Islândia, o país mais verde do mundo

Apesar de ser a “terra do gelo”, a Islândia é o país mais verde do mundo.

A Islândia é um pequeno país europeu, situado ao sul da Groenlândia. Trata-se de uma ilha vulcânica, banhada pela corrente marítima do Golfo (curso d’água que sai do Caribe em direção ao norte da Europa), que aquece esta nação de pouco mais de 100 mil quilômetros quadrados, cerca de metade do território do Estado do Paraná. E, de acordo com as universidades americanas Columbia e Yale, é o país mais verde do mundo.

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A cada dois anos, as duas instituições de ensino publicam o EPI (sigla em inglês para Índice de Desempenho Ambiental), que ranqueia os países de acordo com as medidas adotadas para proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável. A avaliação leva em conta 25 critérios, atribuindo pesos diferentes para o cômputo geral.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 85 doenças estão de alguma forma relacionadas à degradação ambiental, número bastante conservador de acordo com alguns ambientalistas. O EPI avalia dados sobre qualidade da água (saneamento, tratamento e esgotamento sanitário), poluição, alterações climáticas e impacto das atividades econômicas sobre a natureza.

Com a mensuração do EPI, não é possível saber se a política ambiental de cada nação está melhorando – obter melhor classificação pode significar que os países anteriormente à frente simplesmente “relaxaram” na proteção ambiental. Mesmo assim, é a avaliação mais abrangente, que analisa dados coletados especialmente pela Organização das Nações Unidas e pelo Banco Mundial em 163 nações do planeta.

Por que a Islândia?

A Islândia é o país mais verde do mundo por diversas razões. Um quinto do seu território – cerca de 20 mil quilômetros quadrados – é protegido por reservas naturais. São cadeias de montanhas, florestas, geleiras e campos com muitos gêiseres (fontes naturais de água quente).

A pesca é uma das principais atividades econômicas da Islândia. Mesmo assim, cada barco pesqueiro (todos são registrados pelo governo) tem uma cota máxima. A fiscalização é muito rígida e não acontece por amostragem: todas as embarcações que retornam de pescarias são verificadas por inspetores federais.

Em Reiquiavique, a capital do país, que concentra 60% da população, um sistema de aquecimento, que utiliza água dos gêiseres, aquece os prédios da cidade desde 1930. Este fato garante uma tremenda economia de energia, sem queima de carvão ou petróleo. Isto num país com dez meses em que as temperaturas raramente ultrapassam os 20°C (nas horas mais quentes do dia) e em que os invernos são gelados e escuros, em função da proximidade com o polo Norte.

Desde o início do século passado, a Islândia tem legislação que protege o solo e as florestas (apenas para comparar, o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – foi criado apenas em 1989). O órgão islandês que fiscaliza a degradação é o Serviço Estadual de Conservação do Solo.

As multas para quem desmata, polui, descarta lixo e móveis ou eletrodomésticos em local inadequado são altíssimas. Por exemplo, jogar lixo na rua é motivo de uma multa de quatro salários mínimos (que, na Islândia, realmente garante o custeio das despesas de uma família de quatro pessoas).

No entanto, o que garante a preservação do meio ambiente na Islândia é a cidadania: os islandeses têm consciência de que a natureza é uma parceira fundamental, sem a qual nada é possível. Este processo de conscientização já dura mais de um século nos países nórdicos (grupo que inclui Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca) e está muito mais avançado que em qualquer outra parte do mundo.

Mesmo assim, a Islândia provoca alguns transtornos. Em 2010, a erupção do vulcão Eyjafjallajökul espalhou cinzas por todo o continente europeu, adiando ou cancelando diversos voos.

O Brasil ocupa a 62ª posição no ranking do EPI. A lanterninha é Serra Leoa, país africano da costa da Guiné, cuja economia se baseia no extrativismo – o subsolo é riquíssimo em minerais (bauxita e ferro), diamantes e platina. A atividade provoca desmatamento e contaminação do solo. Serra Leoa depende da ajuda humanitária da ONU e de diversos países, sem a qual não conseguiria subsistir.

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