Descubra se você é inconveniente

Muitas pessoas protagonizam cenas desagradáveis e tornam-se inconvenientes. Descubra se você é uma delas.

Pessoas incapazes de alteridade – poder colocar-se no lugar do outro, para entender suas necessidades e desejos – podem envolver-se em situações muito inconvenientes. Com o tempo, e o acúmulo de situações incômodas e mesmo irritantes, a pessoa fica isolada sem saber por quê. É importante conhecer os pontos fortes e fracos, para explorá-los e corrigi-los.

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Ninguém gosta de pessoas inconvenientes. A própria palavra já diz: in (prefixo que significa não) convém estar com elas. O isolamento no recreio, os almoços sozinho, a falta de convite para a happy hour, são fortes indicativos de que a conduta não está agradando.

O inconveniente não procura agradar. Diz o que pensa ou simplesmente o que acha que está acontecendo. Por exemplo, encontra uma antiga colega, detecta certo volume no abdômen e imediatamente cumprimenta a jovem pela breve chegada do bebê. A moça, com problemas em manter o peso ideal, retruca que não está grávida e segue seu caminho pensando: “o mesmo chato da época da escola”.

E o inconveniente continua fazendo vítimas sem querer, estragando inadvertidamente o dia dos outros. Numa festa em família, depara-se com uma prima casada sozinha e pergunta imediatamente onde está o marido. Um amigo diz que vai almoçar com a namorada e ele se convida para ir junto, colocar o papo em dia. Quando encontra alguém convalescente, pergunta detalhes sobre a doença, compara sintomas e transforma o diálogo em uma competição: o inconveniente sempre sofre mais, sempre sente mais dores.

Todas as pessoas têm em suas relações alguém inconveniente. É aquele que conta o final do filme, que se convida para festas e encontros íntimos, que toca a campainha do vizinho para pedir açúcar à meia-noite. Conta segredos e confidências em rodas de amigos e espia o monitor do colega para ver o que ele está fazendo e dá dicas não solicitadas sobre como desenvolver determinada tarefa.

É o pai que relata aos amigos do filho adolescente que ele ainda tem problemas em controlar a micção à noite. É a mãe que delata os problemas de higiene e organização às filhas da amiga.

Os inconvenientes são assim mesmo. Atrapalham parentes, colegas e amigos em qualquer situação, expõem condições constrangedoras – inclusive sobre eles próprios: “estou tomando remédio para emagrecer, fui correr no parque e me borrei todo”, ou “estou tão ocupada hoje que não tive tempo nem para trocar o absorvente” – e fatalmente perdem todas as companhias.

Estas pessoas costumam se autodefinir como “francas e diretas”, mas na verdade são rudes, inconsequentes e, com isto, nunca são bem-vindas. Mesmo assim, intrometem-se na vida alheia e passam a vida desagradando todos à sua volta. Quase sempre apresentam caráter hiperativo, mas é preciso uma pausa e pensar no outro.

Outra espécie de chato é aquele que está sempre disponível. Se o chefe diz que é preciso fazer horas extras, ele nunca tem compromissos. É o primeiro que se dispõe a ajudar em qualquer situação. O excesso de generosidade também traz insatisfação ao grupo. O virtuoso acaba se colocando em posição superior aos demais. É preciso ser generoso na medida certa, sem afetação. Aliás, a melhor generosidade é a que se faz anonimamente.

Vivemos em sociedade. Todos nós temos direitos e deveres. Antes de dar uma resposta ou opinião, é preciso pensar se gostaria de receber aquela afirmação. A franqueza só cai bem entre amigos íntimos, mesmo assim dosada com ternura, para não chocar nem irritar o interlocutor.

Mesmo sendo gregários, precisamos de momentos isolados, momentos com o parceiro romântico, momentos em que o melhor amigo não é bem-vindo. Num exame de autoconhecimento, verifique se você não está incomodando, atrapalhando ou mesmo atravancando a vida do seu círculo de relações.

Nesta avaliação, é preciso ser muito honesto consigo mesmo. Quando encaramos nossos problemas, tendemos a ser autoindulgentes, justificando todos os defeitos, em função, por exemplo, da ansiedade e impaciência. Mas é preciso admitir que estas duas características também são negativas. Avalie-se, identifique erros e vícios, procure meios de eliminá-los e viva mais feliz.

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