Sinais de anemia

Anemia é a redução dos glóbulos vermelhos. Conheça os sinais e formas de prevenir e corrigir este problema.

Como muitos outros termos médicos, anemia vem do grego e significa ”sem sangue”. Na verdade, trata-se da insuficiência de apenas parte das células sanguíneas, as hemácias (ou eritrócitos), cuja função é transportar oxigênio dos pulmões para os órgãos e tecidos e retirar o dióxido de carbono, que será eliminado pela expiração. O transporte é garantido pela hemoglobina, proteína rica em ferro, que se liga às moléculas dos gases.

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As hemácias são transportadas para todo o corpo pela parte líquida do sangue, o plasma, constituído basicamente por água, proteínas, hormônios, minerais e vitaminas. Com a condução do oxigênio, elas garantem o funcionamento adequado de todas as demais células do organismo. Quando ocorre a anemia, porém, surgem sinais de que a respiração celular está anormal. Quanto mais grave o problema (ou seja, quanto menor o número de hemácias), mais intensos são os sintomas.

A anemia pode ser provocada por carência de ferro, vitamina B12, zinco e proteínas. Na maioria dos casos, no entanto, o fator é a deficiência de ferro, que causa a anemia ferropriva, responsável por 90% dos casos. As mulheres, especialmente as gestantes e lactantes, são mais suscetíveis ao problema. O ferro está presente nos vegetais verde-escuros (com exceção do espinafre), leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha), grãos integrais, nozes e castanhas, rapadura, açúcar mascavo. Além disto, há produtos no mercado enriquecidos com o mineral, como leites, iogurtes, alimentos matinais e farinhas de milho e trigo.

A anemia pode ser crônica ou aguda. Nos casos crônicos leves (que se instalam por períodos longos, como semanas ou meses), a hemoglobina consegue se adaptar, captar e distribuir oxigênio com mais eficiência. Os níveis normais de hemoglobina são 12g/dl nas mulheres e 13g/dl nos homens. Assim, o quadro pode ser assintomático até que a taxa caia para 8 ou 9g/dl, especialmente entre pacientes sedentários.

Hemorragias, como é evidente, também, provocam anemia. Nestes casos, há perda não apenas de hemácias, mas de todo o sangue circulante, o que gera queda da pressão arterial, caracterizada pela fraqueza extrema, sensação de desmaio, dificuldade de se manter em pé, etc. Além de traumas perfurantes, hemorragias são comuns em doenças urinárias e também do trato genital feminino.

O cansaço

É o sintoma mais frequente da anemia, que é determinada por diversos fatores. Quanto mais rápido for o decréscimo de hemácias no sangue, mais rápido se instalará o cansaço anormal. Falta de energia e dificuldade para desenvolver as tarefas diárias comuns são os primeiros sinais de anemia.

Basicamente, as células funcionam como um motor a explosão: o oxigênio queima glicose e produz energia. Quando esta queima é insuficiente, em função da redução da distribuição do gás, surgem a fraqueza, dificuldade de concentração, falta de ânimo, tonturas, sonolência e, em alguns casos, dores de cabeça. Em crianças, dificuldades de aprendizado podem estar associadas à anemia.

Pessoas jovens e sem problemas de saúde tendem a tolerar melhor estes primeiros sinais, que só se manifestam quando é preciso fazer um esforço incomum. Com o avanço da idade, no entanto, o cansaço pode surgir em tarefas corriqueiras, como fazer uma pequena caminhada, cuidar do jardim, vestir-se ou tomar banho.

Os músculos das pernas são os primeiros tecidos a receberem menos oxigênio. Isto resulta em cãibras, contrações involuntárias bastante dolorosas que podem resultar da deficiência temporária de alguns minerais. Se elas se tornarem frequentes, no entanto, é preciso buscar ajuda médica.

Perda de fôlego

É um sinal que se apresenta em casos mais graves e também em portadores de insuficiência cardiorrespiratória. Exercícios simples podem provocar súbita falta de ar, já que o organismo começa a exigir mais dos pulmões, para compensar a falta de oxigênio nas células.

O paciente com anemia tende a acelerar a respiração e pode inclusive apresentar sinais de asfixia. Com o aumento da frequência respiratória, ocorrem quadros de taquicardia: coração e pulmões trabalham juntos nas chamadas “trocas gasosas” (absorção de oxigênio e eliminação de gás carbônico); assim, os batimentos cardíacos se aceleram, tentando compensar a falta de ar. A taquicardia é um sintoma grave e deve ser rapidamente corrigida, para não provocar outros males mais graves.

Dor e pressão no peito

Em pacientes com histórico de doenças cardíacas, dores no peito são comuns, já que a aceleração dos batimentos pode não ser bem tolerada pelo organismo. Este é outro sinal de alerta, já que é possível o desenvolvimento de isquemia ou sopro cardíaco.

Palidez

Graças a milênios de evolução, o organismo humano aprendeu a poupar energia, quando esta é insuficiente. Uma forma de fazer isto, por exemplo, é reservar o oxigênio para o cérebro, órgãos torácicos e abdominais quando a temperatura cai rapidamente (e por isto, no frio, pés, mãos, nariz e orelhas ficam gelados: a circulação sanguínea está priorizando os órgãos vitais).

Em quadros de anemia, ocorre sintoma semelhante: as células epiteliais deixam de receber a quantidade necessária de oxigênio, que é transportado principalmente para sistemas mais exigidos (como estômago e intestinos, durante a digestão). Pele e mucosas passam a receber menos sangue, que chega a elas ainda mais diluído, por falta de hemácias. Isto provoca palidez e resfriamento.

Em pessoas de pele escura, esta palidez é mais difícil de ser identificada, mas, em qualquer caso, basta avaliar a cor das gengivas e da conjuntiva dos olhos, regiões que se apresentam esmaecidas em casos de anemia. No exame clínico, no entanto, esta avaliação serve apenas para aumentar as suspeitas, já que o esmaecimento só ocorre quando os níveis de hemoglobina caem drasticamente.

Apesar dos muitos sinais de alerta emitidos pelo organismo, a anemia só pode ser constatada através de exames laboratoriais, com a contagem de glóbulos vermelhos.

Por isto, é importante o acompanhamento médico regular. O diagnóstico precoce garante tratamentos mais rápidos e eficazes.

Em diversos casos, suplementos minerais e alterações na dieta são suficientes para corrigir o problema. Casos mais graves exigem medicação específica e, em alguns casos, transfusões de sangue são necessárias para repor perdas acentuadas.

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