A história da Fórmula 1

Momentos emocionantes, glórias, escândalos e mortes marcam a história da Fórmula 1.

Corridas automobilísticas fascinam os apaixonados por velocidade desde o final do século XIX: em 1894, pilotos disputaram o desafio de percorrer o trajeto entre Paris e Rouen, na França. Um fato curioso: o vencedor, Jules de Dion, foi desclassificado, por ter usado um carro movido a vapor. Os circuitos se espalharam pela Europa, com o apoio dos primeiros fabricantes de carros, que viam nos eventos uma excelente oportunidade de divulgar suas marcas. As guerras na Europa, no entanto, obrigaram uma pausa; por este motivo, a história da Fórmula 1 só teve início em 1950.

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Legenda: Cooper de Jack Brabham, bicampeão em 1960.

A FIA – Federação Internacional de Automobilismo – organizou a primeira temporada de Fórmula 1, com corridas na Inglaterra, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália. Por decisão dos dirigentes, os resultados das 500 Milhas de Indianápolis (EUA), corrida disputada desde 1911, seriam considerados para determinar o campeão. A Indy 500 foi incluída para dar um “caráter mundial” ao campeonato. Foi apenas um truque publicitário: carros, pilotos e equipes dos EUA eram totalmente diferentes dos europeus.

Disputaram esta temporada Alfa Romeo, Ferrari (apesar de não ter conseguido preparar os carros para a primeira prova, em Silverstone, Inglaterra, com a presença do rei George VI e da então princesa Elisabeth), Maserati, ERA, além de carros esportivos modificados.

Os dois primeiros anos foram dominados pela Alfa e as antigas voiturettes francesas (todos os modelos participantes haviam sido desenhados antes da Segunda Guerra Mundial), a Ferrari começou a dominar o panorama: Alberto Ascari foi o primeiro bicampeão da Fórmula 1, com os títulos de 1952 e 1953. A alemã Alfa Romeo, sem recursos para investir em novos projetos, abandonou o campeonato.

O argentino Juan Manuel Fangio foi pentacampeão da Fórmula 1. Dois dos títulos foram obtidos com carros da Mercedes-Benz (1954-55), com incríveis motores de 2.0 litros (para a época). A montadora, no entanto, saiu do circuito em 1955, depois da tragédia de Le Mans (França), quando 80 espectadores morreram quando a Mercedes de Pierre Levegh se chocou contra as arquibancadas. Fangio ainda conquistou os títulos de 1956, pela Ferrari, e 1957, pela Maserati.

As três primeiras décadas da Fórmula 1 foram batizadas pela rede inglesa de TV BBC como “Anos Assassinos”. Foram registrados 30 acidentes fatais entre 1953, quando o americano Chet Miller morreu em Indianápolis (o oval americano foi responsável por mais sete mortes), e 1978, quando um acidente vitimou o sueco Ronnie Peterson, no Grande Prêmio de Monza, Itália.

Em 1955, a Inglaterra apresentou a sua primeira escuderia: a Vanwall, com um motor de 2,5 litros, a montadora revolucionou a Fórmula 1 com um novo chassis e tornou-se a primeira campeã mundial de construtores, em 1958, com os pilotos Stirling Moss e Tony Brooks.

A primeira mulher a disputar uma corrida de Fórmula 1 foi a italiana Maria Teresa de Filippis. Ela se classificou para cinco grandes prêmios, quatro pela Maserati e um pela Porsche. Sua melhor colocação foi um 10º lugar, na Bélgica (ela havia largado em 15º).

As cores dos carros no início da Fórmula 1 eram o verde para os ingleses, azul para os franceses, vermelhos para os italianos e branco para os alemães. Até 1968, os principais patrocinadores eram petrolíferas e fabricantes de pneus. Em 1968, as montadoras e fabricantes de motores passaram a atuar mais fortemente nos grandes prêmios.

