Quem foi Cleópatra?

A “rainha do Nilo”, Cleópatra foi a última soberana do Egito antigo.

Cleópatra Filopator foi a última rainha da dinastia ptolemaica, iniciada no século IV a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e pôs o general Ptolomeu no trono, em Alexandria. Cleópatra viveu entre 69 a.C. e 30 a.C., foi grande estrategista e negociante. Falava idiomas e conhecia a filosofia grega. Seu nome significa glória do pai.

Quem foi Cleópatra?

O pai de Cleópatra morreu em 51 a.C., deixando o trono para dois filhos. De acordo com a tradição. Cleópatra casou-se com o irmão, Ptolomeu XIII. Mas era ela a governante de fato. Ciente do crescente poder de Roma no Mediterrâneo, Cleópatra entendeu que precisava aliar-se à metrópole para manter o poder.

Em 49 a.C., ofereceu 60 barcos para o filho de Pompeu, que havia rompido pouco antes o triunvirato (governo de três líderes) com Marco Crasso e Júlio César e lutava contra este último pelo poder. Mas os conselheiros reais levantaram o povo contra a rainha, que teve de fugir para o sul do Egito e depois para a Síria, onde montou um exército e voltou a Alexandria, para disputar com o irmão.

Pompeu perdeu a disputa com Júlio César e buscou asilo no Egito. Ptolomeu XIII fingiu aceitá-lo, mas matou-o e apresentou sua cabeça a Júlio César, que ficou horrorizado. Apesar da disputa política, Pompeu era genro de César, que interveio no Egito e acabou confirmando Ptolomeu XIII e Cleópatra como reis. Sugeriu ainda que os outros irmãos do casal real, Arsínoe e Ptolomeu XIV, deixassem o país e reinassem sobre o Chipre. Consta que, nesta embaixada diplomática, Cleópatra seduziu César, que se tornou seu amante e pai do filho Cesarion, nunca reconhecido como seu herdeiro.

Arsínoe, entretanto, conseguiu fazer o exército declará-la rainha. Ptolomeu XIII, sempre desconfiado de Cleópatra, aliou-se à irmã mais nova. Em 47 a.C. César retornou ao Egito e prendeu Arsínoe. Ptolomeu XIII tentou fugir, mas morreu afogado. Cleópatra casou-se com Ptolomeu XIV e os dois passaram a reinar sob a tutela de Roma, que manteve três legiões no país.

Em 46 a.C., o casal real egípcio mudou-se para Roma. Dois anos depois, Júlio César foi assassinado no Senado, e Cleópatra retornou para seu país. Em 42 a.C., Marco Antônio, governante de Roma, exigiu a presença de Cleópatra em Tarso, para que ela explicasse a ajuda prestada a Cássio, um dos assassinos de César. Novamente as artes sedutoras entraram em ação. Antônio apaixonou-se e Cleópatra ficou grávida, gerando Alexandre Hélio e Cleópatra Selene. Quatro anos mais tarde, Marco Antônio voltou a encontrar Cleópatra, desta vez em Alexandria, e tiveram mais um filho: Ptolomeu Filadelfo.

O Senado romano declarou guerra a Antônio e Cleópatra em 31 a.C. Derrotado na batalha do Áccio, o casal cometeu suicídio. Cleópatra deixou-se picar por uma naja.
Em 1963, a história de Cleópatra foi contada pelo cinema, com a atriz Elizabeth Taylor no papel da grande rainha.

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