Quando o estresse é demais

Fruto da evolução, o estresse se torna demais quando as pressões constantes determinam o desgaste emocional.

O estresse é estudado há cerca de um século e, antes mesmo que tomasse o nome de empréstimo da Física, já era observado em homens e mulheres em Física, estresse é o desgaste e a tensão suportados pelos materiais.

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Em 1914, surgiu a teoria da fuga ou luta (em inglês, fight ou flight), para tentar entender a forma como o organismo humano e de diversos outros animais se prepara para combater um inimigo ou escapar dele. Em 1936, verificou-se que o organismo se prepara para se adaptar a uma situação de estresse, o que gera uma elevação da resistência orgânica. Eliminado ou ultrapassado o risco, segue-se o necessário relaxamento. Aqui, começa a ocorrer os problemas entre os humanos.

Quando ocorre a reação de alarme, as glândulas secretam uma quantidade maior de hormônios: se a melhor resposta para a situação estressora for a fuga, há um aumento de adrenalina; em casos de luta, de noradrenalina e testosterona;em casos de depressão, do cortisol. Alguns especialistas indicam que a resposta das mulheres parece ser diferente: no lugar das situações de luta ou fuga, os neurotransmissores femininos determinam cuidados maiores com a prole.

Se os motivos do estresse se tornam muito próximos – o que pode acontecer nas mais diversas situações, como acúmulo de provas e trabalhos escolares, esforço exagerado para obter a aprovação de pais ou cônjuges, necessidade de atingir metas profissionais muito elevadas, etc. – começam os problemas físicos e mentais.

As alterações hormonais frequentes desencadeiam os primeiros sinais: perda de concentração, cansaço físico, ganho ou perda de peso, dores musculares. O aumento dos níveis de hormônio gera redução provisória da imunidade. Se o estresse passa a ser rotineiro, surgem doenças infecciosas com mais frequência, como resfriados e gripes. Colesterol alto, diabetes e hipertensão parecem estar relacionados ao estresse, causando problemas cardíacos, principalmente entre fumantes.

Os primeiros sintomas são gastrites, problemas de digestão, irritabilidade, bruxismo (ranger de dentes), queda de cabelos, enfraquecimento das unhas e falta de desejo sexual, que pode gerar problemas conjugais.

Uma vez diagnosticado o estresse, o melhor tratamento é a mudança radical no estilo de vida. Mas como é difícil largar o emprego e embarcar para uma ilha paradisíaca, o melhor a fazer é identificar as situações que geram estresse e minimizá-las, procurando mudar horários para escapar dos congestionamentos, reduzindo a competitividade profissional, desligando-se dos problemas.

Os resultados são mais rápidos e eficazes com o apoio de psicoterapia, exercícios físicos e técnicas de relaxamento. Alguns casos requerem o uso de antidepressivos ou tranquilizantes. Se houver uma doença física instalada, o acompanhamento médico é indispensável. O estresse não é uma doença, mas uma resposta orgânica a situações desgastantes. Transforma-se em doença em função da maior ou menor capacidade em lidar com estas situações. Desta forma, cada caso é um caso, com mais ou menos sinais e sintomas agravantes.

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