Os 20 anos do Dream Team de basquete americano

Seleção comandada pela dupla Michael Jordan e Magic Johnson arrasou na campanha do ouro olímpico em Barcelona.

A seleção de basquete masculino dos Estados Unidos é sempre a grande favorita a levar a medalha de ouro em qualquer edição dos Jogos Olímpicos. Tanto que, das 17 edições já realizadas (sem contar a deste ano), os americanos conquistaram 14 títulos – o país boicotou os Jogos de Moscou, em 1980, por divergências ideológicas com a União Soviética, em virtude da Guerra Fria.

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A equipe é conhecida até hoje como Dream Team (time dos sonhos, em inglês), mas o apelido refere-se, principalmente, à seleção de basquete de 1992, que contava com diversos astros da NBA, a liga norte-americana de basquete profissional: Christian Laettner, David Robinson, Patrick Ewing, Larry Bird, Scottie Pippen, Michael Jordan, Clyde Drexler, Karl Malone, John Stockton, Chris Mullin, Charles Barkley e Magic Johnson. Foi a primeira vez que astros da NBA puderam participar de uma Olimpíada, o que aumentava o caráter histórico daquela edição.

Os principais astros eram Michael Jordan, considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos, e Magic Johnson – este, com problemas no joelho, não pôde atuar em todos os jogos. Magic virou herói nacional ao participar da conquista da medalha de ouro mesmo tendo anunciado, nove meses antes, ser portador do vírus da AIDS. Virou ativista na defesa do sexo seguro.

A campanha foi simplesmente espetacular. Com 100% de aproveitamento, os Estados Unidos venceram todos os seus oito jogos – nenhum deles por diferença inferior a 32 pontos. A estreia foi arrasadora: incríveis 116 a 48 sobre Angola, uma diferença de 68 pontos. A seguir, 103 a 70 sobre a forte Croácia, que viria a ser medalha de prata. Fechando a primeira fase, 111 a 68 na Alemanha, 127 a 83 sobre o Brasil de Oscar e 122 a 81 contra a Espanha.

Todos sabiam que pegar os norte-americanos seria derrota certa. Então, o negócio era fazer a melhor campanha possível para escapar de confrontos prematuros e ter a chance de brigar pela prata ou pelo bronze. Coube a Porto Rico enfrentá-los na quartas de final: 115 a 77, quase 40 pontos de vantagem. Nas semifinais, era previsto um confronto complicado com a Lituânia, que tinha boa seleção. Foram 51 pontos de vantagem: 127 a 76. Na decisão, a menor diferença: 32 pontos sobre a Croácia, num “apertado” 117 a 85.

Os números são considerados inigualáveis. A média de pontuação foi de 117 por partida. Mas o time de 2012 também é fortíssimo, e já bateu uma marca do Dream Team de 20 anos atrás: venceu a Nigéria por impressionantes 156 a 73. Foram 83 pontos de diferença. A média da equipe em Londres é de 118 pontos, um pouco superior à do Dream Team.

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