refinansiering | betale depositum med lån | forbrukslån på dagen

Quem bebe socialmente pode ser alcoólatra sem saber

O limite entre beber socialmente e o alcoolismo é muito tênue. Muita gente desenvolve o vício sem saber.

Um uísque com um fornecedor, porque está chegando a hora do almoço. Duas taças de vinho no almoço com aquele cliente importante. A happy hour com a equipe de trabalho. Muitas pessoas desenvolvem estes “hábitos” e não percebem que estão abusando do álcool. Outras permanecem sóbrias durante toda a semana, para consumir um engradado de cervejas no churrasco de domingo: isto não é beber socialmente: estas pessoas são alcoólatras sem saber.

Gosta de Curiosidades? Entretenimento? Vídeos legais? Clique para curtir o Blogadão

O alcoolismo é classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença. Quem não consegue controlar a ingestão de bebidas alcoólicas certamente desenvolverá, no médio e longo prazos, gastrites, úlceras gástricas e duodenais, pancreatite, cirrose e câncer no fígado. O consumo excessivo é responsável por 2,5 milhões de morte a cada ano em todo o mundo, mais do que a Aids, malária ou tuberculose.

É também um distúrbio social: o alcoolismo é um dos principais responsáveis por lares desarmônicos, violência doméstica, brigas e até homicídios. Some-se a isto o fato de que o álcool inicialmente traz a sensação de bem-estar e euforia. Momentos depois, vem a depressão, mas o intervalo é suficiente para o embriagado, ou mesmo levemente desorientado, sentir-se um super-homem, provocando acidentes graves e mortes.

Para ser considerado alcoólatra, não é preciso que o usuário tome uma dose de vodka no café da manhã. A doença se instala quando a pessoa não consegue controlar o consumo e fica ansiosa quando não tem acesso à bebida, mesmo que não beba excessivamente. Perceber que está bebendo demais e aumentar a tolerância (precisar de mais doses para sentir-se “alto”) também são sinais de que o usuário está doente.

É preciso procurar ajuda médica o quanto antes, mas a justificativa de “beber socialmente” normalmente é utilizada até quando doenças crônicas e irreversíveis se instalam no organismo. Antes disto, porém, muitos problemas conjugais, familiares, profissionais e sociais já causaram imensos prejuízos.

O problema do alcoolismo no Brasil

Estima-se que 20% dos brasileiros bebem “mais do que socialmente”, ou seja, são dependentes das bebidas alcoólicas, cujo consumo é o terceiro maior responsável pelas faltas ao serviço e por 65% dos acidentes do trabalho. A produtividade dos dependentes é 20% mais baixa do que a média; mesmo assim, mais de 70% dos alcoólatras estão empregados.

O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 1 bilhão em tratamentos e internações de dependentes. Mensalmente, 3,5 mil pessoas são afastadas do emprego por causa do consumo. Em 2011, o Ministério da Saúde divulgou um dado alarmante: 47 pessoas morrem diariamente no país, em acidentes ou por doenças provocadas pelo alcoolismo. No ano anterior, 6,8 mil pessoas foram internadas por transtornos mentais decorrentes do abuso de bebidas alcoólicas, um aumento de 43% em dez anos.

O alcoolismo na adolescência

Cada vez mais cedo os jovens estão usando e abusando do álcool. Em média, o hábito tem início aos 14 anos e 30% dos jovens entre 16 e 24 anos afirmam beber em demasia ao menos uma vez por semana. As meninas, que não representavam um problema de saúde pública até os anos 1990, também bebem demais. Estatísticas afirmam que 12% dos rapazes e 8% das moças têm problemas com bebidas alcoólicas, mas as garotas apresentam maior propensão para beber até a embriaguez.

Nesta faixa etária, é comum a ingestão concomitante de energéticos e álcool, nos “esquentas” e baladas. Os energéticos retardam os efeitos nocivos das bebidas (tonturas, náuseas, vômitos, etc.) e dão a sensação de que está tudo bem. No entanto, as reações negativas costumam chegar ao mesmo tempo e com mais intensidade.

Um em cada três jovens brasileiros entre 18 e 35 anos alega dirigir depois de beber. 54% dos acidentes automobilísticos, entre agosto de 2011 e julho de 2012, foram provocados por motoristas alcoolizados nesta faixa etária. O problema, é preciso deixar claro, não está nas bebidas alcoólicas ou energéticas, mas no mau uso e na imprudência. É preciso exercer a cidadania, para preservar a própria integridade e a dos que transitam pelas ruas da cidade.

O tratamento

Consiste principalmente na psicoterapia, individual ou em grupo, aliada aos cuidados necessários para corrigir ou minimizar as sequelas provocadas pelo álcool. Quanto maior o período de abuso, mais difícil é o tratamento.

O alcoolismo não tem cura: o paciente precisa ser acompanhado por toda a vida. No entanto, é possível livrar-se da bebida e readquirir a qualidade de vida. Diversos grupos oferecem apoio aos que decidem abandonar o vício, inclusive com atividades de laborterapia. Igrejas e comunidades também organizam estes grupos.

Siga-nos no Facebook
Receba atualizações do Blogadão no seu email,
ganhe brindes e participe de promoções!
É gratuito!

Comente no Facebook

Comente

Receba atualizações no seu email.
Participe de Promoções.