Vale a pena voltar com um ex?

Tudo depende da motivação. Só vale a pena voltar com um ex se for para dar uma chance real para o amor.

Como disse Vinícius de Morais, “que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. O poeta afirma, com todas as letras, que o amor é uma chama. Relacionamentos têm vida própria: nascem, se desenvolvem, dão frutos e morrem. Nada impede que possam renascer – e às vezes renascem inúmeras vezes. Remendar um relacionamento, porém quase nunca dá certo. Voltar com um ex só vale a pena se há amor real e disposição para rever certas atitudes.

Quase todos os contos de fadas são encerrados com a frase “e foram felizes para sempre”. Isto, no entanto, só existe na ficção. Casais são felizes e tristes, satisfeitos e carentes, proporcionam desencantos e surpresas de tirar o fôlego. Como em tudo na vida, os romances são feitos de altos e baixos. Permanecer na relação – ou retomá-la – depende do nível de satisfação que ela proporciona aos dois parceiros.

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Dificilmente vale a pena voltar com um ex em casos de traição, abandono emocional, grandes decepções na história do casal. Alguns indivíduos conseguem perdoar de verdade, esquecer os insultos e retomar a vida a dois. Eles existem, entretanto, apenas como exceção, que só faz comprovar a regra: no geral, guardamos mágoa. Faz mal para saúde e consome boa parte do nosso tempo, mas ainda somos seres bastante imperfeitos.

Revendo atitudes

Muitos relacionamentos terminam sem grandes finais melodramáticos. Não serviriam como inspiração para uma comédia romântica ou para uma telenovela. São casais que se separam por problemas no trabalho, cobranças familiares, rotina de estudos, pressão do grupo de amigos, ciúme acima da dose adequada, necessidade de ficar sozinho por um tempo… As razões são inúmeras e muitas vezes elas superar a capacidade de compreensão.

Quando um relacionamento chega ao fim, é preciso sofrer por um tempo, recolher os cacos e seguir a própria vida. Mas, se o final chegou por motivos banais, é possível voltar com um ex. O pré-requisito é identificar o que provocou a ruptura e definir com sinceridade se é possível modificar a conduta que irritou o parceiro. De nada adianta voltar e manter os mesmos hábitos: isto é apenas um convite para sofrer duas vezes.

Quando a volta não vale a pena

A atração de um casal é proporcional ao tempo que os dois passaram juntos e à intensidade dos desejos e sentimentos envolvidos no relacionamento. Terminar um romance não é apenas dizer: “cada um para o seu lado”. Sempre ficam marcas e dores. A saudade surge nos momentos mais inusitados. E não adianta fingir que não é assim.

Nestes tempos em que as comunicações eliminaram praticamente todas as distâncias, os riscos de tentativas de reaproximação são muitos: torpedos, e-mails, telefonemas, conversas em redes sociais, mensagens offline no whatsapp começam a ser trocados e, neste vaivém, cair nos braços do ex mais uma vez é uma forte probabilidade.

De qualquer forma, a reconciliação nunca deve acontecer por medo de ficar sozinho, por conformismo, por saudade ou por desespero. Amigos e parentes servem para preencher lacunas. Assistir a um filme, ler um livro, desenvolver um novo hobby (pode ser o cuidado com um vasinho de violetas), ajudam a ocupar o tempo. Como diz o ditado, “antes só do que mal acompanhado”.

Isto não significa necessariamente que o ex seja má companhia. Ele pode ser apenas mimado em excesso pelos pais, ocupado demais com os estudos ou a carreira profissional, atraído demasiadamente pelos amigos (especialmente os solteiros). Em qualquer destes casos, não vale a pena voltar.

Às vezes, eles são realmente ruins. Os traidores, os que não dão carinho, os que se ausentam sem motivo ou, mesmo justificados, não arranjam tempo para um telefonema ou e-mail, os que valorizam mais “os outros” do que “nós” devem ser relegados à solidão compulsória.

Muitos casais se reúnem por uma “atração fatal”. No sexo, tudo são maravilhas, mas, no dia a dia, as coisas não se ajustam.

Incompatibilidades de interesses são quase sempre insuperáveis: se um quer dançar samba e o outro, tango, é melhor que cada um siga para sua balada predileta e deixe o outro ser feliz com o seu ritmo preferido.

Um casal pode esquecer a reconciliação principalmente se um dos parceiros ainda guarda mágoas, se há pressão familiar para o retorno (“eles faziam um casal tão bonito…”) e especialmente se o motivo é não ter encontrado ninguém melhor dando sopa. Uma pessoa que não consegue ser feliz sozinha, com os próprios recursos internos, dificilmente conseguirá ser uma boa parceira. E isto não é referente apenas a relacionamentos amorosos.

Outro motivo péssimo: rever as atitudes, decidir-se por mudar a própria conduta e ceder em alguns (ou muitos) pontos. Isto só faz sentido quando ambas as partes estão de acordo. O sucesso ou fracasso de um relacionamento resulta dos atos dos dois parceiros. Se um muda e o outro continua cultivando os mesmos maus hábitos, o rompimento é a crônica de uma morte anunciada.

Voltar com o ex também não pode ser retomar o relacionamento do ponto em que ele foi suspenso. Isto é infantil. O período de separação precisa servir para a reflexão, para pesar os prós e contras e para fornecer algum grau de desenvolvimento e maturidade pessoal. Voltar ao mesmo ponto é voltar para o momento em que a relação teve de ser suspensa.

Vale a pena voltar com um ex se novas expectativas foram criadas, se a separação realmente demonstrou a existência do amor e principalmente da persistência do casal em permanecer unido. Voltar com as mesmas esperanças que já foram frustradas é pedir para sofrer.

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