O alcoolismo tem cura?

Classificado como doença pela OMS, o alcoolismo é incurável, mas pode ser controlado.

O alcoolismo é uma doença progressiva que pode ser fatal, mas não tem cura. Apesar disso, estudos indicam que é possível controlar a doença (da mesma forma que o diabetes e a hipertensão) e estabilizar os efeitos produzidos no organismo e na mente. O tratamento é feito em duas frentes: médico, para reduzir os prejuízos físicos provocados pelo abuso do álcool, e psicológico, para fornecer ao paciente instrumental com que ele enfrente as situações que determinam o consumo.

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Os principais sintomas do alcoolismo são dependência, abuso (uso excessivo, mas não continuado), tolerância (necessidade de um número cada vez mais alto para se satisfazer) e embriaguez (o paciente só para de beber quando não consegue andar ou simplesmente dorme). A estes podem estar associados problemas para dormir, dificuldades sexuais, distúrbios de ansiedade, labilidade (variações súbitas) de humor. O tratamento da doença deve contemplar os sintomas específicos do paciente, mas o principal obstáculo à recuperação é a negação, quando o dependente insiste em que bebe apenas socialmente. Na maioria dos casos, quando aceita o tratamento, diversas enfermidades já estão instaladas.

Existem várias evidências de que a terapia comportamental cognitiva é a melhor opção para o tratamento do alcoolismo, por aumentar o autocontrole e as habilidades sociais. O dependente do álcool precisa estabelecer metas para melhorar sua capacidade de relacionamento, de um lado, e para permanecer sóbrio, de outro. É comum em muitos casos a necessidade de internação, já que a abstinência do álcool pode provocar sérios transtornos, como enjoos, desarranjos intestinais, vertigens e delírios. A clínica ideal para internação deve aliar tratamento psiquiátrico e psicoterápico.

Em geral, o doente bebe para enfrentar ocasiões que o intimidam; a instalação do alcoolismo ocorre quando o leque de situações desagradáveis se amplia e a bebida se transforma numa espécie de muleta psicológica. A partir daí, a dependência física vai se ampliando.

Pode não haver nada errado com o rapaz que bebe uma cerveja para criar coragem e abordar uma garota, mas se ele começa a beber noutras ocasiões – para ficar mais extrovertido entre os amigos, para falar em público, para tentar resolver problemas – o sinal vermelho está aceso.

O alcoolismo está relacionado a úlceras, gastrite, cirrose hepática, pancreatite e vários tipos de câncer, entre outras doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a terceira causa de mortes no mundo, atrás apenas das doenças cardíacas e do câncer. Apesar de ser uma doença majoritariamente masculina, o número de mulheres dependentes do álcool vem aumentando ano a ano.

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