Em 1970, surgiu um campeão póstumo: Jochen Rindt, nascido na Alemanha em 1942, no auge da guerra. O piloto, no entanto, sempre disputou pela Áustria, país para onde a família se transferiu. Nesta temporada, Rindt venceu cinco das nove provas, mas sofreu um acidente fatal em Monza. Ele competia com o belga Jack Ickx, que havia chegado ao alto do pódio em três corridas. Um novato na Fórmula 1, companheiro de Rindt na Lotus, venceu a corrida de Watkins Glen – sua primeira conquista.

Era o brasileiro Emerson Fittipaldi. Com a vitória, a Lotus garantiu o campeonato e a viúva recebeu o troféu.

O tempo em que um piloto morria, em média, a cada temporada, passou, com a introdução de novas tecnologias: motor traseiro (que reduzia o risco de incêndios atingindo o cockpit), o monocock (que resguardava o piloto), spoilers e asas (que garantiam maior estabilidade aos carros).

Em 1976, no entanto, o que espantou o mundo não foi a morte, mas a sobrevivência de um piloto: em Nurburgring, Alemanha, o austríaco Niki Lauda viu a morte de perto: um incêndio atingiu seu rosto e determinou a perda de parte de uma orelha. Lauda ficou preso às ferragens enquanto o fogo o consumia, mas seguiu em frente:
voltou a correr no mesmo ano e sagrou-se campeão mais duas vezes, em 1977 e 1984.

O maior piloto da história da Fórmula 1 é o alemão Michael Schumacher. Foi sete vezes campeão (1994, 1995, e de 2000 a 2004). É ainda o detentor do maior número de pole positions, voltas mais rápidas e vitórias. O piloto envolveu-se em uma das maiores polêmicas da Fórmula 1: em 2010, no GP da Áustria, o brasileiro Rubens Barrichello recebeu ordens da Ferrari para deixar o alemão ultrapassá-lo justamente na reta de chegada. Rubinho tirou o pé do acelerador e permitiu a vitória do Schumacher.

Outro escândalo envolvendo um brasileiro: em 2008, em Cingapura, Nelsinho Piquet teria sido orientado por Flavio Briatore (então chefe da escuderia Renault) a provocar um acidente, ajudando o espanhol Fernando Alonso a vencer a corrida. Nelsinho bateu no muro e seu carro ricocheteou para o outro lado da pista, determinando a entrada do safety car, que reduziu a distância entre os carros e permitiu a Alonso aproximar-se da liderança. O piloto e o engenheiro chefe da equipe, Pat Symonds, foram demitidos pela Renault e, no ano seguinte, Briatore foi formalmente banido da Fórmula 1. O “cartola” do automobilismo recorreu e, em 2010, o Tribunal de Grande Instância de Paris anulou a punição, garantindo uma indenização de 15 mil euros. Nelsinho tenta até hoje recuperar sua reputação.

A história da Fórmula 1: Os brasileiros

Legenda: O piloto paulistano Emerson Fittipaldi.

O primeiro grande destaque foi o já citado Emerson Fittipaldi. O paulistano venceu o campeonato em 1972 e 1974 e ainda levou o troféu da Fórmula Indy em 1989, além de ser bicampeão da mais tradicional corrida automobilística do mundo: tomou leite – a forma de comemoração de todos os pilotos – depois de vencer a Indy 500 em 1989 e 1993.

Legenda: Nelson Piquet, no Grande Prêmio dos EUA.

O carioca Nelson Piquet foi o segundo destaque brasileiro: venceu os campeonatos de 1981, 1983 e 1987. Piquet chegou à Fórmula 1 depois de ter quebrado o recorde de vitórias de Jack Stewart na Fórmula 3. Participou de três provas em 1978, pela McLaren, a primeira dela em Hockenheiming, na Alemanha. No ano seguinte, obteve as primeiras vitórias. O piloto ainda participou da Fórmula 1, mas um acidente em Indianápolis, em 1992, no qual Piquet sofreu múltiplas fraturas, as sequelas o impediram de continuar competindo.

Legenda: Ayrton Senna, pilotando sua McLaren.

A última grande estrela brasileira na Fórmula 1 foi Ayrton Senna. Três vezes campeão mundial, em 1988, 1991 e 1992, é considerado um dos maiores pilotos da Fórmula 1. Senna foi morto em um acidente em Ímola, no Grande Prêmio de San Marino, em 1994.

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