Os piores alimentos para a saúde

Eles são deliciosos e bonitos, mas escondem algumas armadilhas. Confira os piores alimentos para a saúde.

Muitos deles engordam, mas os perigos não param aí: os piores alimentos para a saúde provocam, no médio prazo, problemas cardiorrespiratórios, metabólicos, vasculares, hepáticos e gastrointestinais. Muitos deles utilizam ingredientes reconhecidamente cancerígenos. Na melhor das hipóteses, são ricos em “calorias vazias” e muito pobres em nutrientes, porque a temperatura e pressão a que são submetidos no processo de industrialização oxida as vitaminas e minerais presentes nos ingredientes naturais utilizados nas receitas.

Neste quesito, os principais vilões são os alimentos industrializados, ricos em aditivos sintéticos, gordura e sódio, entre outras substâncias utilizadas para ressaltar o sabor. A característica mais atraente é que eles são práticos e rápidos de preparar – quando já não vêm prontos para o consumo, mas estão em praticamente todos os piores alimentos para a saúde. Os excessos de sódio e gordura na dieta estão intimamente relacionados ao sobrepeso e obesidade, hipertensão arterial e outros problemas que prejudicam a qualidade de vida.

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Os aditivos sintéticos, que melhoram a aparência (com corantes), textura (com gorduras), sabor (com sal e açúcar) e durabilidade (com conservantes e estabilizantes), não apresentam nenhuma vantagem para a saúde humana. Ao contrário, muitos deles aumentam as chances de desenvolvimento de tumores malignos.

Estes produtos, que caíram no gosto popular, foram criados numa época em que o foco da indústria era o sabor, e não o valor nutricional. Muitas empresas investiram milhões de reais em pesquisas para tornar os alimentos mais bonitos e agradáveis ao paladar. Um exemplo é a utilização sem controle da gordura trans, hoje proibida no Brasil, para valorizar sorvetes, biscoitos recheados, chocolates, massas e refeições congeladas.

Hoje, a indústria continua pesquisando, mas para substituir estas substâncias nocivas. Novas resoluções vêm sendo criadas visando à saúde dos consumidores, mas ainda resta um longo caminho a ser percorrido. Até lá, a população precisa criar novos hábitos, evitar os piores alimentos para a saúde e encontrar novos prazeres à mesa.

Macarrão instantâneo

Para garantir a longa vida do produto, ele é feito praticamente sem ingredientes naturais, além da farinha e de essências. O consumo por crianças é totalmente desaconselhado (ele pode ser substituído por macarrão do tipo ninho com molhos caseiros).

A Associação Proteste de Defesa do Consumidor testou dez marcas de macarrão instantâneo e todas foram reprovadas. Posteriormente, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – retificou os dados do estudo. Mesmo adultos devem restringir o consumo; em algumas marcas, o teor de sódio é superior ao indicado para um dia inteiro.

Refrigerantes

Coloridos, espumantes e com muito apelo publicitário, os refrigerantes precisam ser observados com desconfiança. Eles contêm muito açúcar (e sódio, no caso dos produtos diet) e nenhum valor nutricional. Contribuem, na melhor das hipóteses, apenas para o aumento de peso.

O sabor é obtido através de aromatizantes, adoçante e outros aditivos que podem alterar as funções do fígado e o consumo excessivo causa problemas dentários. As mulheres são especialmente suscetíveis, pois podem ter alterações hormonais.

Churros recheados

Massas fritas recheadas com chocolate ou doce de leite, polvilhadas com açúcar branco. Os churros são bastante saborosos, disto ninguém duvida. Mas também são verdadeiras bombas calóricas: açúcar e farinha refinados aliados a uma fritura em imersão. Apenas uma destas iguarias tem entre 115 e 200 calorias, o que equivale a uma rosquinha de creme ou geleia.

O esboço da descrição da receita já mostra que os churros conseguem aliar os malefícios das frituras aos do abuso do consumo de doces.

Para os aficionados pelo doce, recomenda-se comer apensa um por semana, para não contribuir com doenças como obesidade, diabetes e hipertensão arterial. Além disto, é preciso encontrar um estabelecimento que não use condicionadores artificiais.

Cachorro-quente

Um dos sanduíches mais consumidos no mundo também é um dos maiores fatores de risco para o pâncreas: o consumo de três cachorros-quentes semanais aumenta as probabilidades de câncer no órgão em 67%. O mesmo vale para outras carnes processadas, como fiambre e presunto.

O responsável é o nitrito de sódio (o sal rosa), utilizado na preparação para melhorar a cor e aumentar a validade. Outros estudos indicam que este sal causa câncer colorretal e de estômago, além de potencializar as chances de leucemia em crianças. As carnes processadas também colaboram para o aumento da hipertensão arterial.

