A história do rock

Desenvolvido a partir do final dos anos 1940, nos EUA, o rock mistura diversas influências.

O rock surgiu transgressor. Sua história tem início depois do fim da Segunda Guerra Mundial, quando a “geração silenciosa” começou a se pronunciar. A nova batida, proibida para mocinhas brancas – o rock é filho direto do blues do Mississípi – não era bem visto pela sociedade conservadora americana. Mesmo assim, em 1949, Fats Domino vendeu mais de um milhão de cópias de “Fat Man”, o primeiro single.

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Pouco depois, Chucky Berry hipnotizava plateias imensas com seus solos de guitarra e Little Richard não saída das rádios, com hits como Tutti Frutti e Long Tall Sally. Em 1953, uma nova banda explodiu nas paradas de sucesso: a música era eletrizante e, para espanto geral, os integrantes eram brancos: “Rock around the Clock”, executada por Bill Halley e seus Cometas.

Mas o vigor branco ainda estava por se manifestar: dois anos depois, surge um rapaz de voz potente, muito jogo de cintura e sensualidade para dar e vender: Elvis Presley, fundindo o rock and roll com a música country, tornou-se o primeiro pop star, com músicas como “Love me Tender”, “Jailhouse Rock”, “Hound Dog”, Don’t Be Cruel”. Morto em 1977. Elvis faz sucesso até hoje, com direito a fãs-clubes no mundo inteiro e página oficial na internet.

O rock dos anos 1960

Esta fase marca a chegada de bandas que estão na estrada até hoje e do maior fenômeno musical da história: The Beatles. Em 1962, quatro jovens de Liverpool (Inglaterra) – John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr movimentam jovens do mundo todo, na música e no cinema. “Help”, uma das músicas mais executadas de todos os tempos, foi parar nas telonas. O mesmo aconteceu com “Let It Be” e “Yellow Submarine”, entre outras. A banda separou-se antes do final da década, mas continua fazendo sucesso.

Esta é a década dos anos rebeldes, marcada pela contestação. Jovens americanos estavam cansados com a guerra e usaram o rock para protestar. No Festival de Woodstock, realizado numa fazenda em Bethel (EUA), reuniu meio milhão de pessoas, para ouvir Bob Dylan, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joe Cocker, Santana e muito mais: o lema da festa foi “paz e amor”. Woodstock tornou-se um símbolo da contracultura e do movimento hippie.

Nos anos 1960, surgiram muitas outras bandas: The Doors, The Who, Pink Floyd, Rolling Stones – que rivalizou com os Beatles pelo título de grupo mais popular –, The Mamas and The Papas, Jackson Five, etc. No Brasil, até então, cantores e grupos eram famosos por versões da baladas americanas, como Cely Campelo (famosa por “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido”), Tony Campelo, Rony Cord, etc.

Mas a música começou a ganhar um tom mais brasileiro com a turma da Tijuca, que reunia nomes como Tim Maia e Erasmo Carlos. Posteriormente, Erasmo, em parceria com Roberto Carlos, formou a Jovem Guarda, que enlouquecia centenas de jovens em seu programa dominical. No final da década, acompanhando Gilberto Gil no festival em que o compositor defendeu “Domingo no Parque” no festival de MPB, surgiram Os Mutantes, em que despontava Rita Lee, “a mais completa tradução” de Sampa, na descrição de Caetano Veloso.

Os anos 1970

O videoclipe ajuda a popularizar ainda mais o rock. Aparece uma batida mais pesada, o heavy metal de Led Zeppelin, Black Sabbath, Kiss e Deep Purple. Mas o rock continuava dançante, com Frank Zappa, Creedence Clearwater, Neil Young, Elton John, Brian Ferry, Queen e David Bowie. Nos palcos, surgiram os primeiros efeitos visuais, nos shows do rock progressivo, como Genesis, Pink Floyd e Yes.

