Curiosidades sobre a maconha

Ela pode ser usada de forma recreativa ou para fins medicinais. Conheça algumas curiosidades sobre a maconha.

A “Cannabis sativa”, nome científico da planta que serve para a fabricação da maconha, é uma das drogas mais populares do mundo, por ser relativamente barata e de fácil acesso. O vegetal se desenvolve em diferentes climas (especialmente tropical e subtropical) e cresce rapidamente, inclusive em vasos dentro de casa. Mesmo assim, o tráfico internacional cresce ano a ano. Acredita-se que o maior país produtor de maconha é o Paraguai.

A forma mais comum do uso é enrolando a maconha em um papel que os usuários chamam de “seda” (o baseado), mas existem os que preferem usar cachimbos (pipes). Em diversas cidades do mundo (São Paulo é uma delas), há lojas especializadas em artigos para fumar maconha.

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Proibir funciona?

A humanidade nunca deixou de consumir produtos apenas por serem proibidos. No início do século XX (1920), o governo americano criou a “Lei Seca”, que proibia a produção e comercialização de bebidas alcoólicas. O resultado foi a criação de uma rede de fabricação clandestina, que se espraiou para diversos crimes, do controle da prostituição aos assaltos a bancos.

O principal chefe de gangues americanas foi o famoso Alphonse Gabriel Capone (Al Capone, também conhecido como Scarface, ou cicatriz no rosto), que controlou as vendas de bebidas e outras contravenções em Chicago. O gângster (eternizado em livros e filmes, como “O Poderoso Chefão” – “The Godfather”, ou “o padrinho”, no original) só foi preso por problemas com sonegação de impostos, nunca pelos inúmeros crimes cometidos durante quase uma década.

Em tempo: na época da Lei Seca, a maconha podia ser consumida livremente nos EUA. Entre 1930 e 1940, diversas drogas caíram na ilegalidade (como o ácido lisérgico, cocaína e heroína). O raciocínio era simples: se faz mal à saúde, deve ser proibido. A legislação sobre o assunto não conseguiram evitar o consumo

Crime

Não se trata de um crime: estes estabelecimentos não vendem a droga, apenas produtos relacionados ao consumo da maconha. Por enquanto, porém, a maioria dos países continua mantendo a droga na ilegalidade, fato que os defensores da descriminalização consideram como um vetor para o crime e a explosão da violência.

Além disto, muitos adolescentes em cidades de qualquer porte são cooptados por traficantes para agir como “aviões” (os que entregam a maconha para os usuários). Estes jovens “seguem carreiras” no tráfico, passando a vigiar a chegada da polícia, a preparar o produto para a venda, a controlar biqueiras (pontos de venda) e, por fim, tornam-se chefes – isto, se não morrerem antes.

Os efeitos da maconha

Proibida ou não, a “Cannabis sativa” continua sendo cultivada e a maconha é vendida em diversos locais, que sofrem invasões policiais ocasionalmente, que não chegam a apreender 5% da produção total. Para as polícias, é como enxugar gelo: enquanto são retirados dez quilos de maconha, mais de 200 quilos estão sendo consumidos.

O que causa o “barato” – o efeito da maconha (e de outras drogas) – é o principio ativo da planta: o delta 9 tetrahidrocanabinol (THC), que varia de acordo com o tipo e origem do vegetal. Os usuários apresentam reações diferentes ao THC, que se concentra nas flores e brotos.

O tempo de duração varia de acordo com o organismo e com a forma de utilização da maconha. Quando ela é fumada, a “viagem” começa em poucos minutos depois da inalação e dura cerca de cinco horas. Quando as flores e brotos são ingeridos, o efeito demora mais (cerca de uma hora), mas permanece atuante por mais de 12 horas.

Inicialmente, os maconheiros (este é um termo pejorativo) sentem euforia, sentimentos de felicidade e crises espontâneas de risadas. Em seguida, surge a sonolência e os usuários podem experimentar perda da coordenação motora, memória, orientação no tempo e espaço, equilíbrio, fala e inteligência. Alguns podem sofrer taquicardia.

Por fim, chegam os olhos vermelhos e fome intensa, conhecida como larica. Os efeitos são determinados pela maior produção de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, relacionados ao bem-estar e ao prazer.

