O que foi o feudalismo?

Forma de organização socioeconômica, o feudalismo predominou na Europa por toda a Idade Média.

Na Idade Média, iniciada em 406, com a queda do Império Romano do Ocidente, e encerrada em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos, a ordem social predominante foi o feudalismo.

Com a decadência das instituições imperiais, as cidades europeias perderam boa parte da população. Os patrícios romanos fugiram das cidades, temerosos das constantes invasões de grupos germânicos. Retorno à vida rural, redução demográfica e colapso da produção cultural e científica são características do período.

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O poder foi descentralizado. Apesar de reis e príncipes continuarem a ser coroados, a influência real era mínima: a autoridade passou a ser exercida pelos senhores feudais, que construíram fortificações (os castelos) em torno das quais reuniam-se agricultores. Os senhores ficavam com parte da produção agrícola e, em troca, ofereciam proteção os camponeses, que se refugiavam dentro das muralhas nas investidas dos inimigos.

As estradas construídas pelo Império Romano foram destruídas. A movimentação entre aldeias e feudos tornou-se praticamente impossível, inclusive porque surgiram grupos de bandidos, que atacavam os poucos que se aventuravam numa viagem.

A mobilidade social ficou praticamente impossível e as propriedades foram continuamente divididas entre herdeiros; a pulverização dos feudos tornou-os politicamente inexpressivos. Por volta do século VIII, criou-se uma tradição: o filho primogênito herdava as terras, o segundo tornava-se guerreiro e o terceiro seguia a carreira eclesiástica: a partilha das terras era inexequível.

A sociedade era assim estratificada:

• clero, com funções inicialmente sacerdotais, exercia o poder de fato. A sociedade feudal, bastante religiosa, não conhecia a separação entre igreja e Estado;

• nobreza, formada pelos senhores feudais, tinha como principal função fazer guerra contra os vizinhos, na tentativa de ampliar os territórios. Como recompensa, o rei cedia áreas para ampliar o plantio;

• servos da gleba, explorados economicamente, obrigados a prestar serviços à nobreza e presos à submissão graças às ameaças de excomunhão (e consequente perda do Céu) feitas pela Igreja.

A partir do século VI, surgiu uma nova personagem na sociedade: o vassalo. Era um nobre que se submetia a outro mais poderoso, que assim se tornava seu suserano. O vassalo tinha que defender o suserano, que lhe cedia terras para o cultivo.

No século XI, os núcleos urbanos começaram a reflorescer: eram os burgos, cujos habitantes passaram progressivamente a criar exigências praticamente extintas.

Surgiam os primeiros profissionais, como pedreiros, padeiros, alfaiates e sapateiros. O poder desta nova classe, a burguesia, aumentaria paulatinamente.

Por outro lado, os reis passaram a exercer maior influência: nascia o Estado moderno. Muitos soberanos reuniram os senhores feudais nas cortes: recebiam rendas anuais do soberano, que, em compensação, controlava toda a produção econômica do país.

A Idade Média termina com o feudalismo cedendo lugar ao mercantilismo. A queda de Constantinopla fechou a passagem para o Oriente, obrigando os europeus a encontrar outros caminhos.

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