As testemunhas de Jeová

Denominação não trinitária, milenarista e restauracionista, as Testemunhas de Jeová em mais de 200 países.

As Testemunhas de Jeová iniciaram suas atividades no final do século XIX, quando Charles Russell formou um grupo de estudos sobre a Bíblia cristã. Jeová é uma corruptela de Javé, nome do deus hebreu que é o ponto de partida para as maiores religiões monoteístas do planeta: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

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Inicialmente, o alfabeto hebreu não usava as vogais. Posteriormente, às consoantes YWHW, juntaram-se as vogais de Adonai, que significa “meu senhor”, quando foi proibido usar o nome do deus em vão (um dos dez mandamentos canônicos: não tomarás o nome do teu deus em vão), que deram origem à expressão Jeová.

Apesar de se assumirem cristãos, as Testemunhas de Jeová não admitem a divindade de Jesus nem a intervenção do Espírito Santo (dogmas da Igreja Católica e da maioria dos ramos evangélicos e pentecostais, que aceitam a Santíssima Trindade e são, portanto, trinitaristas), creem na segunda vinda do Cristo, para julgar a humanidade (milenarismo) e também acreditam que, em algum momento, o Cristianismo se desviou do caminho reto e, por isto, é preciso restaurar a verdadeira religião (restauracionismo).

A congregação

As Testemunhas de Jeová reúnem 7,5 milhões de adeptos em cerca de 240 países e territórios autônomos, além de um grande número de simpatizantes. De acordo com o site oficial, mais de três milhões de pessoas foram batizadas nos “salões do reino”, nome dos templos da religião.

Só é considerada testemunha quem já participou de diversos grupos semanais de estudos bíblicos, a ponto de evidenciar conhecimento das crenças, quem já vivencia as regras de conduta determinada e, principalmente, participa da pregação pública. As Testemunhas de Jeová são conhecidas pelas evangelizações em praça pública e pelas visitações de porta em porta, sempre baseadas em trechos da tradução do “Novo Mundo da Bíblia”, a versão da igreja para os textos sagrados.

As transfusões

Esta versão bíblica é responsável por um dos pontos mais polêmicos desta religião: a proibição de transfusões de sangue. No Antigo Testamento, são relacionadas diversas regras de alimentação, entre as quais está proibido o consumo de carne com seu sangue, que representaria a alma do vivente.

Para as Testemunhas de Jeová, na tradução do Novo Mundo, a prescrição não se limita à nutrição: Deus teria proibido o uso do sangue para quaisquer fins. De acordo com esta versão do Levítico, um dos cinco livros atribuídos a Moisés, “toda pessoa que usar este sangue será decepada do seu povo”.

O sexo entre a as Testemunhas

Em relação à sexualidade, as Testemunhas de Jeová tem normas rígidas. Jovens devem manter-se virgens até o casamento. Mesmo as manifestações exageradas de afeto são desaconselhadas. Adultério, homossexualidade, poligamia, incesto, pedofilia, pornografia e sexo bizarro são considerados fornicações.

Outras práticas também são interditadas: nudismo, atos obscenos e mesmo piadas de conteúdo sexual é reprovado. Palavrões são considerados ofensas a Deus e à comunidade. Além disto, uma atitude desrespeitosa em relação às leis, à família, à escola, podem significar a exclusão da comunidade.

Práticas interditadas

Jogos de azar e apostas em loterias, rinhas e cavalos são proibidos para as Testemunhas de Jeová, por representarem ganância e materialidade. A prática de esportes é permitida, desde que não esteja associada a competições. Toda atividade deve estar associada à partilha e à fraternidade.

Mentira e calúnia também representam situações perigosas. Mentir significa omitir informações a quem tem direito de conhecer determinado assunto, enquanto caluniar representa a exposição de situações que deveriam ser ocultadas, por desejo de sensacionalismo. Quem ouve a calúnia também está em risco, porque aceita afirmações baseadas no “ouvir falar”.

O uso de substâncias viciantes impede que a pessoa exerça o autocontrole. Fumo, álcool e drogas ilegais são totalmente contraindicados para as Testemunhas de Jeová: são atentados contra a vida e, em alguns casos, contra a vida de terceiros (e é preciso “amar ao próximo como a si mesmo”). Mesmo o consumo de café ou chá com cafeína (como o mate) deve ser evitado, caso a pessoa perceba que esteja gerando uma dependência.

O uso de velas, imagens e pinturas é considerado idolatria. A presença de qualquer destes objetos em caso é tratada como apostasia, ou abandono da fé religiosa. De forma sutil, a idolatria pode revelar-se também na adoração de atores e músicos.

Sempre baseados na interpretação de textos bíblicos, a prática de bruxaria e espiritismo é condenada como pecado grave entre as Testemunhas de Jeová. São pecados quaisquer atos que envolva magia, feitiçaria, consulta a médiuns, consulta a mortos, assim como quiromancia, uso de amuletos, cartomancia ou qualquer outro método de conhecer o futuro.

As datas religiosas

Apesar de não considerarem Jesus como parte da divindade, a congregação admite que ele é o filho unigênito de Deus e foi oferecido em sacrifício para a salvação dos homens. A única data religiosa que deve ser observada é a comemoração da morte do Cristo, que acompanha o calendário judeu e é realizada no dia do Pessach, festa que rememora a saída dos hebreus do Egito.

Na comemoração, é feita uma palestra sobre a última ceia de Jesus e, em seguida, celebra-se a Eucaristia – a distribuição de pão e vinho entre os fiéis – que é meramente simbólica: não representa a transubstanciação católica (a transformação dos itens no corpo e sangue do Cristo), nem a consubstanciação protestante (a combinação do corpo de Jesus com os dois itens).

Salvos e perdidos

Mesmo com tantos fiéis e simpatizantes, o Paraíso tem um número limitado de vagas: 144 mil, equivalentes a 12 mil descendentes de cada uma das 12 tribos de Israel. Estes seriam alçados ao céu depois do Juízo Final, para uma união especial com Deus. Os demais, desde que batizados e crentes, gozariam uma vida eterna e feliz aqui mesmo, na Terra.

A maioria da humanidade, não cristã, pecadora ou apóstata, no entanto, não estaria condenada ao Inferno. De acordo com a Bíblia do Novo Mundo, Sheol e Geena, as duas palavras utilizadas para se referir ao reino dos mortos, significam apenas “sepultura”. Assim, os não fiéis, após a morte, apenas deixam de ser, enquanto os crentes dormem um sono indeterminado, até que ocorra o Apocalipse, a luta final entre o bem e o mal.

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