Por que nos sentimos mais cansados no verão?

Com a entrada da estação, ele vem acompanhado de fadiga e preguiça. Entenda por que nos sentimos no verão.

Moleza, fadiga, sono excessivo, indisposição, desconforto e mal-estar sempre se acumulam no retorno dos dias mais quentes do ano. Estas sensações chegam a causar improdutividade e desmotivação. No entanto, não é preciso esperar o inverno voltar para entender o que acontece no nosso organismo. Descubra por que nos sentimos mais cansados no verão e confira algumas dicas para superar os sintomas.

Os Estados do Sul e parte do Centro-Oeste e do Sudeste são “assaltados” por ondas rápidas de elevação das temperaturas. No Rio de Janeiro, Espírito Santo, no Norte e Nordeste, estes fatos são mais difíceis de ocorrer, já que os termômetros explodem durante o ano, especialmente no verão.

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As temperaturas mínimas registradas em alguns locais do Brasil prejudicam o repouso noturno. Mesmo que as pessoas durmam a noite toda, o sono é agitado e não proporciona a recomposição adequada das defesas orgânicas. É um efeito menos maléfico do calor extremo, mas prejudica a execução de todas as atividades do dia seguinte.

No Sul, em São Paulo e, em menor grau, no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais, ocorre exatamente o inverso: a amplitude térmica é muito grande: à noite, a temperatura chega a cair para 18°C em cidades como São Paulo e Curitiba. Nas horas mais quentes do dia, ela se eleva para 32°C ou mais. É preciso muita capacidade de adaptação para resistir a este esquenta-esfria.

A variação de temperatura

A variação da temperatura ambiente, especialmente nos dias em que chegam ondas de calor repentinas, pode gerar mal-estar e cansaço até que o organismo se acostume às novas condições. Em dias extremamente quentes, o corpo precisa consumir mais energia para manter a temperatura interna abaixo dos 37°C.

A pressão sanguínea também cai, provocando a dilatação das veias. O coração tem mais trabalho para bombear oxigênio para as células e surgem formigamentos – às vezes dolorosos – nas extremidades, como mãos, pés e dedos.

A resposta orgânica é o aumento da produção do suor. Com a pele umedecida, o risco de febres locais ou generalizadas é reduzido consideravelmente. Por outro lado, o desconforto causado pela transpiração excessiva (e por alguns aromas que não são bem-vindos, como o cecê e o chulé) deixa muitas pessoas irritadas ou envergonhadas.

Uma sequência de dias muito quentes, como as que acontecem do Rio de Janeiro para cima, permite ao corpo se adaptar com maior rapidez. As tempestades de verão, no entanto, podem provocar quedas bruscas na temperatura ambiente (às vezes, apenas por 30 minutos). As chuvas de granizo são “especialistas” em derrubar os termômetros, para, logo em seguida, restar apenas algumas poças d’água (e muitos pontos alagados ou inundados) como recordações do temporal e a sensação de sauna, consequência da evaporação.

Excesso de Sol

A exposição excessiva ao Sol pode ser responsável por casos de hipertermia, quando o corpo não consegue controlar a temperatura interna. Os sinais são parecidos com os da febre, sem, no entanto, haver uma infecção responsável por provocá-la.

Especialistas aconselham que as pessoas não permaneçam sob o Sol entre as 10h e 16h (ou 11h e 17h, no horário de verão). É muito difícil, porém, cumprir esta recomendação à risca, com os compromissos profissionais e escolares, fazer compras para a casa, pagar contas, etc.

Além disto, os turistas que vão às muitas praias brasileiras querem passar o dia todo ao lado do mar e o uso de protetores solares (que precisam ser aplicados inclusive em ambientes fechados em que haja incidência de luz forte, como a emitida por computadores) ainda não é uma prática frequente entre os brasileiros.

A temperatura do corpo pode ultrapassar os 40°C, quadro especialmente perigoso para crianças, idosos, pessoas com baixa imunidade e pessoas com hipertensão arterial. A hipertermia pode ser causada pela exposição direta ao Sol ou pela permanência prolongada em ambientes muito abafados.

Desidratação

O verão é naturalmente uma época em que as pessoas expõem mais a pele, com bermudas, camisetas, sungas e biquínis. A longa permanência em espaços abertos, como praias, parques e praias, é responsável por muitos casos de desidratação e os sinais mais evidentes, além da ardência na pele, são o cansaço e mal-estar geral.

A desidratação também provoca a eliminação excessiva de alguns sais minerais, como o cálcio e o potássio, fato que provoca cãibras dolorosas, especialmente nas pernas e pés. O consumo regular de bananas, arroz integral, castanha-do-pará, amendoim e aveia é altamente recomendado, especialmente no verão. Refeições leves e menos distanciadas também reduzem o perigo.

Leite e derivados, brócolis, farinha de peixe, flocos de cereais, melaço de cana-de-açúcar e tremoço são alimentos ricos em potássio; nozes, avelãs, abacate, cenoura, feijão e café instantâneo, em potássio; algas, azeitonas, bacon, caldo de carne industrializado, carne seca, mortadela e presunto em sódio. Tudo deve ser consumido com moderação.

Se o quadro não for revertido com banhos mornos ou frios e um período sem ir à praia, os sintomas podem se tornar mais graves: a pele perde a elasticidade, surgem olheiras profundas, boca seca, enjoos, vertigens, dores de cabeça e pouca urina de cor amarelo-escuro. Não é preciso deixar que o quadro atinja esta situação: o desconforto intenso já é suficiente para procurar auxílio médico.

É muito importante manter o organismo sempre hidratado, preferencialmente com isotônicos ou água de coco. Apesar da tentação de beber uma cervejinha gelada, com os pés em uma piscina ou no mar, é importante lembrar que as bebidas alcoólicas aumentam a perda de líquidos, favorecendo a instalação de uma desidratação.

Últimas dicas para sentir menos cansando(a) no verão

Na hora de dormir, mantenha ligados ventiladores (os de teto são ideais). Os aparelhos de ar-condicionado, apesar de refrescarem bastante o ambiente, sugam a umidade natural, contribuindo para o ressecamento e o consequente mal-estar.

O quarto de dormir deve ser totalmente escurecido. Luzes de televisão, computador, despertador, celular e da iluminação pública não são bem-vindos para um bom ambiente de sono. Quem dorme mais tarde pode manter as cortinas abertas, para ser despertado gradualmente com o nascer do sol.

Feijoadas são quase sempre uma boa pedida, mas não durante os dias mais quentes do ano. Dê preferencia a saladas e grelhados. As sobremesas devem se restringir a frutas frescas ou sorvetes à base de água: os produtos à base de leite só fazem aumentar a preguiça.

Deixe o consumo de bebidas alcoólicas para o período noturno, quando as temperaturas estão mais amenas (ou menos explosivas). O consumo de destilados deve ser evitado, já que eles provocam uma primeira fase de sono pesado, para em seguida provocar insônia. Os melhores vinhos para acompanhar as refeições são os brancos e os espumantes.

Tenha sempre à mão (inclusive à noite), uma garrafinha de água. Ela ajuda a reajustar a temperatura interna e a evitar a desidratação. Vivemos no Brasil, um país com dez meses de Sol por ano (no mínimo): é preciso articular algumas defesas.

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