Henrique VIII, suas esposas e o Anglicanismo

Famoso por ter tido seis esposas, Henrique VIII rompeu com o Papado e fundou a Igreja Anglicana.

Henrique Tudor nasceu em 1491 e morreu em 1547. Ascendeu ao trono inglês 1509 e, em 1541, assumiu também a coroa da Irlanda. Henrique VIII ficou famoso como o mais absolutista dos reis ingleses, especialmente por ter banido o Catolicismo e, com isso, enfeixado o poder do clero.

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Henrique VIII não estava destinado ao trono, mas a uma vida religiosa. Seu irmão mais velho, Artur, era o primeiro na linha de sucessão. Em 1501, aos 16 anos, Artur casou-se com Catarina de Aragão, mas morreu de tuberculose um ano depois. Henrique tornou-se herdeiro e, como o casamento com a princesa espanhola era um acordo diplomático, teve de aceitar a mão de Catarina, que lhe deu uma única filha, Maria, apesar de ter engravidado sete vezes, a última vez em 1518.

Em poucos anos, o rei perdeu o interesse pela esposa, mas a história só registra duas amantes de Henrique VIII: Bessie Blount e Maria Bolena, dama de companhia de Catarina.
Maria era irmã de Ana Bolena. Em 1526, quando ficou claro que Catarina não teria mais filhos, Henrique VIII decidiu-se pelo divórcio. Embora seja certo que o motivo principal tenha sido a falta de um herdeiro do sexo masculino, o rei estava encantado com Ana.

Mas a Espanha, um dos mais poderosos reinos europeus, não pretendia aceitar o fim do casamento. Henrique VIII pediu a intervenção do papa Clemente VII, alegando que o casamento de Catarina com Artur havia sido consumado, tornando nula a sua união. O papa, depois de muita indefinição, entendeu que não era bom negócio criar atritos com o rei espanhol.

Em 1533, Henrique VIII e Ana Bolena se casaram, Catarina perdeu o título e tornou-se princesa viúva de Gales. O confronto com a Igreja valeu a excomunhão para o rei, que, no ano seguinte, rompeu com o Catolicismo e fundou a Igreja Anglicana, tornando-se seu chefe. Com o Ato de Supremacia de 1534, Henrique dissolveu monastérios e confiscou muitos bens.

Ana Bolena havia dado à luz Elizabeth no mesmo ano em que se casou, mas a união durou pouco. Em 1536, Henrique conseguiu que o Parlamento condenasse a rainha por traição, e Ana literalmente perdeu a cabeça.

Henrique teve outras quatro mulheres: Jane Seymour, que morreu ao dar à luz Eduardo, Ana de Clèves, Catarina Howard e Catarina Parr, que ajudou o rei a se reconciliar com as filhas Maria e Elizabeth. Certo de que a coroa passaria para Eduardo, o rei concordou em reincluir as filhas na linha de sucessão.

Eduardo tinha nove anos quando o pai morreu. O pequeno rei tinha saúde frágil e morreu em 1553, antes de atingir a maioridade. A coroa passou para Maria, que ficou conhecida como “A Sanguinária”, na sua fúria por restaurar o Catolicismo. Morreu em 1558, sem filhos. Elizabeth I subiu ao trono e a Inglaterra viveu um período de estabilidade e desenvolvimento. Reinando até 1603, Elizabeth também não teve filhos, o que determinou o fim da dinastia Tudor.

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