Quem foi Machado de Assis?

O Bruxo do Cosme Velho, como ficou conhecido, é o maior nome da literatura brasileira.

Poeta, romancista, dramaturgo, contista, cronista e crítico literário, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 21.6.1839. Perdeu a mãe muito cedo, tendo sido criado pela madrasta, que insistiu em matriculá-lo na escola pública. Era gago, epilético e frágil. Machado de Assis fez apenas o primário.

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Criança, morando no morro do Livramento (uma chácara em loteamento), foi coroinha da Igreja da N. S. Lampadosa (onde aprendeu latim com o vigário; também aprendeu francês, com um padeiro migrante). Pouco depois, a família mudou-se para São Cristóvão.

Seu pai morreu em 1851 e a madrasta tornou-se doceira num colégio. Machado de Assis passou a ajudá-la e o contato com os professores foi fundamental para sua formação autodidata.

Aos 16 anos, publicou seus primeiros poemas “Ela” e “A Palmeira”, na Revista “Marmota Fluminense”, editada pela Livraria Paula Brito, que revelava novos talentos. Machado tornou-se colaborador com a revista.

Um ano depois conseguiu emprego na Imprensa Nacional, mas em 1858 voltou para a revista, como revisor. Lá, fez o círculo de amigos que o acompanhariam por toda a vida: José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida, Joaquim Manuel de Macedo e Gonçalves Dias.

Escreveu também para jornais e revistas. Posteriormente, exerceu diversos cargos públicos, que garantiram sua estabilidade financeira.

Publicou seu primeiro livro de poesias, “Crisálidas”, em 1867. Dois anos depois, casou-se com Carolina Xavier de Novais. A união durou 35 anos, mas Machado não teve filhos. A mulher morreu em 1905 e foi eternizada no soneto “Carolina”.

“Ressurreição”, seu primeiro romance, foi lançado em 1872. Dois anos depois, “A Mão e a Luva” começou a ser publicado em folhetins. Em 1881, lançou um livro pouco convencional: “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, narrado em primeira pessoa. No primeiro capítulo, o protagonista narra sua própria morte. “Dom Casmurro”, talvez a obra mais genial, foi lançado em 1899. Seu último livro, “Memorial de Aires”, foi publicado no ano da sua morte.

Machado participou da organização da Academia Brasileira de Letras. Foi presidente desde a fundação, em 1897, até sua morte, em 29.9.1908, no Rio de Janeiro. A ABL é chamada de Casa de Machado de Assis.

Opositores da obra machadiana consideram-no cosmopolita em excesso, toda ambientada no Rio de Janeiro, ao contrário, por exemplo, dos livros de José de Alencar.

Além disso, Machado manteve-se à distância de temas nacionais, como a abolição da escravatura (apesar de ser descendente de negros – seu pai era mestiço) e da proclamação da república. Apesar de estes temas não constarem da obra literária, foram abordados em vários artigos do autor. Sua obra é subjetiva e a análise psicológica dos personagens é profunda. Migrou do Romantismo para o Realismo com facilidade, dominava o idioma e construiu um humor pessimista. Mais de cem anos depois, ainda não sabemos se Capitu realmente traiu Bentinho.

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