Curiosidades sobre a ilha de Páscoa

Todos já ouviram falar das estátuas gigantes, mas a ilha de Páscoa tem muitas outras curiosidades.

Localizada no sul o oceano Pacífico, entre o Chile (a que pertence) e a Polinésia, a ilha de Páscoa é o local mais isolado do planeta: qualquer outra área habitada se encontra a pelo menos 3.200 quilômetros de distância. Rapa Nui, como é conhecida pelos nativos, foi descoberta por acaso pelo navegante holandês Jacob Roggeven, no Domingo de Páscoa de 1722.

Rapa Nui significa “ilha grande”, apesar do território de apenas 170 quilômetros quadrados (apenas 10% deles agricultáveis), mas a ilha também é chamada de Te Pito O Te Henua (“umbigo do mundo”) e Mata Ki Te Rangi (“olhos fixos no céu”). Seu principal mistério são os moais, as esculturas de pedra gigantes. A maior parte deles está disposta em torno de Rano Raraku, cratera de um vulcão extinto (são três ao todo: a ilha tem origem vulcânica).

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A ilhota Motu Nui.

A cratera atem 550 metros de diâmetro e em suas encostas é possível encontrar ruínas de estradas também cheias de moais, mas estes estão dispostos de forma irregular, como se tivessem sido abandonados durante o transporte. Aliás, o maior deles – Paro – tem 23 metros de altura, mas nunca foi acabado.

Esta é uma das curiosidades da ilha de Páscoa: o tamanho e peso (de até 400 toneladas) das esculturas. Uma das plataformas do Rano Raraku suporta 15 estátuas, que estavam tombadas até 1994, quando foram reerguidas com o apoio de guindastes. Não se sabe como foi possível aos nativos (cerca de quatro mil) suspenderem estas estruturas, construídas entre os séculos XII e XVII. É igualmente desconhecido se os moais eram divindades, representações de ancestrais, etc., mas é certo que eles eram instalados em locais de práticas rituais.

O homem pássaro

Era a forma de escolha do dirigente (um misto de semideus, chefe político e juiz), adotada a partir do século XV. Em setembro de cada ano, andorinhas-do-mar procuravam a ilhota de Motu Nui para pôr e chocar seus ovos. A ave era uma importante fonte de alimentação e provavelmente este fato motivou uma competição na vila Orongo, situada à beira do Rano Raraku.

Neste mês, dedicado ao deus Make-Make (que aparentemente foi a divindade responsável pelo abandono dos cultos aos moais), o iva-atua de cada clã selecionava, através de sonhos proféticos, um representante, que deveria nadar até Motu Nui, escalar o penhasco com seus dois mil metros de altitude até encontrar um ninho, recolher o ovo e voltar com ele à vila.

O primeiro a retornar com um ovo intacto passava a ser o líder dos clãs: o Tangata Manu. Mulheres não podiam participar das corridas, mas podiam ser profetisas. A competição persistiu até 1860, quando missionários conseguiram converter a maioria dos habitantes.

O rongorongo

É o sistema de escrita que foi utilizado pelos povos da ilha, muito estudado, mas ainda não totalmente decifrado, principalmente porque restaram poucos tabletes com inscrições. Aparentemente, ideogramas foram adaptados a um alfabeto fonético.

Uma curiosidade: o rongorongo parece ter sido criado depois de 1770, quando os espanhóis chegaram à ilha e obrigaram os chefes a assinarem um documento de anexação (que, obviamente, eles não conseguiam entender). Os povos da ilha de Páscoa adaptaram as letras a novos sons, de acordo com o seu idioma.

A escrita desapareceu em um episódio trágico. No início do século XIX, mais de 20 navios peruanos desembarcaram na ilha e sequestraram 1.500 pessoas e os venderam para trabalhar como escravos nas minas de guano. Submetidos a tratamento cruel, a imensa maioria morreu. Quando a pressão internacional finalmente obrigou o Peru a libertá-los, restavam apenas 15 pascoalenses vivos.

A tragédia não terminou aí: repatriados, eles levaram o vírus da varíola (comum na América do Sul e Central na época, mas inexistente nas ilhas do Pacífico) para a ilha, o que provocou uma epidemia de grandes proporções. Atualmente, nenhum habitante é capaz de decifrar o rongorongo.

Mistérios

As curiosidades não param por aí. Muitos escritores identificaram nos extraterrestres os autores dos moais. Alguns autores “enfeitam” suas obras com “constatações científicas”. Para outros, a ilha de Páscoa é uma das entradas para o centro da Terra, onde civilizações muito sofisticadas teriam os segredos da construção, arquitetura e escultura. Por fim, muitos turistas identificam uma energia especial.

A denominação “olhos fixos para o céu”, dada à ilha de Páscoa, foi interpretada como a comprovação de que ela seria um dos sete chakras do planeta, os pontos que recebem e concentram muita energia astral (como se fossem magnéticos). O formato triangular (um símbolo esotérico) e suas dimensões – exatos 22 km x 11 km – ajudaram a criar interpretações místicas.

Seja como for, quem gosta de história, arqueologia e ecoturismo pode incluir a ilha de Páscoa em seus roteiros de viagem. Os hotéis são simples, caros e raros (com exceção do Hanga Roa, que dispõe de maior infraestrutura, com quartos mais confortáveis; também é possível acampar ou ficar em albergues), mas o aluguel de carros é fácil e muitas trilhas conduzem à cratera – que hoje faz parte do Parque Nacional Rapa Nui, patrimônio mundial da humanidade.

A ilha ainda oferece passeios a cavalo, caminhadas e corridas, prática de surfe e mergulho, exploração de cavernas com guias, além do Festival Te Pati (ou Tapati, que recria a escolha do homem pássaro e agora acontece em fevereiro), uma única e deslumbrante praia de areia – Anakena –, com mar azul-turquesa.

As saídas acontecem a partir de Santiago, onde se embarca para o pequeno aeroporto da ilha. No passeio, é preciso esquecer o continente: não há sinal para celular ou internet, mas há linhas telefônicas fixas instaladas nos hotéis e outros pontos turísticos.

E, já que é para conhecer o ponto mais isolado do mundo, cercado por centenas de quilômetros de oceano, nada melhor do que experimentar a culinária local, com muitos pratos a base de frutos do mar. Os ouriços-do-mar da ilha de Páscoa são famosos pelo seu sabor.

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