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Solidariedade faz bem

É uma atitude que custa pouco (ou nada), mas modifica muito. Solidariedade faz bem.

Fazer o bem faz bem. Os cientistas finalmente conseguiram comprovar os que muito já sabiam intimamente. Não importa o ato: doar uma roupa, distribuir alimentos, dar brinquedos para uma criança carente, fazer visitas a hospitais, orfanatos ou asilos, tornar-se voluntário em uma ONG de recuperação de dependentes, etc. Quem já fez isto conhece a satisfação íntima, mesmo que o gesto seja anônimo. Solidariedade sempre faz bem.

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Um estudo realizado por dois neurologistas brasileiros então radicados nos EUA, Ricardo de Oliveira Sousa e Jorge Moll Neto, foi desenvolvido na tentativa de descobrir o que acontece com o cérebro no momento de uma doação.

O teste

Foram selecionados 19 estudantes universitários, que receberam US$ 128 cada, para ser encaminhado a qualquer instituição beneficente reconhecida por agências da ONU – Organização das Nações Unidas. Depois de realizar as doações, os voluntários foram informados de que o dinheiro restante poderia ser embolsado.

Durante a realização da pesquisa, todos os integrantes foram submetidos a ressonâncias magnéticas funcionais enquanto realizavam atividades determinadas pelos cientistas. A cada sete segundos, os voluntários recebiam informações (em um telão), sobre as entidades (associadas ao UNICEF, por exemplo). Neste rápido intervalo, eles teriam de decidir se fariam ou não a doação (de apenas cinco dólares a cada vez).

O parâmetro para medição foi o “sistema de recompensas do cérebro”. Sempre que realizamos determinada tarefa, nossos neurônios respondem de formas diferentes (aguardando um retorno positivo ao que está sendo feito). Já é sabido, desde a década de 1950, que as células cerebrais se “especializam” em determinadas atividades: eles se integram e interagem para cumpri-las, seja ler um livro, seja andar de bicicleta.

Entre os doadores voluntários, registrou-se uma ativação intensa do sistema de recompensas sempre que o indivíduo decidia ficar com o dinheiro; portanto, ganhar dinheiro gera prazer (e isto é uma resposta absolutamente natural). A surpresa surgiu quando foram observadas as reações nervosas de quem decidia colaborar com a ONG: além de o sistema de recompensas ser ativado, outra área do cérebro foi ativada: o córtex pré-frontal.

A área é responsável pelo planejamento de ações complexas, por determinados comportamentos sociais (como a empatia), por expressões de personalidade e pela tomada de decisões. Em outras palavras, o córtex pré-frontal é o responsável pelas conquistas íntimas: ele determina ações e pensamentos que auxiliam a escolher entre ideias conflitantes, previsão de fatos e controle social. O superego da doutrina de Sigmund Freud, responsável pelo controle dos instintos, se existir realmente, “mora” nesta região do nosso sistema cerebral.

Os resultados

A ativação do córtex pré-frontal demonstrou que a doação é positiva (este neurotransmissor provoca um aumento da produção de endorfinas, responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar, entre outras). Ou seja: existe uma recompensa orgânica quando praticamos o bem, quando nos decidimos a um ato de solidariedade.

Isto explica alguns pontos fundamentais da evolução: o ser humano, um dos muitos hominídeos que surgiram milhões de milênios atrás, só conseguiu se desenvolver porque criou mecanismos mentais e emocionais para auxiliar o grupo em que estava: sem isto, a ameaça de predadores, doenças e grupos rivais seriam responsáveis pela extinção dos nossos avós.

Essência humana

Praticar a caridade, portanto, é um fator inerente à humanidade. Certamente, diversos fatores podem levar uma pessoa à avareza, tais como o medo de perder, de não poder controlar, que está na gênese de muitos problemas emocionais. O prazer de servir, sem haver nenhuma recompensa objetiva e concreta, já faz parte da maioria das religiões e filosofias.

O estudo dos médicos brasileiros apenas confirmou o que a civilização vem construindo há séculos: civilizações antigas, como Pérsia, China e Japão, já estabeleciam: cuidar dos menos favorecidos. Existe inclusive uma justificativa pragmática para a solidariedade: educar crianças ou tratar enfermos reduz as despesas de empresas e governos no longo prazo.

Um exemplo simples: o Brasil universalizou o acesso aos medicamentos contra a AIDS. Parece ser apenas um gesto de caridade, mas vai muito além: soropositivos são infectados quase sempre enquanto são jovens, em plena capacidade de sua força produtiva e mental. Mantê-los doentes (ou mortos) impactaria fortemente a sua força de trabalho, desestabilizaria famílias, criaria novos carentes a serem atendidos pela malha social.

Solidariedade faz bem e todos os que a praticam já sabem disto, não precisam de estudos científicos – que, de resto, são sempre bem-vindos – para comprová-la. O vídeo que ilustra este artigo demonstra isto e fala mais do que mil palavras.

No entanto, é sempre positivo fazer uma autoanálise para verificarmos se estamos fazendo a nossa parte – ou, talvez, mais do que o “necessário”. Um ensinamento cristão (que pode ser seguido por qualquer confissão, como ateus, budistas, xintoístas, muçulmanos, judeus e também católicos, protestantes, evangélicos e espíritas) é o seguinte: o “óbolo da viúva” é mais importante (nos céus ou em nosso cérebro) do que o óbolo dos poderosos.

A “viúva” da história quase nada tem nem para as primeiras necessidades, mas vai envergonhada ao templo e deposita algumas moedas que certamente farão falta à sua economia doméstica. Os “poderosos”, na mesma história, doam apenas aquilo de que não necessitam.

Mesmo assim, não importa o valor da doação, apenas que seja feita uma doação regularmente. E este gesto não precisa ter valor econômico: pode ser um sorriso, um cumprimento, uma conversa divertida em família ou com os amigos.

Solidariedade é um gesto de bondade com o próximo ou uma união de simpatias. Neste sentido, é sinônimo de caridade e amor. Nunca fez? Experimente. Até a ciência já demonstrou a eficácia destes pequenos (ou grandes) atos, que melhoram inclusive a saúde física.

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