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O conto do vigário

Muitas pessoas caem em contos do vigário, mas a maioria cai porque quer fazer valer a lei de Gérson: o importante é se dar bem.

O conto do vigário nasceu em Portugal e chegou ao Brasil no início do século passado. A primeira notícia sobre ele diz que, em Ouro Preto, no século XVIII, duas paróquias disputavam a posse de uma escultura de Nossa Senhora. O vigário de Pilar propôs uma espécie de “juízo de Deus”: soltariam um jumento a meio caminho das duas igrejas, e a Madona ficaria no templo a que o animal se dirigisse.

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Trato feito, soltaram o burro, que caminhou diretamente para a Igreja do Pilar. Posteriormente, os fiéis que frequentavam a outra paróquia, de Nossa Senhora da Conceição, ficaram sabendo que o bicho era treinado para voltar à igreja de Pilar sempre que se visse sozinho.

Mas talvez a origem esteja num texto de Fernando Pessoa de 1926, que narra a história de um homem que comprou dezenas de cabeças de gado, pagando com notas falsas de cem mil réis. O nome da crônica: ”os contos de réis de Manuel Vigário”.

Outra possibilidade: supostos padres espanhóis abordavam um empresário com documentos cheios de carimbos e autenticações, afirmando tratar-se de uma herança, condicionada à tutela de uma jovem de 13 anos. Mesmo sem conhecer o rico falecido nem a jovem herdeira, os otários aceitavam sem pestanejar, mas era preciso cumprir uma condição: pagar uma soma em dinheiro, pelas custas judiciais. Pagavam e nunca mais viam os tais vigários da Espanha.

Com o crescimento das cidades, os contos do vigário tornaram-se mais comuns: é mais fácil aplicar o golpe e desaparecer numa metrópole, nem é preciso deixar a cidade. Em São Paulo, por exemplo, que quadruplicou sua população na primeira metade do século passado, vários golpes se popularizaram, como o da venda do Viaduto do Chá, dos postes da Light (fornecedora de energia elétrica) e o golpe do bilhete premiado.

Por qualquer motivo, como não ter documentos ou ter problemas com a justiça, o falso premiado vende o bilhete sorteado da loteria, devidamente falsificado, ao primeiro trouxa que se dispõe a ser ludibriado. O valor é muito menor que o prêmio, a ambição fala mais alto, o iludido já sonha com uma vida de sombra e água fresca e compra o papelzinho inútil. Depois precisa correr atrás do prejuízo. É incrível, mas este golpe é aplicado até hoje.

Os vigários não têm nada a ver com isso, mas acabaram dando origem às palavras vigarice e vigarista.

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