Os riscos dos anabolizantes

Muita gente tenta “pegar atalhos” para ganhar massa muscular e acaba se dando o mal. Os anabolizantes oferecem sérios riscos à saúde.

O corpo humano apresenta dois processos opostos, o anabolizante, que significa construir fibras e tecidos musculares e catabolizante, responsável por queimas músculos para produzir energia. Durante a realização de um programa de treinos bem orientados, é possível reduzir o segundo processo, apenas reduzindo o espaçamento entre as refeições. Este é um processo natural e quase sem contraindicações, mas existem atletas que preferem apressá-lo, e para isto recorrem aos anabolizantes esteroides, sem atentar aos riscos a que estão se expondo.

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A comercialização e consumo de anabolizantes é proibida no Brasil. São produtos de uso hospitalar, para o tratamento de algumas doenças, como lesões medulares, estimulação do crescimento e reposição hormonal. Mesmo assim, estão sendo substituídos por hormônios sintéticos, por causa de seus efeitos colaterais.

Apesar da proibição, a venda é largamente adotada no país, sem nenhum tipo de controle. Muitas academias e educadores físicos oferecem a droga para os interessados em obter a aparência de um fisiculturista com pouco esforço. Diversos sites também oferecem os anabolizantes, inclusive com entrega em domicílio.

As doses recomendadas chegam a ser até cem vezes maiores do que as indicadas para uso médico e, muitas vezes, são oferecidas medicamentos veterinários, que aceleram o desenvolvimento de cavalos e touros. Talvez por isto os anabolizantes tenham recebido o apelido de “bomba”.

Ao se alimentar adequadamente a cada três horas, ingerimos nutrientes que se transformarão em energia, sem necessidade de que o cérebro envie a informação para “queimar” gordura e músculos para produzir glicose e levar oxigênio para o interior das células. Quem tem gordura localizada, no entanto, precisa primeiro eliminá-la para depois começar a tonificar os músculos.

Os anabolizantes ajudam a ganhar massa muscular, força, resistência e velocidade. Eles são hormônios sintéticos com as mesmas funções da testosterona, o principal hormônio produzido pelos homens, que é responsável pelo desenvolvimento das características masculinas secundárias a partir da puberdade e este é um dos fatores que atraem as mulheres a utilizar o doping: mais hormônio masculino no organismo significa menos gordura localizada (especialmente nas coxas e quadris).

Mas os efeitos são devastadores. O primeiro deles é o aumento da agressividade. Há milhares de anos os homens foram condicionados a brigar por alimento e território e a defender-se de agressões naturais. Hoje, no entanto, somos seres culturais: não invadimos uma casa para expulsar os residentes, como fazíamos no tempo das cavernas, compramos nossa comida em supermercados, em vez de matá-la na floresta, usamos roupas em vez da pele de feras.

Portanto, aumentar a agressividade não é uma boa ideia. O jovem que usa este recurso pode se envolver em episódios de violência e ser extremamente prejudicado em seu projeto de vida. As variações de humor também são rapidamente verificáveis nos usuários, que podem desenvolver dependência química, com os mesmos riscos dos viciados em drogas injetáveis.

Normalmente, o segundo efeito é estético: excesso de testosterona provoca calvície e crescimento acelerado dos pelos no restante do corpo. Não adianta usar cremes e loções para tentar retomar a cabeleira: produtos que reconhecidamente atuam no combate à queda de cabelos, como o minoxidil, funcionam de modo exatamente contrário, isto é, reduzindo a produção hormonal.

Problemas mais graves

O uso continuado de anabolizantes pode levar à azoospermia, isto é, à incapacidade orgânica de produzir espermatozoides. Em outras palavras, leva à esterilidade.

Além disto, pode provocar atrofia dos testículos e à hipertrofia da próstata, prejudicando a produção e a qualidade do líquido seminal (esperma).

Quando se abusa das bombas, o organismo pode ser levado a transformar androgênios (hormônios masculinos) em estrogênios (os femininos). Uma das principais consequências é a ginecomastia, o desenvolvimento anormal das mamas, fator que aumenta o risco de câncer.

As funções renais são afetadas. Os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue para eliminar toxinas e impurezas, que são novamente depositadas nos vasos (artérias e veias), provocando no médio prazo problemas vasculares, como a hipertensão arterial. A insuficiência renal, que nunca é reversível, pode ainda levar à formação de edemas (depósitos de líquidos no organismo) que prejudicam o músculo cardíaco.

O metabolismo dos anabolizantes é realizado pelo fígado. Mesmo uma única injeção pode causar icterícia, distúrbios hepáticos e, no médio prazo, câncer hepático.

Com tantos problemas de saúde, é natural a interrupção do uso de anabolizantes e talvez esteja aí o efeito mais devastador: por ironia, a hipertrofia muscular regride em muito pouco tempo e o corpo supermalhado se torna semelhante ao do colega magrinho que nunca passou perto de uma academia. Aliás, pior, talvez, por causa da flacidez.

Quem quer obter um corpo malhado, para a própria satisfação pessoal ou para atrair as garotas só tem um caminho: malhar, praticar exercícios aeróbicos e adotar um estilo de vida saudável, sem vícios e com alimentação balanceada. Dá trabalho, mas não tem outro jeito. Se você não acredita em Papai Noel, também não acredite em fórmulas mágicas.

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