Problemas da tireoide

Localizada no pescoço, a tireoide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo. Se ela não está bem, o organismo tem problemas.

A tireoide é uma estrutura de dois lóbulos situada em frente à traqueia e imediatamente inferior à faringe, encarregada da produção dos hormônios tiroxina (T4) e triodotironina (T3), que regulam a taxa do metabolismo e afetam outros sistemas do corpo. O iodo é um componente fundamental da T3 e T4. A tireoide produz também o hormônio calcitonina, cuja carência prejudica o equilíbrio do cálcio no organismo, determinando problemas nos ossos e dentes.

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A tireoide, de cor vermelha, está recoberta pelos músculos do pescoço e suas fáscias (tecido fibroso). Tem a forma de um H e os dois lobos são unidos por um traço. É uma região bastante vascularizada, irrigada por vasos sanguíneos e linfáticos. Ela é constituída por um grande número de folículos, de cerca de 0,5mm de diâmetro, que produzem a calcitonina. Muitos problemas de saúde são determinados pela alteração da produção de hormônios.

O hipertireoidismo, por exemplo, ocorre quando há uma produção excessiva de T3 e/ou T4. Este excesso determina a aceleração do metabolismo, porque os hormônios agem em nível celular. Todos os órgãos, sistemas e tecidos do corpo são afetados, causando os sintomas da doença: taquicardia (aceleração da frequência cardíaca), perda de peso, irritabilidade e tremores. Muitos pacientes também relatam intolerância ao calor, diarreia e sudorese.

A doença de Graves, enfermidade autoimune (quando o sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra o próprio organismo), é uma das principais causas do hipertireoidismo. Ela estimula a produção, fazendo o organismo entender que está carente de T3 e T4. O principal sintoma é o bócio, um aumento visível do pescoço provocado pelo crescimento anormal da glândula. O iodo presente no sal de cozinha combate o bócio com eficácia.

No caso do hipotireoidismo, ocorre o inverso: a glândula não produz hormônios suficientes para garantir o bom funcionamento do organismo. Os sintomas são cansaço, depressão, falta de iniciativa, redução da atividade cerebral e da frequência cardíaca, redução dos reflexos, sonolência, diminuição do apetite, prisão de ventre, intolerância ao frio, alterações menstruais e perda do desejo sexual.

A tireoidite de Hashimoto, também autoimune que provoca a diminuição gradual da glândula, provocando o hipotireoidismo. Outras causas são a falta ou excesso de iodo na dieta, fatores que alteram o funcionamento da tireoide.

Para as duas doenças, o diagnóstico é obtido com exames clínicos e laboratoriais, para verificar a dosagem hormonal. Índices elevados de TSH (produzido pela hipófise) e baixos de T3 e T4 caracterizam o hipotireoidismo e vice-versa. Cintilografia e ultrassonografia também são utilizadas para detectar as alterações.

O tratamento deve ter iniciado imediatamente; para o hipertireoidismo, pode incluir medicamentos, cirurgia e iodo radioativo, de acordo com as características e causas da doença. Pacientes idosos devem ser acompanhados com atenção, para prevenir arritmias cardíacas, hipertensão arterial e osteoporose.

Pacientes com hipotireoidismo devem submeter-se à reposição hormonal. Esta doença dificilmente regride, permitindo o funcionamento normal da glândula, e por isto o tratamento deve ser feito por toda a vida, mas especialistas afirmam que a reposição reduz sensivelmente os sintomas.

O câncer de tireoide incide principalmente entre as mulheres: apenas 25% dos casos afetam homens. É incomum na infância e adolescência e também na terceira idade. Os quatro tipos mais comuns são os carcinomas papilífero, folicular, medular e anaplásico.

O carcinoma papilífero responde por mais de 70% dos casos. É um câncer pouco agressivo, de evolução lenta. É diagnosticado em exames de rotina e geralmente os pacientes respondem bem ao tratamento. Quando ocorrem metástases, elas costumam afetar inicialmente os gânglios linfáticos.

O segundo tipo mais frequente é o carcinoma folicular, que afeta pessoas acima de 35 anos. Este tipo apresenta um número maior de recidivas e metástases, que afetam os pulmões e os ossos em primeiro lugar.

O carcinoma medular é diagnosticado em um a cada 20 pacientes com tumores na tireoide. É uma doença agressiva, relacionada a características genéticas que determinam a secreção de uma proteína que provoca a calcificação óssea. Tipo mais raro, o anaplásico, é ainda mais agressivo, chegando a atingir órgãos distantes, como o fígado, em poucos meses de observação.

O câncer na tireoide geralmente é provocado por radiações na região do pescoço para tratar doenças anteriores, fatores hereditários e histórico da doença na família. Nos estágios iniciais, costuma ser assintomático, podendo ocorrer a formação de um nódulo. Rouquidão, tosse persistente e dificuldade para engolir podem indicar a presença da doença.

O diagnóstico é feito com exames clínicos, ressonância magnética e biópsia. O tratamento quase sempre cirúrgico, com a retirada total ou parcial da tireoide. Em caso de metástases nos gânglios linfáticos, eles precisam ser removidos. Um mês após a intervenção, o paciente passa a receber doses de iodo radioativo, para extinguir células tumorais remanescentes e evitar o ressurgimento do câncer.

Tumores mais agressivos são tratados com radioterapia, que pode ser associada à quimioterapia. A terapia antiangiogênica, para evitar a formação de novos vasos sanguíneos que irriguem as células tumorais, é outro recurso da medicina. Todos os pacientes precisam de reposição hormonal, já que a produção de T3 e T4 fica definitivamente comprometida.

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