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Os primeiros acidentes aéreos da história

O homem sempre sonhou em voar, mas ao surgir a máquina voadora, começaram a ocorrer os primeiros acidentes aéreos da história.

O sonho de voar é tão antigo quanto o homem. Na mitologia grega, consta que, em Creta, havia um terrível monstro, o Minotauro, foi encerrado num labirinto inescapável. Mesmo assim, para garantir, a cada ano as civilizações tributárias deviam mandar sete rapazes e sete moças deviam ser oferecidas no labirinto, para impedir desastres maiores. O próprio filho do arquiteto foi submetido ao sacrifício, conseguiu escapar, mas sofreu um dos primeiros acidentes aéreos da história. Ao menos, no mundo das lendas.

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Ícaro, filho de Dédalo, o tal arquiteto (o nome dele tornou-se sinônimo de labirinto), conseguiu escapar graças a asas feitas com penas e cera de abelhas. Mas o rapaz, imprudente, se deslumbrou com a beleza do Sol, aproximou-se demais, a cera se derreteu e o jovem foi precipitado nas águas do mar Egeu. Uma vítima indireta do Minotauro.

Na vida real, ocorreram muitos acidentes nas tentativas que o homem fez para se alçar do solo. Muitos balões de ar quente – que tinham o defeito de seguir apenas para onde o vento os arrastasse, e não para o local que os tripulantes pretendiam chegar – explodiram ou simplesmente esvaziaram-se em pleno ar, matando os condutores (recentemente, aconteceu a mesma coisa com um balão que sobrevoava o Vale dos Reis, no Egito; 19 pessoas morreram). Plataformas que lançavam engenhocas ao ar, na expectativa de que flutuassem e pousassem suavemente, são também responsáveis por acidentes aéreos.

Lilienthal

Otto Lilienthal, um alemão conhecido como Pai da Aviação Planada. Cabe a ele o mérito de ter pilotado várias vezes objetos “mais pesados do que o ar”, uma obsessão no final do século XIX. Ele escreveu uma obra sobre a aerodinâmica dos pássaros, que provavelmente o ajudou a entender as correntes de ar e os mecanismos de voo.

Em 1891, Lilienthal lançou-se de um despenhadeiro com um planador: a experiência foi um sucesso.

Nos seus dois mil voos planados, chegou a percorrer 350 metros. No entanto, em 1896, num acidente que podemos considerar da “pré-história da aviação”, seu planador perdeu a sustentação (em termos técnicos, a aeronave estolou). Atingida por uma corrente de ar contrária, o planador caiu de 17 metros de altura, provocando a fratura de Lilienthal. Ele morreu no dia seguinte e reza a lenda que suas últimas palavras foram: “sacrifícios precisam ser feitos”.

Mais mártires da aviação

Em 1899, Percy Pilcher, pioneiro britânico da história da aviação, morreu testando seu modelo The Hawk. Da mesma forma que Lilienthal, seus estudos não tiveram continuidade: as ideias de motorizar um planador foram abandonadas na Inglaterra e Alemanha.

O Wright Flyer, avião dos irmãos Wright (veja a seguir) sofreu um acidente no dia de sua demonstração pública. Três dias antes, Wilbur Wright errou nos controles do equipamento, que caiu durante o treino, sofrendo pequenas avarias. Este é considerado o primeiro acidente aéreo provocado por falha humana.

O tenente americano Thomas Selfbridge foi a primeira vítima de um avião motorizado, quando seu avião, pilotado por Orville Wright caiu após perder uma das hélices do motor, durante testes militares. É uma informação desnecessária, mas o tenente morreu em função de múltiplas fraturas e traumatismo craniano.

O segredo é não desistir

Seja como for, balões de ar quente foram as primeiras experiências do homem para elevar um objeto mais pesado do que o ar. Os EUA reivindicam para si a invenção do avião. Em 1903, os irmãos Wright realizaram o primeiro voo de um avião. O problema é que não havia testemunhas críveis e o artefato foi lançado com uma catapulta. Mais experientes, chamaram a imprensa em duas outras ocasiões, mas as tentativas falharam.

Em 1906, o brasileiro Alberto Santos Dumont, em plena Praça Campo de Bagatelle, em plena Paris, sob o olhar de dezenas de expectadores, conseguiu decolar do chão o seu pequeno avião, por impulsos próprios. O 14 Bis – este era o nome da aeronave – voou por 220 metros em pouco mais de 21 segundos – um recorde para a época – e pousou “quase” sem danos.

Apesar de os EUA e a Federação Aeronáutica Internacional darem o crédito do primeiro voo aos irmãos Wright, o ex-presidente Bill Clinton, em visita ao Brasil durante o seu governo, admitiu que Santos Dumont é o pai da aviação.

Pequenos aviões foram adaptados como bombardeios durante a Primeira Guerra Civil, mas as iniciativas civis permaneceram por muito tempo restritas a “voos de observação”: a elevação de balões fixos por cordas, para que turistas observassem o panorama da região, ou o lançamento de planadores, reservados apenas a aventureiros com muito sangue frio.

A primeira iniciativa comercial de sucesso foi um projeto do holandês Ferdinand Zeppelin, delineado em 1874 e patenteado em 1895, que fez seus primeiros voos tripulados – com passageiros e carga – nos anos 1930. O Zeppelin – sobrenome do inventou se tornou substantivo, para designar este meio de transporte – foi um sucesso e transformou-se em símbolo de status. O projeto era simples: um balão cheio de hidrogênio acoplado a uma pequena cabine equipada com hélices que garantiam a rota.

Isto até o dia 6.7.1937. Neste dia, no fim de uma viagem entre Berlim (Alemanha) e Nova York (EUA), depois de 16 viagens transatlânticas e mais de 2.500 passageiros transportados, o Zeppelin Hindemburg, construído em 1931, explodiu em chamas, provocando um dos maiores acidentes aéreos da história – o maior em número de vítimas até então: 35 mortos.

No Brasil, o primeiro acidente aéreo envolveu a queda de um balão militar, em 1908, no Rio de Janeiro. O primeiro acidente civil ocorreu em 1925, com a queda de uma aeronave na Bahia; não foram registrados óbitos e perdas materiais. Mesmo assim, o avião continua sendo um meio de transporte extremamente seguro: em termos de vítimas e prejuízos materiais, só perde para um meio que poucos se lembram na hora de alistar os transportes públicos: o elevador.

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