Refresco, suco e néctar: qual é a diferença?

É a quantidade de fruta que determina se um produto pode ser chamado de refresco, suco ou néctar.

Na hora de consumir, ninguém tem muitas dúvidas: em algumas regiões do país, o apelido para os líquidos a base de frutas é suco; em outras, é refresco. Mas, apesar de quase ninguém chamar as bebidas de néctar, este é o tipo mais comum nas gôndolas do supermercado. Mas, afinal, qual é a diferença entre refresco, suco e néctar?

Os fabricantes só podem chamar de “suco” os produtos formulados com ao menos 50% de polpa, a parte comestível das frutas (em muitos tipos, a fruta inteira, com cascas de laranja ou de abacaxi, entra no processo de produção).

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O néctar (que não tem nada a ver com as flores) apresenta entre 20% e 30% de polpa de fruta. Ele é muito mais doce (açúcar e sódio, um dos grandes “vilões” da boa nutrição, são adicionados na fabricação para realçar o sabor). Este tipo de produto pode conter até 10% do volume total em corantes, conservantes e outros aditivos químicos.

Os refrescos são opções não fermentadas, em que há diluição da polpa ou outro extrato vegetal em água potável. Em algumas marcas, apenas 10% da fruta estão presentes e a quantidade de açúcar pode gerar problemas de sobrepeso ou obesidade no médio prazo.

A diferença entre refresco, suco e néctar precisa estar bem visível no rótulo do produto: desde 2009, uma lei exige que a denominação e a composição de cada tipo estejam expressas, inclusive com os valores diários necessários para cada um dos ingredientes.

Antes de colocar no carrinho

Apesar do nome genérico, são varias as opções de bebidas doces disponíveis no mercado. Os refrescos de frutas só têm 8% de polpa na sua concentração. Com tão pouca participação, eles são também os campeões na quantidade de açúcar. Nutricionalmente, o consumo destes produtos é equivalente ao dos refrigerantes de laranja ou guaraná, por exemplo.

Os “sucos em pó” são apenas bonitos e atraentes ao paladar. O teor de sódio é muito alto, o que os torna contraindicados para hipertensos.

Eles deixam a desejar nos quesitos vitaminas e sais minerais e o consumo deve ser reduzido, mesmo entre pessoas sem problemas de saúde.

Os sucos concentrados de frutas não vêm adoçados, o que ajuda a controlar a ingestão de açúcar. São mais baratos que os néctares e quase não dão trabalho para serem preparados. Por outro lado, a fabricação utiliza conservantes, corantes e aromatizantes.

Os sucos integrais são a opção mais cara, mas têm a vantagem de serem produzidos com 100% de frutas e de não sofrerem adição de açúcar nem de sódio. Eles já vêm prontos para o consumo. Alguns fabricantes oferecem também opções adoçadas, mas a quantidade de açúcar, por lei, não pode ultrapassar 10% do volume.

É preciso conferir o rótulo atentamente: muitos produtos alardeiam em anúncios comerciais e mesmo na embalagem terem sido enriquecidos com nutrientes, sem emprego de conservantes e aromatizantes químicos, mas acabam ocultando alguns itens das receitas utilizadas.

Apesar das boas marcas de sucos, refrescos e néctares, a melhor forma de consumir bebidas de frutas é adquirir vegetais in natura e prepará-las em casa – inclusive, reunindo as crianças em uma atividade saborosa, divertida e nutritiva. É possível escolher as frutas da estação mais em conta e economizar um bom dinheiro.

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