Atrações do Peru

No Peru, as atrações vão muito além das ruínas de Macchu Pichu.

Ao contrário dos brasileiros, que comemoram a descoberta do país, os peruanos consideram a chegada dos espanhóis ao seu território como uma invasão. No século XVI, nosso continente era conhecido como Império Inca. Nos primeiros mapas em que aparece o “Novo Mundo”, nossa região é conhecida como América Latina ou Peru.

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A região do país vizinho começou a ser colonizada por humanos há mais de 12.500 anos. O mais antigo grupo social complexo das Américas – a civilização Caral, floresceu no Peru entre 3000 e 1800 a.C. e suas ruínas, assim como a de outras civilizações pré-colombianas são atrações que levam milhares de turistas ao país todos os anos. As mais conhecidas são as incas, povo que se tornou o maior império americano no século XV – entre elas, estão a cidade sagrada de Macchu Pichu, parcialmente reconstruída e várias construções de Cuzco, antiga capital, a 3.400 metros acima do nível do mar –, mas diversas outras culturas deixaram suas marcas.

Centenas de praias

Existem três regiões principais no Peru: a andina, com grandes altitudes, a amazônica, na fronteira com o Brasil, e a litorânea. O Peru conta com mais de três mil quilômetros de praias, banhadas pelo oceano Pacífico, com opções para todos os gostos. Em Tumbes, estão as praias para quem procura sossego: Zorritos, que fica próxima aos Banhos Termais de Hervideros, e Punta Sal, que ficam no litoral norte do país. Em seguida, vêm as praias de Lima, famosas pela vida noturna, Ica, Lambayeque, La Libertad, que são aldeias de pescadores, e, em Piura, concentram-se os points dos surfistas: Máncora e Las Pocitas, Cabo Blanco e Colán. Chega-se às praias pelas rodovias Pan-Americana Norte e Pan-Americana Sul.

Lima é a capital, uma cidade imponente pelas suas construções coloniais – concentradas no centro histórico, um dos patrimônios culturais do mundo – e também pela arquitetura moderna, que mescla influências locais com as dos maiores paisagistas do mundo. A cidade foi fundada por Francisco Pizarro em 1535, para ser a capital do Vice-Reino do Peru. O explorador espanhol é apontado como responsável pela morte de Atahualpa, último imperador inca.

Hoje, a cidade tem oito milhões de habitantes e abriga museus e catedrais católicas, além de boas opções gastronômicas, como o ceviche e pratos a base de milho. Lima também tem seus problemas, como o trânsito caótico e falta de segurança, mas estes são bem conhecidos pelos turistas brasileiros.

Atrações nas alturas

No altiplano, a região dos Andes, fica o lago mais alto do mundo, o Titicaca, a 3.800 metros acima no nível do mar. São 8,3 mil quilômetros quadrados de águas e uma boa forma de conhecê-lo e viajar de trem de Puno para Cuzco. No trajeto, é possível visualizar uma antiga cidade alagada. A ferrovia é administrada pela Orient Express e alguns vagões são tão sofisticados como os da antiga linha que ligava Londres e Istambul. Os Andes peruanos são marcados por montanhas escarpadas, bons desafios para alpinistas, e por alguns vulcões ativos.

Com muitas elevações rochosas, é possível praticar trekking nos arredores de Arequipa e Cuzco. O Peru sempre foi conhecido pelo turismo de aventura: muitos brasileiros chegavam à Bolívia com o “trem da morte”, que cruzava o Mato Grosso do Sul, até Santa Cruz de La Sierra, e de lá seguiam de ônibus até Puno, às margens do grande lago. Era uma opção para mochileiros.

Nos últimos anos, no entanto, a infraestrutura hoteleira e de transportes tem melhorado muito no país e isto tem atraído também o turista convencional, à procura de novas paisagens. A forte presença da cultura indígena confere uma atmosfera especial, em qualquer local que seja visitado.

O Peru se situa na região tropical, mas quem é sensível ao frio deve evitar viajar no inverno, especialmente para a região andina. Para entrar no país, é aconselhável imunizar-se contra a vacina contra febre amarela (com dez dias antes da viagem). Não é preciso passaporte nem visto: brasileiros podem entrar no país apresentando apenas a carteira de identidade.

Os idiomas falados são o espanhol, quíchua e aimará. A moeda circulante é o novo sol: R$ 1 equivale a cerca de 1,30 PEN. Diversas editoras brasileiras disponibilizam guias de viagem para o Peru, com roteiros para todos os gostos.

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