Tsunami. O que é?

Também conhecido como maremoto, o tsunami pode provocar grandes prejuízos a regiões costeiras.

Tsunami é uma palavra japonesa, formada por tsu (porto) e nami (onda). Os tsunamis são ondas gigantes, provocadas por erupções vulcânicas e deslocamentos das placas tectônicas, relativamente comuns nos oceanos Índico e Pacífico. Nos últimos anos, foram registrados graves acidentes provocados por estas ondas.

Tsunami. O que é?

A Terra é formada por sete placas tectônicas principais e dezenas de subplacas. Elas se situam na camada rochosa mais externa do planeta. Nos limites entre estas placas, que estão em movimento constante, formam-se vulcões e, quando elas se encontram, o atrito provoca terremotos. A causa do tsunami é um terremoto ocorrido no fundo do mar, que recebe o nome de maremoto (mar em movimento, em latim).

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O primeiro tsunami registrado na história está nos relatos da guerra do Peloponeso, escritos pelo historiador Tucídides, no século V a.C. A região sul da Grécia está situada na convergência das subplacas eurasiana, africana e anatólica, portanto, sujeita a abalos sísmicos. Tucídides atribuiu o fenômeno à cólera de Posêidon, o deus dos mares, que remexia o leito do mar com o seu tridente.

Depressões profundas, como as fossas das Marianas (Pacífico) e de Porto Rico (Atlântico), são responsáveis pela geração de ciclones tropicais, que provocam tempestades conhecidas como meteotsunamis. O fenômeno meteorológico pode elevar as marés muitos metros acima do normal.

Países da Indochina sofreram com tsunamis em 2004, provocados por um abalo sísmico no oceano Índico. Mais de 280 mil pessoas morreram no episódio; em 2008, Myanmar foi afetada: 120 mil mortos e dois milhões de desabrigados. Em 2011, o Japão foi bastante prejudicado: a elevação do mar atingiu inclusive uma usina nuclear, fato que ampliou os prejuízos. Culturas agrícolas e peixes foram afetados pela radiação, o que prejudicou o abastecimento na região nordeste do país.

O maior tsunami da história ocorreu em 1883, provocado pela erupção do vulcão de Krakatoa, ilha da Indonésia. Ondas de 30 metros chegaram à Índia e Austrália, e houve reflexos na costa leste africana, na costa ocidente da América e até no canal da Mancha (entre Inglaterra e França). O mar avançou quilômetros adentro das ilhas de Java e Sumatra, principais ilhas do arquipélago indonésio.

Apesar de os fenômenos serem mais comuns no Pacífico, o Brasil não está isento de sofrer com tsunamis. O vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, pode entrar em erupção a qualquer momento. Especialistas afirmam que, 19 horas depois, ondas de até 18 metros poderiam atingir a costa brasileira, do Pará à Paraíba. Belém ficaria submersa e Fernando de Noronha seria destruída.


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