Os melhores investimentos para 2015

A previsão de fraco desempenho da economia provoca volatilidade da Bolsa. Veja quais são os melhores investimentos de 2015.

A poupança com baixo rendimento – a menos que a inflação retorne com força – e o cenário desanimador da economia brasileira provocam muitas dúvidas nos investidores. Onde deixar o dinheiro? Fundos de renda fixa foram os preferidos em 2014, mas em 2015 é preciso ter cautela.

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Consultores financeiros apostam que a taxa SELIC (os juros básicos da economia), que iniciou o ano em 11,75%, deve atingir 12,5%, uma variação de 0,75 ponto percentual. Desta forma, os investimentos em renda fixa são os mais indicados.

Com a nova equipe econômica e sem indicações dos rumos que serão tomados, as aplicações financeiras, especialmente para quem tem um perfil conservador, precisam esperar alguns sinais. Mas mesmo com um cenário incerto, é possível encontrar boas opções de investimento.

Diversificar

Em 2015, com um cenário de incertezas sobre os rumos da economia, o melhor caminho a tomar para os investimentos é diversificar. O Brasil continua sendo (infelizmente) o maior pagador de juros reais do mundo, uma boa sugestão é investir em renda fixa. Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) rendem muito acima da poupança (que remunera em 0,5% ao mês, acrescido de 70% da variação da SELIC).

Esta correção, no entanto, só ocorre quando a taxa básica fica abaixo de 8,5% ao ano. Acima deste patamar, o rendimento da poupança fica limitado a 0,5% ao mês, acrescido da variação da taxa de referência (TR). Desta forma, a poupança só é indicada para pequenos investidores. Em 2014, ela foi considerada o pior investimento em renda fixa, rendendo apenas 6,43% no ano, praticamente empatando com a inflação no mesmo período (6,39%).

Em 12 meses, uma aplicação de R$ 5.000 na poupança rende R$ 352,93. Em LCI, rende R$ 558,97, 58% a mais do que o investimento mais comum entre os brasileiros. Em três anos, o rendimento é 71% mais elevado. LCIs e LCAs têm a mesma segurança da poupança, já que contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250.000 (mesmo teto da caderneta). Não há incidência de imposto de renda para pessoas físicas.

A desvantagem destas letras é que os bancos normalmente estabelecem um valor mínimo para o primeiro depósito, enquanto não há piso para a poupança, que rende a partir do primeiro mês. As LCAs e LCIs também têm prazos de carência dilatados: algumas instituições chegam a exigir quatro anos para o início da movimentação do dinheiro investido.

Ocorre o mesmo com as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos públicos pós-fixados, indicadas para investidores conservadores. A parcela mínima da aplicação é uma cota de 10% do título: atualmente, a LFT mais barata atualmente custa R$ 6.551,62 e o investimento mínimo é de R$ 655,16. No caso de venda antecipada, o investidor recebe o dinheiro corrigido pela variação da taxa SELIC. Estes títulos não geram prejuízo quando são negociados antes do vencimento.

A poupança, desta forma, continua sendo uma boa aplicação, especialmente para pequenos investidores (até R$ 30.000). Trata-se de pequenas quantias, utilizadas em situações de emergência. A partir dos R$ 30.000, o aplicador deve começar a diversificar.

Modalidades de risco maior

LCI e LCA oferecem risco semelhante ao de CDBs e CDIs (Certificado de Depósito Bancário e Interbancário), também amparados pelo FGC. O principal problema seria a falência do banco: neste caso, o FGC garante apenas a restituição de até R$ 70.000. No caso dos certificados, a vantagem é a liquidez diária das aplicações. É preciso, no entanto, verificar as taxas de administração praticadas pelo banco, que podem não compensar o investimento. Os fundos referenciados DI também não são atraentes para pequenas aplicações.

Fundos imobiliários, Certificados Recebíveis imobiliários (CRI), Certificados Recebíveis Agrícolas (CRA) e debêntures de infraestrutura (estabelecidos em 2011 pelo governo federal, utilizados para financiar obras em rodovias, ferrovias, etc.) também são isentos do pagamento do IR, mas não contam com a garantia do FGC.

Especialistas afirmam que estes investimentos devem ser evitados por investidores com pouca experiência no mercado financeiro. São opções para os clientes private dos bancos e para aplicadores que contam com a assessoria de consultores e planejadores pessoais.

Quem investe até R$ 20.000 em ações não precisa pagar IR sobre o lucro obtido. Analistas financeiros, no entanto, desaconselham aplicações na Bolsa de Valores neste momento de turbulência na economia. Desde 2009, a Petrobrás – maior empresa brasileira e uma das dez maiores companhias de energia do mundo – vem conhecendo perdas no valor de suas ações.

Quem investe em um título público pré-fixado com vencimento em 2018 e rendimento anual de 13% terá um retorno de 11% ao ano – um lucro 60% maior do que a poupança.

Títulos públicos com renda-pré-fixada, como as Letras do Tesouro Nacional (LTN), devem ser evitados em 2015. Caso estes títulos sejam negociados antes do vencimento e a taxa SELIC estiver aumentando (o cenário mais provável para este ano), os preços cairão e os investidores podem ter sérios prejuízos.

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