Bacon

As deliciosas fatias de carne de porco aumentam em 42% o risco de doenças coronarianas e em 19% o de diabetes tipo II. É o que diz um estudo da Universidade Harvard (EUA). Apenas dez gramas de bacon possuem 6,4% do consumo de gordura saturada (para um adulto com dieta de 2.000 kcal). Com a oxidação provocada pela fritura, o surgimento de placas nos vasos sanguíneos aumenta significativamente.

O exagero no bacon causa desequilíbrios hormonais em alguns indivíduos. O alimento é extremamente calórico; o aumento súbito da temperatura corporal “engana” o organismo, que passa a produzir uma quantidade menor de insulina.

Batatas chips

O salgadinho de batata consegue ser ainda mais prejudicial do que a batata frita caseira. A industrialização do produto demanda grandes quantidades de sal, gordura e substâncias químicas. Um pacote de cem gramas equivale a um terço do valor diário de gorduras totais – saturadas e insaturadas. Com relação ao valor nutricional, ele é absolutamente nulo, afirmam os especialistas.

Batatas cortadas bem finas (chips), temperadas com especiarias (manjericão, sálvia, orégano, alecrim, etc.) e levadas ao forno por alguns minutos substituem com muitas vantagens os produtos comercializados prontos para consumo.

Batata frita

Não adianta escolher as batatas – uma excelente fonte nutricional, – levá-las para casa, descascá-las e prepará-las com todo o carinho. Batatas fritas estão entre as frituras mais consumidas pelos brasileiros, mas há perigos nesta guloseima: quando submetidas a altas temperaturas, as batatas liberam acrilamida, uma das principais substâncias cancerígenas já estudadas.

O óleo aquecido se oxida em contato com o ar e contribui para a instalação de inflamações, além de agravar problemas cardiovasculares, câncer, artrites e artroses. Uma porção de 100 gramas de batata frita corresponde a 14% do valor diário de ingestão de gorduras saturadas.

Quem não consegue “renunciar” ao petisco deve procurar prepará-lo em casa, evitando os congelados e os oferecidos em redes de fast food. Nunca se deve reutilizar o óleo da fritura, para não saturá-lo ainda mais e aumentar os riscos para o coração.

A pizza

Não é preciso acender o sinal vermelho: nem todas as pizzas são prejudiciais à saúde. Tudo depende da cobertura. Seja como for, elas raramente devem frequentar nossas mesas de jantar. Feitas com farinha de trigo refinada, a massa rapidamente se transforma em açúcares no organismo. O resultado é aumento de peso quase imediato e hiperglicemia no médio prazo.

O queijo é a cobertura predileta das pizzas brasileiras, mas é um alimento salgado, calórico e gorduroso, o que contribui para os riscos de hipertensão, AVC e infarto do miocárdio. Calabresa, bacon e outros produtos animais também não contribuem para a boa saúde.

A pizza é um alimento irresistível, mas o melhor a fazer é passar longe das pizzas congeladas, cheias de conservantes. O ideal é encontrar receitas com farinha integral e coberturas mais leves. Fazer pizza em casa é uma experiência divertida para toda a família.

Salgadinhos industrializados

Alguns já informam na embalagem que são assados, o que é um grande avanço, já que as frituras determinam ou agravam diversos problemas de saúde. Mas há outros problemas. O principal deles é a quantidade de sal. Alguns produtos chegam a preencher 17% das necessidades diárias de sódio.

Quem se preocupa com o consumo de vegetais transgênicos também precisa ficar atento: muitos salgadinhos são feitos com milho ou soja geneticamente modificados. Não há nenhuma comprovação de que isto faça mal à saúde, mas muitos alegam princípios éticos para não consumi-los.

Uma dica: estas delícias podem ser feitas com pipoca caseira. O grão de milho é integral, rico em fibras e traz benefícios à saúde, como melhorias no trânsito intestinal. Isto, claro, se o lanche rápido não for preparado com muito óleo na panela, nem com muito sal na tigela.

O sorvete

A gordura hidrogenada foi eliminada das receitas, mas ainda restam os conservantes, corantes e aromatizantes artificiais, além de alto teor de açúcar e gorduras. Alguns sabores são obtidos apenas a partir de substâncias (mesmo nos produtos cujo rótulo informa: “contém polpa de fruta” ou “contém suco de fruta”; a proporção é mínima).

Alguns adoçantes utilizados na fabricação dos sorvetes podem provocar danos ao sistema nervoso. Para eliminar o excesso de gorduras, pode-se optar por picolés sem leite na composição, mas o açúcar e as calorias continuam presentes, trazendo danos à silhueta e aos dentes.

Mas é possível resistir a uma pizza, um sorvete de massa ou um cachorro-quente? Talvez a resposta seja “não”, mas não é preciso evitá-los, apenas consumir com moderação. E, no dia a dia, adotar uma dieta saudável e ficar atento aos rótulos dos produtos, evitando levar para casa alguns “venenos” à disposição nas prateleiras dos supermercados e lojas de conveniência.

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