A mielite transversa

Resultante de um processo inflamatório na medula espinal, a mielite provoca uma série de limitações e transtornos.

A mielite transversa é uma doença que afeta as substâncias cinzenta e branca da medula espinal. Trata-se de uma doença relativamente rara, mas é possível que muitos casos não sejam notificados, em função da falta de recursos para o diagnóstico. Faz parte de um grupo de patologias autoimunes que afetam o sistema nervoso central.

Neste conjunto, incluem-se a neuromielite óptica, neurite óptica e encefalomielite disseminada.

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Legenda: A medula espinal, colorida em azul para melhor visualização.

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Em comum, em todas estas doenças, o sistema imunológico passa a identificar alguma substância considerada nociva no revestimento da medula espinal (a mielina) e imediatamente células de defesa passam a atacar e destruir esta estrutura. Todas estas doenças têm em o comum o fato de atacar qualquer trecho da coluna vertebral (e, por isto, podem provocar sintomas diferentes), poderem surgir subitamente ou desenvolver-se lentamente e também poderem provocar um único episódio ou surgir de tempos em tempos (fato extremamente raro). Por estas semelhanças, os métodos de tratamento também são muito parecidos.

A mielite transversa age rompendo a estrutura de proteção dos axônios, hastes das células nervosas responsáveis pela transmissão de impulsos. Com isto, o cérebro fica impossibilitado (ou limitado) de enviar uma ordem aos músculos de todo o corpo.

Não existe uma faixa etária específica para o surgimento da mielite transversa: pode acometer bebês e idosos. A maioria dos casos, no entanto, ocorre na puberdade e adolescência e após os 40 anos. Homens e mulheres são igualmente afetados. Estudos parecem indicar que também não há maior incidência de casos em descendentes diretos de pessoas que sofreram com este mal, mas dependentes de drogas injetáveis (como cocaína e heroína) parecem estar mais propensos a desenvolver a doença.

A mielite transversa pode estar relacionada a outras patologias ou surgir isoladamente. Neste último caso, a medicina ainda não encontrou as causas do mal, mas é provável que ela se instale após infecções virais e bacterianas, cuja estrutura é considerada parecida com a da mielina pelo próprio sistema imunológico.

Os sintomas da mielite transversa

Como foi dito os sintomas da mielite transversa são diferentes, de acordo com os nervos que foram atacados. Além disto, é preciso avaliar a extensão do dano: quanto maior a área atingida, mais severos serão os sinais.

Em muitos casos, pacientes reclamam de fraqueza muscular ou paralisia parcial, parestesia (sensações dolorosas nos nervos), cansaço, espasmos, depressão, associados ou não a problemas intestinais e disfunções sexuais. No caso de os sintomas se resumirem a dores lombares, dificuldades de mover o tronco, é preciso pesquisar a possibilidade de problemas na coluna vertebral, como hérnias de disco, desvios, etc.

Um terço dos pacientes relata ter tido um quadro febril, geralmente provocado por uma virose, pouco antes de surgirem os sintomas neurológicos, o que pode significar que os glóbulos brancos continuam atacando (e, desta vez, a medula espinal), para defender o organismo.

O tratamento da mielite transversa

Apesar de acender o “sinal amarelo” em quem recebe este diagnóstico, a mielite transversa é facilmente combatida com o uso de corticosteroides, que agem como uma espécie de resposta ao estresse causado por uma infecção (entre outras indicações terapêuticas). É um tipo de adrenalina química, o mesmo hormônio que nos prepara para reagir a uma agressão de um inimigo ou do ambiente. De acordo com a gravidade do quadro, o tratamento pode levar de duas semanas a dois anos.

Os pacientes podem ser divididos em grupos mais ou menos homogêneos: o primeiro não responde bem ao tratamento, sendo necessário o acompanhamento médico, para impedir que a doença ataque novas regiões da medula espinal; o segundo apresenta resultados moderados e o terceiro consegue eliminar a maior parte dos sinais da mielina transversa (isto ocorre principalmente com o diagnóstico precoce). Mesmo assim, o monitoramento é indicado.

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