Cientistas tentam explicar por que algumas pessoas têm visões

A ciência, como a conhecemos hoje, começou a ser estruturada no século XIX, com as descobertas que possibilitaram conhecer melhor o universo, a Terra e os seres que nela habitam. Coincidentemente, no mesmo século, cresceu bastante o interesse acerca de Espíritos, visões, audições, possessões, etc. o francês Allan Kardec e a russa Helena Blavatsky, organizadores do Espiritismo e da Teosofia, respectivamente, são exemplos de pesquisadores do além. Mas os cientistas sempre tentaram estabelecer hipóteses para explicar materialmente os fenômenos.

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O método científico consiste basicamente em observar o fenômeno, eliminar causas improváveis, investigar as possibilidades e, finalmente, criar uma teoria científica. Mas até hoje, os cientistas não chegaram a conclusões sobre as visões, talvez por carência de instrumentos para uma análise mais profunda. Médiuns e sensitivos já foram submetidos a tomografias, eletroencefalogramas e ressonâncias magnéticas, mas ainda não chegaram a resultados consistentes.

Inicialmente, pensou-se em causas elétricas e magnéticas como as responsáveis, mas estes primeiros pesquisadores nem sequer conheciam de fato o que é energia e como ela se transfere. Imaginou-se também que os relatos feitos pelos médiuns era captado da mente das pessoas à sua volta. A explicação mais usada foi a imaginação hiperexcitada: foram prognosticados banhos, jatos d’água e outros tratamentos, sem sucesso. Enquanto isso, a Igreja tentava provar que tudo não passava de obra do Diabo.

A psicologia tentou explicar os fatos mediúnicos como episódios patológicos relacionados a traumas, mas um estudo recente feito pelo Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos, da USP, que avaliou 115 sensitivos, concluiu que em menos de 8% foram detectados transtornos mentais (a média brasileira fica entre 15% e 25%). O estudo também comparou os sensitivos com manifestações mais frequentes eram mais bem ajustados socialmente do que aqueles que tinham visões e audições esporádicas.
Entre as hipóteses criadas pela Medicina, prevaleceu durante muito tempo que a epilepsia era a causadora dos fatos mediúnicos. O cérebro criaria uma ficção sobre visões de gente morte, provocada pelas crises. A epilepsia do lobo temporal está relacionada à religiosidade e produz alucinações. Mas fica claro que esta explicação é muito insuficiente. Frequências sonoras e campos magnéticos podem ser o motivo dos encontros com fantasmas.

Neurologistas afirmam que as visões são provocadas por uma doença ainda não classificada, mas com sintomas semelhantes aos da epilepsia e esquizofrenia. No entanto, o problema continua: os cientistas precisam encontrar explicações racionais para diversos fenômenos, e talvez não haja uma única causa.

Seja como for, videntes, audientes, médiuns de incorporação e outros sensitivos aparecem nas pesquisas como pessoas de bom nível social e cultural e a maioria não está preocupada em encontrar as causas de suas faculdades. Mas os cientistas vão continuar procurando.

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