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O que são planetas anões?

São astros de tamanho relativamente reduzido com órbitas regulares em torno de uma estrela.

Planetas anões são muito semelhantes aos planetas (com exceção do tamanho). Em comum, os dois tipos de astros apresentam gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbrio hidrostático (aproximadamente esférica). Equilíbrio hidrostático é e equilíbrio das forças de pressão interna (que tendem a se expandir) e o peso das camadas externas (que tendem a se contrair).

 Ilustração da nave New Horizons em seu encontro com Plutão.

Ilustração da nave New Horizons em seu encontro com Plutão.

Outra característica dos planetas anões é que, apesar de estes astros apresentarem trajetórias relativamente regulares em torno do Sol, sua órbita não é desimpedida. O anão Ceres, o maior deles, tem 975 quilômetros de diâmetro orbital (para comparar, o da Terra é de pouco mais de 12,7 mil quilômetros), está localizado no Cinturão dos Asteroides, uma espécie de fronteira entre os planetas rochosos e os gigantes gasosos.

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A formação

Durante a formação do Sistema Solar, a explosão da estrela lançou ao espaço material suficiente para formar dois ou três planetas semelhantes à Terra entre as atuais órbitas de Marte e Júpiter. As colisões na região, no entanto, determinaram a geração de 30 astros.

Comparação entre as dimensões da Terra e os planetas anões.

Comparação entre as dimensões da Terra e os planetas anões.

A gravidade de Júpiter (criado posteriormente, há “apenas” três bilhões de anos), no entanto, provocou alterações nesta região sideral, fazendo com que os choques, em lugar de produzir astros maiores, gerassem apenas pequenos corpos (que, resfriados, se tornaram rochosos).

A maior parte da matéria, no entanto, foi expulsa para a região pós-netuniana ou a parte interna do sistema (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte).

Ceres circula nesta região – o Cinturão dos Asteroides. Por isto, este planeta anão está frequentemente exposto a colisões com corpos rochosos: ele não tem uma órbita desimpedida, outra condição astrofísica para a classificação de um astro como planeta.

A teoria mais aceita é que os planetas teriam “limpado” o caminho sideral, atraindo – ou destruindo – eventuais asteroides de sua órbita: é o chamado domínio orbital. Os anões, no entanto, são muito pequenos em termos de massa para alterar significativamente o seu ambiente sideral.

Os demais planetas anões conhecidos – Plutão, Haumea, Makemake e Éris – têm origem diferente. Eles são formados por rocha e gelo, estrutura semelhante à dos cometas. Ainda não se sabe a razão, mas estes corpos nunca volatilizaram o gelo original; esta é a causa por que não criaram coma (cabeleira) nem cauda, como os seus “colegas” que viajam por todo o Sistema Solar.

Os assim chamados plutoides formam o Cinturão de Kuiper e orbitam o Sol a uma distância em 30 UA e 50 UA (uma UA – Unidade Astronômica – equivale à distância aproximada da Terra ao Sol, que é de cerca de 150 milhões de quilômetros).

Rebaixamento

Plutão foi descoberto em 1930 e identificado inicialmente como o nono planeta do nosso Sistema Solar. Na década de 1970, com a descoberta de Quíron (oficialmente, 2060-Chiron, um Centauro – outro tipo de astro presente no sistema que orbita o Sol, mas partilha características comuns a asteroides e cometas – uma delas é a trajetória oblíqua), muitos cientistas renomados começaram a questionar a classificação de Plutão.

A mais recente imagem de Ceres, registrada em fevereiro de 2015.

A mais recente imagem de Ceres, registrada em fevereiro de 2015.

O nono planeta – atualmente considerado o maior anão do Cinturão de Kuiper – também exibe uma trajetória excêntrica (de “ex” – fora, diferente – e “centro”). Se pensarmos que todos os planetas fazem seu percurso cósmico na elíptica (em linhas quase paralelas) – como se o Sol e oito astros estivessem pousados em um disco de vinil girando em uma vitrola antiga – o giro de Plutão é inclinado.

A órbita achatada (entre 30 e 49 unidades astronômicas) faz com que às vezes o astro pareça estar mais próximo do Sol que o seu vizinho Netuno. As duas órbitas são alinhadas em um ciclo de 500 anos, o que impede uma colisão planetária.

Aparentemente, Plutão possui uma grande Lua, batizada como Caronte. No entanto, muitos cientistas concluíram que os dois astros formam um conjunto binário de planetas anões (ainda não há consenso científico), orbitado por três satélites naturais: Nix, Hidra e Estige. Estas pequenas luas só foram descobertas no século XXI.

Em agosto de 2006, depois de muitos debates astrofísicos de todo o mundo, a UAI (União Astronômica Internacional) convocou um encontro internacional que definiu formalmente as características dos planetas (equilíbrio hidrostático, órbita desimpedida, posição na elíptica, etc.) e Plutão deixou de figurar entre os nove planetas.

A classificação

Ainda não é consenso entre os cientistas a definição de planeta anão. Muitos astrofísicos renomados, inclusive, discordam do rebaixamento de Plutão. Alan Stern, chefe da missão “New Horizons” (lançamento, pela NASA, de uma nave não tripulada para o Cinturão de Kuiper, para analisar as caraterísticas do planeta e de suas luas), é um dos que fazem coro contrário.

A missão deve atingir a fronteira do Sistema Solar e lançar luzes sobre algumas dúvidas que dividem os pesquisadores. As imagens obtidas pelos observatórios da Terra (e outros geoestacionários) dos objetos frios mais distantes – os quatro anões do Cinturão de Kuiper – só conseguem identificar com precisão o brilho que refletem, nunca o seu formato.

Tecnicamente, portanto, não é possível afirmar que Plutão, Haumea, Makemake e Éris apresentem forma esférica. A dúvida e toda a discussão, porém, parecem estar com os dias contatos. New Horizons deve chegar a Plutão em julho de 2015: as imagens que transmitirá para a Terra fornecerão subsídios para o debate.

Com os novos conhecimentos, será possível avançar na discussão sobre a classificação de outros astros, três deles no Grande Cinturão de Asteroides (Vesta, Palas e Hígia) e outros 20 pós-netunianos (seis deles no chamado disco disperso – a órbita destes astros é excêntrica: no ponto de maior aproximação com o Sol, eles atingem o Cinturão de Kuiper; o ponto de maior afastamento ainda não foi calculado).

Entre os astros do disco disperso, o que desperta maior atenção é Sedna, com 1.800 quilômetros de diâmetro, o mais distante astro do Sistema Solar conhecido até agora, que pode ter sido colocado em sua órbita por outra estrela, ou mesmo ter sido capturado de outro sistema solar. Os cientistas ainda têm muitos temas para estudar.

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