Prós e contras de morar sozinho

A independência conta a favor, mas morar sozinho impõe uma série de obrigações.

O número de pessoas morando sozinhas tem aumentado nos últimos anos, por vários motivos: o casamento cada vez mais tardio, os divórcios em alta e até a boa fase econômica que o país atravessa.

Às vezes nem há como avaliar os prós e contras. Por exemplo, passar no vestibular, mudar de cidade e ser obrigado a deixar a casa dos pais, ficar viúvo ou divorciar-se; nestes casos, é preciso encarar a nova rotina de qualquer jeito.

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Quem mora sozinho tem mais autonomia; pode entrar e sair quando quiser, sem medo de atrapalhar os familiares e sem se sentir vigiado por eles. Pode decidir como decorar a casa toda, que acaba se tornando um reflexo do seu morador, por menores que sejam os recursos financeiros disponíveis. O cardápio também fica totalmente personalizado, mesmo que seja composto apenas por congelados e comida em domicílio.

Por outro lado, é o responsável por todas as tarefas domésticas e pelo pagamento integral das contas. Pessoas que moram sozinhas relatam que situações de tédio e tristeza são o principal ponto negativo. As mulheres dizem se sentir mais expostas e inseguras, inclusive nos relacionamentos: os parceiros parecem dar-se uma liberdade maior, já que não contam com a observação da família.

Os mais jovens costumam avaliar só os prós: independência, privacidade, festas, reuniões de amigos e tudo o mais. Ser desorganizado, depois de tanto tempo seguindo regras, parece ser especialmente atraente: chegar em casa, tirar a roupa e ir jogando-a pelos móveis, comer em frente à TV, tomar banho e sair espalhando gotas d’água até o quarto…

No entanto, esquecem-se de que não vão ter mais o café na cama e, para roupas limpas e bem passadas, casa faxinada e em ordem, vão depender deles mesmos. Se estão iniciando uma graduação, descobrirão que a autonomia na faculdade pode ser bem penosa: os professores não cobram nada, pode-se sair no meio da aula sem ninguém reparar, cabular aulas para ficar no bar, mas o resultado quase sempre é o mesmo: um acúmulo de dependências já no segundo semestre do curso.

Para quem está partindo para esta fase, valem alguns cuidados. Antes de alugar um imóvel, pesquise preços, avalie a vizinhança, certifique-se de que há condução para o trabalho e a escola. Um aluguel não deve superar 40% da renda salarial. Se está deixando a casa dos pais, convém comprar um livro de receitas, aprender a lavar (não faz sentido levar uma cueca ou camiseta para a lavanderia; lembre que é preciso economizar), ter os cuidados domésticos mínimos. Mesmo que tenha uma faxineira, ela não vai fazer tudo por você.

Por último, mas não menos importante: avalie se você está psicologicamente preparado. São muitos os benefícios, mas a solidão pode pesar.

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