Cotidiano Dieta e Alimentação Diferentes tipos de açúcar

Diferentes tipos de açúcar

O açúcar refinado é o mais comum e fácil de encontrar. Ele está presente nos açucareiros de quase todas as mesas e é o produto que usamos no café, nos sucos e nas sobremesas. Mas não é o único – e, especialmente, não é o mais saudável. Existem diversas outras formas de “adoçar a vida”, mesmo com a mesma fórmula comum: C6H12O6.

Na lista dos açúcares, é possível encontrar o mascavo, cristal, de confeiteiro, light e orgânico. A diferença entre os produtos é grande: o teor de sais minerais e vitaminas é bastante diverso em cada produto. Há uma regra básica para o consumo: quanto mais escuro for o açúcar (como o mascavo), mais nutrientes ele mantém, porque o processo de refino elimina boa parte de substâncias como cálcio, potássio, fósforo e magnésio.

Apenas para dar um exemplo: enquanto 100 gramas de açúcar mascavo fornecem pouco menos de 500 miligramas de sais, a mesma quantidade de açúcar branco (refinado, o mais comum nos supermercados) fornece menos de dez miligramas.

O processo de produção do açúcar

A matéria-prima do açúcar é a cana-de-açúcar, mas o processo até ele vir adoçar o nosso cafezinho é muito longo. Os caules da planta são moídos para se chegar a um caldo doce – a garapa. Depois disto, começa a purificação: o caldo é fervido a 105°C e filtrado, para eliminação das impurezas. Em seguida, é evaporado, se transforma em xarope e segue para o cozimento.

Em alguns países, são empregados outros tipos de matéria-prima, como a beterraba, milho e mandioca.

Nesta etapa, começam a surgir os primeiros cristais a que estamos acostumados em nosso consumo diário. Os tipos mais brancos de açúcar (como o cristal) passam pelo refinamento, inclusive com produtos químicos, para melhorar o aspecto e o sabor, mas, neste momento, é perdida a maioria dos nutrientes presentes na cana-de-açúcar.

Os tipos de açúcar

O açúcar orgânico é cultivado sem nenhum componente químico desde a preparação da terra até o cozimento do xarope. Ele é mais caro, escuro e grosso do que seus “irmãos” brancos, mas tem o mesmo poder como adoçante.

No refino do açúcar branco, são utilizadas substâncias químicas, como o enxofre, para clareá-lo e realçar o sabor. O problema, como já foi dito, é a tremenda perda de sais e vitaminas observada com as técnicas de produção: o consumo se limita à ingestão de calorias vazias, que engordam, mas não suprem nenhuma necessidade da nutrição.

Em uma combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, ciclamato ou sucralose, surge o açúcar light, com alto poder como adoçante: em uma xícara de café, bastam dois gramas de açúcar light; usando o açúcar refinado, a quantia sobe para seis a oito gramas. O consumo de calorias se reduz significativamente, contribuindo para dietas e regimes.

Já o açúcar mascavo é o produto bruto, escuro e bem mais úmido. Sua fabricação se limita ao cozimento e evaporação. Ele conserva as propriedades da cana-de-açúcar. O problema do produto é que ele também conserva o sabor da garapa, alterando os alimentos no gosto e na apresentação.

O açúcar de confeiteiro se apresenta em cristais tão pequenos que a sua aparência é semelhante à da farinha de trigo. O refino é mais intenso, com o uso de peneiras automatizadas, para obter os microcristais. Usado especialmente em coberturas de bolo e glacês, este tipo recebe adição de amido de arroz, milho ou fosfato para impedir a formação de pelotas.

O açúcar cristal se apresenta em cristais grandes e transparentes, difíceis de dissolução em líquidos. O refino é semelhante ao do açúcar branco, apenas um pouco mais leve. É um produto que rende bastante nas cozinhas e por isto é sempre citado nas receitas culinárias. Porém, ele não acrescenta nenhum nutriente aos bolos e doces (90% dos sais e vitaminas são perdidos no processo).

A frutose (um tipo de glicose de digestão mais lenta) é o açúcar obtido a partir de frutas. O consumo é reduzido porque é muito mais doce dos que os outros tipos, mas é difícil de ser encontrada. Mesmo sendo um alimento natural, o teor de vitaminas é bastante pobre: o ideal é ingerir as frutas in natura, que contribuem para uma alimentação saudável e balanceada.

O demerara é um dos tipos de açúcar mais caros disponíveis no mercado. O motivo é que ele sofre apenas um refinamento leve e não recebe aditivos químicos, o que reduz a capacidade produtiva, mas garante a presença de importantes nutrientes. Os grãos do açúcar demerara são semelhantes aos do mascavo: marrons claros e um pouco mais grossos.

No processo de produção, o açúcar vanille é aromatizado com vanilina, um aditivo químico com sabor de baunilha. Ele confere um sabor mais suave para sucos, bolos e tortas. Este tipo é difícil de ser encontrado em algumas regiões do país, mas várias lojas virtuais comercializam o produto.

Açúcar ou adoçante?

Os dois produtos podem ser utilizados de acordo com cada consumidor. Para as crianças, que apresentam maior consumo calórico em função das muitas atividades físicas do dia a dia, o ideal é consumir açúcar para suprir esta necessidade.

Diabéticos devem seguir orientação médica e evitar a ingestão do açúcar e, de acordo com as condições de saúde, adotar os adoçantes artificiais, sempre evitando o consumo excessivo.

Muitas pessoas apelam para os adoçantes na tentativa de perder peso. O problema é que, ao contrário do açúcar, os adoçantes não conferem a sensação de saciedade: ao ingerir o adoçante, a vontade de comer doces (que pode ser bastante exagerada) não é completamente suprida.

Outro ponto a ser observado é que os doces feitos com adoçantes podem ser classificados como “light”, mas devem ser consumidos com moderação.

ÚLTIMAS POSTAGENS

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui