Será que o Brasil bate na trave?

Seleção olímpica de futebol masculino já conquistou quatro medalhas olímpicas, mas nenhuma de ouro. Chance é neste sábado.

Neste sábado, o Brasil tem a chance de conquistar, pela primeira vez em sua história, uma medalha de ouro no futebol masculino dos Jogos Olímpicos. Apesar de já termos conquistado cinco Copas do Mundo, a Olimpíada nunca veio para cá. É o único título que falta ao nosso futebol, que também Copa América e Copa das Confederações, entre outros títulos de expressão.

Desta vez, o Brasil parece realmente próximo. Mesmo sem demonstrar um futebol empolgante, ganhou todos os seus jogos até aqui e viu rivais de peso como Espanha, Uruguai e Grã Bretanha ficarem pelo caminho. O México é o último obstáculo. Já passamos por Egito (3 a 2), Bielorrússia (3 a 1), Nova Zelândia (3 a 0), Honduras (3 a 2) e Coreia do Sul (3 a 0).

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Para não repetirmos os erros do passado, vale à pena lembrar como foram as campanhas da seleção que quase terminaram com título olímpico. Foram duas medalhas de prata e duas de bronze.

1984 – A primeira prata em Los Angeles

O time do Brasil chegou desacreditado ao torneio. A base era formada por jogadores do Internacional, como Gilmar Rinaldi, Pinga, Dunga, Luís Carlos Winck e Mauro Galvão. O técnico era Jair Picerni. A primeira fase foi tranquila. Na estreia, vitória por 3 a 1 sobre a Arábia Saudita. A seguir, o 1 a 0 sobre a poderosa Alemanha alavancou a campanha brasileira no torneio. Ainda na fase inicial, o Brasil fez 2 a 0 em Marrocos, terminando na liderança do grupo.

Nas quartas de final, o surpreendente Canadá abriu o placar, mas o Brasil arrancou o empate e venceu nos pênaltis. Na sequência, uma emocionante vitória sobre a Itália nas semifinais: 2 a 1, na prorrogação. A decisão foi contra a França, mas aí não demos sorte: derrota por 2 a 0 e a primeira medalha olímpica para o futebol brasileiro, de prata Dez anos depois, no mesmo Rose Bowl da final com os franceses, ganharíamos o tetracampeonato mundial.

1988 – A dolorosa prata em Seul

Desta vez, tínhamos um timaço. Dos futuros campeões mundiais de 1994, compunham a seleção Taffarel, Jorginho, Mazinho, Bebeto e Romário. Além deles, nomes como Careca, Ricardo Gomes e Valdo, que jogaram a Copa de 1990, abrilhantavam a seleção, treinada por Carlos Alberto Silva.

Favorito ao ouro, o Brasil começou goleando a Nigéria por 4 a 0, a Austrália por 3 a 0 e vencendo a Iugoslávia por 2 a 1. Nas quartas de final, um jogaço com a Argentina. Vitória por 1 a 0, gol de Geovani. Chegávamos à semifinal, contra a Alemanha. Fach abriu o placar no início do segundo tempo, mas Romário empatou a dez minutos do fim. Tudo igual também na prorrogação, mas vencemos nos pênaltis e chegávamos à segunda final olímpica seguida.

Contra a União Soviética, Romário abriu o placar no primeiro tempo, mas Dobrovolskiy empatou no segundo, de pênalti. Na prorrogação, um gol de Savichev deu o ouro aos soviéticos. Mais uma prata para a nossa coleção.

1996 – Um bronze de consolação em Atlanta

Assim como em 1988, o Brasil chegava como favorito ao ouro olímpico nos Jogos de 1996, em Atlanta. Dos nomes do tetra, estavam em campo Aldair, Bebeto e Ronaldo, além do técnico Zagallo. A seleção tinha outros nomes brilhantes, que jogariam outras Copas, como Roberto Carlos e Rivaldo. Mas, na estreia, uma surpreendente derrota para o Japão, por 1 a 0.

Ainda na primeira fase veio a recuperação: 3 a 1 na Hungria e 1 a 0 na Nigéria. Nas quartas de final, uma vitória apertada sobre Gana: 4 a 2, mas chegamos a estar perdendo. Mas a surpresa africana viria nas semifinais: comandada por Kanu, a Nigéria eliminou o Brasil com uma virada histórica. Após levar 3 a 1 no primeiro tempo, os nigerianos buscaram a igualdade nos minutos finais da etapa final, e fizeram o Golden Goal na prorrogação. Nos restou o bronze, após uma goleada de 5 a 0 sobre Portugal.

2008 – O sonho do ouro para em Messi

Dunga levou a Pequim nomes como Pato, Hernanes, Lucas Leiva, Rafael Sobis, Ramires, Thiago Neves, Thiago Silva e Ronaldinho. Mas nem todos juntos foram capazes de superar Lionel Messi, que ainda nem era o melhor jogador do mundo.

Começamos com uma difícil vitória de 1 a 0 sobre a Bélgica, para a seguir conquistarmos duas goleadas fáceis: 5 a 0 na Nova Zelândia e 3 a 0 na anfitriã China. Nas quartas, 2 a 0 sobre Camarões, na prorrogação. Nas semifinais, veio a Argentina e o show de Messi: derrota por 3 a 0. Restou a briga pelo bronze, em uma nova vitória sobre a Bélgica, desta vez por 3 a 0.

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