Estas substâncias, no entanto, são limitadas: o cérebro não tem condições de manter uma produtividade constante (do contrário, morreríamos dominados pela hiperatividade). Por isto, depois da alegria intensa, surge o sono e a ansiedade. Muitos iniciantes na maconha dormem poucos minutos depois de fumar o primeiro baseado.

No longo prazo, a maconha pode trazer alguns males à saúde: maior incidência ao câncer nos pulmões, traqueia, laringe e boca, crises de bronquite que podem se tornar crônicas, fragilização do sistema imunológico, arritmia cardíaca e tosse crônica. Muitos especialistas, no entanto, consideram que o “beck” é menos prejudicial que o tabaco.

Superpoderes

O skunk (ou skank) é conhecido entre os usuários como a “supermaconha”. A matéria-prima para ele é uma planta alterada geneticamente para produzir um maior número de flores e para aumentar as substâncias psicoativas, os canabinoides.

A concentração de THC na maconha comum é de 2,5% do peso processado. No skunk, ele atinge 17,5%. Como é óbvio, as alterações genéticas não foram acompanhadas por nenhum estudo de especialistas em biologia ou agronomia.

Curiosidades sobre a maconha

A maconha é produzida apenas com as flores e brotos da Cannabis: talos e caule ficam de fora. Apesar disto, muitos produtores, para obter maior faturamento, utilizam toda a planta, o que reduz o poder de alteração da consciência da droga.

Um usuário que consome estes produtos “batizados” regularmente pode ter problemas mais graves ao encontrar maconha de melhor qualidade. A maior concentração de THC pode temporariamente provocar alucinações, ilusões, angústia e sensação de pânico, além de impotência sexual.

No mundo todo, estudos indicam que mais de 160 milhões de pessoas experimentaram a maconha no ultimo ano e mais de 20 milhões usam a droga todos os dias. Estes números estão subestimados: pesquisas feitas apenas nos EUA afirmam que 100 milhões de americanos fumaram maconha nos últimos doze meses.

O que se pode dizer com total certeza é que, depois das bebidas alcoólicas (cuja fabricação é legal na maioria dos países e gera excelente arrecadação com os impostos), a maconha é a droga recreativa mais consumida no mundo.

Entre os adolescentes brasileiros, 40% dizem já ter experimentado a droga. Metade deles diz fazer uso regular da maconha. O principal motivo para a recusa, pela maioria, é “não gostar de ter a percepção alterada”. Muitos jovens, porém, podem ter mentido nas pesquisas, fato que determina um percentual ao menos de 60%.

A primeira utilização da maconha para fins medicinais foi registrado na China, em 2700 a.C. O imperador Shen Nung descobriu os benefícios do consumo para o tratamento de reumatismo e gota. Na Coreia do Norte, um dos últimos países submetidos a um regime ditatorial, o consumo da droga nunca foi criminalizado: a nação é um inferno para os ativistas de direitos humanos, mas um paraíso para os usuários de beck.

Em Cruzeta, uma cidade no interior do Rio Grande do Norte com menos de oito mil habitantes e criminalidade próxima a zero, os moradores usavam a “Cannabis sativa”, conhecida no local como liamba, para curar dores de cabeça, de dente, febres e até soluços.

A planta foi encontrada na praça central da cidade em 2012. Posteriormente, investigadores acharam pés de Cannabis em cinco casas – e os moradores ainda correm risco de serem presos como produtores de maconha. Mesmo assim, eles continuam afirmando que consumirão o chá do vegetal, que teria inclusive poderes para retardar o envelhecimento.

Estudos indicam que a maconha pode ser usada para fins medicinais. Pacientes com AIDS, glaucoma, diversos tipos de câncer, esclerose múltipla, epilepsia e dores musculares crônicas podem ter os sintomas atenuados com o consumo do chá ou do fumo da planta seca.

Em 1996, a Califórnia americana foi o primeiro Estado a legalizar a maconha medicinal. Em 2003, o Canadá se tornou a primeira nação a autorizar a utilização da maconha por recomendação médica. A maconha não provoca overdose: seriam necessários 800 baseados em um único dia para matar uma pessoa.

E a causa não seria o consumo de tetrahidrocanabinol, mas a aspiração de dióxido de carbono, algo semelhante a permanecer 12 horas dentro de um carro em local fechado, como uma garagem.

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