Pré-natal masculino protege a mulher e o bebê

Quem se submete ao pré-natal masculino ajuda a prevenir problemas e corrigir eventuais deficiências.

Engana-se quem pensa que o acompanhamento da gravidez resume-se apenas a cuidados com a mulher e o futuro bebê. A avaliação da situação de saúde do homem também é importante para reduzir os problemas do bebê. Os exames podem ser feitas nas mesmas datas em que a gestante vai ao médico e permitem que o avanço da gravidez seja partilhado pelo casal.

Uma pesquisa realizada em 2007 pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP indica que 94% dos maridos têm interesse em acompanhar o pré-natal. Com este dado em mãos, o Hospital das Clínicas da faculdade passou a oferecer exames aos futuros pais; mais de 80% concordaram em realizá-los, e também em participar de workshops sobre a importância da amamentação e oficinas sobre cuidados com o bebê.

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Hoje, o projeto, que foi encampado pelo Ministério da Saúde em 2010, está presente em diversas cidades. O SUS pretende levar o pré-natal masculino a 52 milhões de homens entre 20 e 29 anos, faixa etária da maioria dos pais de primeira viagem no Brasil.

O programa também pretende conscientizar a população masculina de que a rede de saúde é um local para prevenção, e não apenas correção de problemas de saúde. Culturalmente, os homens tendem a não se preocupar com a saúde, evitando o médico para transmitir a imagem de força e autossuficiência, mesmo que de forma inconsciente.

Durante a gravidez, os futuros pais ficam mais sensíveis a estas questões, porque têm suas responsabilidades ampliadas. O pré-natal masculino é também um bom momento para promover a mudança desta visão arcaica e, em muitos casos, prejudicial.

O ideal é que o casal submeta-se a uma bateria de exames antes do início da gravidez, a fim de evitar a possível transmissão de doenças para o futuro filho. No entanto, como muitas gestações não são planejadas, uma vez constatadas, a avaliação médica dos parceiros é fundamental para evitar incidentes.

Os exames e orientações

Os primeiros exames são feitos também pelas gestantes: sorologia para Aids, sífilis e hepatites B e C (doenças que podem ser transmitidas para a mãe e o bebê), exames de sangue para detectar diabetes e verificar os níveis de colesterol e medição da pressão arterial. Os homens recebem informações sobre problemas na próstata e, em alguns casos, pode ser sugerido o toque retal. Eventualmente, são sugeridas cirurgia de fimose e vasectomia.

Muitas pessoas são portadoras de DSTs e não têm consciência do fato. A realização simultânea dos exames evita as desagradáveis situações de desconfiança entre o casal e, caso haja resultados positivos, o tratamento pode ter início precocemente, ampliando a sua eficácia.

Todos saem ganhando com os exames: o pai ganha a certeza de que está tudo bem com a sua saúde e, assim, vai poder cuidar do filho que está chegando e a mãe adquire tranquilidade para desenvolver a gravidez da maneira mais adequada.

Casais de mais idade também precisam recorrer ao pré-natal masculino. Não basta que a mulher se precavenha contra diabetes gestacional e a eclâmpsia, nem recorrer ao uso de ácido láctico para reduzir o risco de doenças genéticas, como a síndrome de Down.

Estudo publicado na revista inglesa Nature, uma das publicações científicas mais conceituadas do mundo revela que homens com mais de 40 anos apresentam mais

probabilidades de gerar filhos com autismo e esquizofrenia, em função da queda da qualidade dos espermatozoides produzidos. A pesquisa envolveu 78 famílias.

Este é mais um indicativo de que os candidatos à paternidade devem realizar exames clínicos e laboratoriais antes de encomendar o bebê.

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