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Mitos sobre a masturbação

Na civilização ocidental, a masturbação é cercada de mitos sobre doenças e problemas.

A masturbação é o ato de estimular-se sexualmente para obter prazer. Entre os mamíferos superiores, é bastante comum: chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos masturbam-se da mesma forma que os humanos, e golfinhos roçam os genitais em rochas e saliências. Apesar de ser natural, ela é envolvida em mitos e lendas, que têm início no Antigo Testamento e disseminaram-se no Ocidente.

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No Livro do Êxodo, consta a história de Onã, filho de Judá e neto de Jacó, um dos principais patriarcas míticos de Israel. Judá tinha um filho mais velho, Er, casado com Tamar, que morreu sem deixar descendentes. De acordo com a tradição da época, a esposa deveria ser entregue ao irmão, que geraria filhos para o primogênito, de modo a garantir a perenidade de seu nome na terra. Era o chamado casamento levirato.

Onã, porém, recusou-se à tarefa, porque receberia uma cota maior da herança, na condição de filho vivo mais velho, em caso da morte do pai. Recebeu Tamar como sua mulher, mas, ao fim do ato sexual, retirava o pênis e ejaculava no chão. Tal atitude teria aborrecido a Deus, que matou Onã. Tamar, no entanto, iludiu Judá e teve um filho com ele.

O onanismo, derivado de Onã, consiste na incapacidade de somente obter prazer com a masturbação. Mesmo assim, psicólogos entendem que, mesmo que isto ocorra, não se pode falar em patologia, a menos que venha acompanhado de outros sintomas, como remorsos constantes após o ato, automutilação e violência contra o sexo oposto (ou o mesmo sexo, no caso de homossexuais).

No antigo Egito, a masturbação era uma prática natural: mulheres era mumificadas com seus “consolos” e a prática coletiva era feita em homenagem ao deus Aton. Rituais religiosos envolvendo masturbação também foram identificados entre os gregos, romanos e maias. Os indianos, no entanto, encaravam o desperdício do esperma como “perda de energia vital”, razão por que a prática era reservada às mulheres.

A palavra masturbação vem do latim, junção dos termos “manus” e “turbari”, e significa esfregar com as mãos. No entanto, é comum encontrar outra origem, também latina, que revela o preconceito: “manus” e “stuprari”, estuprar com as mãos, o que revela que os genitais deveriam ser preservados para o casamento e a reprodução.

Principalmente entre adolescentes do sexo masculino, a masturbação é bastante praticada. Com a quebra de preconceitos, um número cada vez maior de meninas recorre à prática. Atualmente, estima-se que 95% dos homens e 90% das mulheres se masturbam, mesmo entre pessoas com relacionamentos estáveis. Mesmo assim, o método de autossatisfação é vista com reservas e mesmo proibida, como pecado, por algumas religiões.

Existem desenhos rupestres de mais de seis mil anos retratando a masturbação. No entanto, a partir do século XVII, na Europa, surgiram diversos estudos “demonstrando” que a autoestimulação é causa de uma série de doenças, sempre relacionadas ao esgotamento físico, mas há tratados relacionando a masturbação a doenças venéreas, fato impossível de ocorrer.

Na mesma época, a Igreja proclamou que a masturbação “é um pecado pior que o incesto”. Alguns Estados europeus editaram leis absurdas declarando que a prática era um crime. A possibilidade de um flagrante, no entanto, era mínima, a menos que se partilhasse a casa com um casto agente da lei.

Entre os mitos que cercam a masturbação, está o fato de que a prática faz crescer pelos na palma das mãos, aumenta o número de espinhas, causa problemas visuais, provoca impotência sexual e/ou infertilidade, faz um braço crescer mais que o outro, aumenta o pênis, afina o pênis, vicia e causa calvície. Além disto, provoca gota, infecções urinárias, faz os seios dos homens crescerem, enlouquece e vicia.

Muitos destes mitos estão relacionados a causas convergentes. O número de adolescentes com acne, causada pelo aumento da produção dos hormônios, coincide com a etapa em que a masturbação é mais comum. A ginecomastia, crescimento anormal dos seios, é mais comum na adolescência e regride naturalmente na maioria dos casos.

Outras consequências, entretanto, são verdadeiras fábulas. Cegueira, infertilidade, infecções, gota, não podem ser debitadas à masturbação. São teorias defendidas numa época em que a medicina apenas engatinhava, nem sequer havia descoberto a existência das células e dos microrganismos causadores de doenças.

Quanto à loucura e vício, não é possível relacioná-las à masturbação. Existem casos relatados de pessoas que se masturbam diversas vezes por dia, deixando as tarefas cotidianas de lado. Isto se deve, porém, a um comportamento compulsivo. Também existem pessoas que voltam várias vezes para verificar se trancaram a porta, e nem por isso deve se imputar a conduta obsessiva à chave ou à porta.

Masturbação não causa nenhum malefício à saúde. Ao contrário, é uma atitude benéfica. Permite que adolescentes e jovens conheçam seu próprio corpo, as áreas que dão mais prazer e, ao iniciar a vida sexual, serão mais felizes e propiciarão mais felicidade aos seus parceiros.

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