerra Peninsular (conflito do século XIX entre o Império Napoleônico e Portugal e Espanha pelo controle da península Ibérica).

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