O punk rock também surgiu nesta época, com músicas simples, rápidas e barulhentas, abordando bandeiras anarquistas, niilistas e revolucionárias. As letras das músicas falam de desemprego, drogas, guerra e violências, mas o sexo, diversão e festas fazem parte do repertório. O visual é agressivo e chocante, contra qualquer tendência de moda, formando a imagem anti-ídolo. O punk se opõe principalmente ao rock progressivo, ao fusion e ao hard rock.

A Disco Music deu o tom das baladas. A partir da Studio 54, uma discoteca em Nova York (EUA), a moda se espalhou pelo mundo todo, deixando muitos músicos desempregados: as canções não eram executadas ao vivo. A discoteca era espalhafatosa, colorida e ruidosa.

Em terras brasileiras, Tim Maia e Raul Seixas inventavam novas batidas e irritavam o público deixando de comparecer a diversos shows. Rita Lee gravou alguns discos antológicos, como “Fruto Proibido” e “Entradas e Bandeiras”.

Anos 1980

Um pouco de tudo apareceu nesta década, que foi marcada pela convivência pacífica de vários estilos. A MTV – Music Television – foi fundada em 1981, dedicada exclusivamente (ao menos era esta a intenção inicial) à veiculação de videoclipes. Posteriormente, a emissora passou a transmitir reality shows e programas de humor voltados para o público adolescente e jovem.

Na cena musical, surgiram as bandas Guns and Roses, Talking Heads, The Clash, A-Ha, The Smith, The Police e U2, uma banda escocesa que fez muito sucesso. Num ritmo mais pop, ressurge Michael Jackson (cada vez mais branco) e Madonna domina as paradas de sucesso.

No Brasil, houve um boom de bandas de rock: Os Paralamas do Sucesso, Os Titãs, Capital Inicial, Legião Urbana, Barão Vermelho (que revelou Cazuza), Ira, Nenhum de Nós, Kid Abelha, Engenheiros do Havaí, Biquíni Cavadão e Ultraje a Rigor.

Anos 1990

É a época de fusões e experiências com ritmos e estilos. O rock se alia ao rap, ao funk e ao reggae jamaicano, que já fazia sucesso desde os anos 1970. Red Hot Chili Peppers e Faith no More são exemplo de sucessos da década. O rock inglês ganha espaço no mundo todo, com Oasis, Green Day, Portishead e Supergrass.

O movimento grunge, nascido em Seattle (EUA), explode com o som do Nirvana, comandado por Kurt Cobain. R.E.M., Soundgarden, Pearl Jam e Alice In Chains são exemplos de bandas grunge, que misturavam ansiedade, angústia e muita ironia nas letras de suas canções.

Novidades no Brasil: Jota Quest, Skank, Pato Fu e Tianastácia. Em Recife (PE), o movimento Mangue Beat, liderado por Chico Science e Mundo Livre S.A., misturou influências nordestinas a guitarras pesadas e conquistou crítica e público. O Sepultura, como seu heavy metal, conquistou o público internacional.

O rock no século XXI

No início dos anos 2000, o rock parecia ter perdido sua vitalidade. O pop e a música eletrônica, com seus sucessos instantâneos e passageiros, abafaram o gênero musical cinquentão.

Mas surgiu um disco em Nova York que é considerado o responsável por “ressuscitar” o rock: “Is This It”, do The Strokes. A sonoridade, semelhante à dos anos 1960, se contrapunha às letras irônicas e até agressivas.

O primeiro ano do terceiro milênio não foi muito bom para os brasileiros: Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, sofreu um acidente de ultraleve (em que perdeu a mulher, Lucy) e ficou paraplégico, mas voltou a cantar. Marcelo Frommer, dos Titãs, morreu atropelado. Cássia Eller teve um infarto e morreu. Marcelo Yuka, do Rappa, também ficou paraplégico após ser baleado.

Mas chegaram novos reforços: CPM 22, primeira banda brasileira a se apresentar no Hard Rock Café nos EUA, e a cantora Pitty. O heavy metal, apesar de continuar underground, viu algumas bandas obterem projeção internacional: Mindflow, Shaman e Hangar são algumas delas. Bandas emo (emotional hardcore), como NX Zero e Fresno também conquistaram espaço.

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