Motivos pelos quais você deve ser grato ao seu cão

O cão é um companheiro inseparável do homem há milênios. Alguns estudam afirmam que ele está na nossa companhia há 100 mil anos. Em algum momento da Idade da Pedra, um lobo mais manso se aproximou de uma fogueira, aproveitou para comer os restos de alimentos e acompanhou o grupo em seus deslocamentos.

Dotado de excelente olfato e audição, o cão logo se revelou um bom auxiliar para o homem. Na caça, na defesa da caverna, no combate aos inimigos, ele foi se tornando imprescindível. Em pouco tempo, já era “o melhor amigo do homem”. Surgiram muitos outros motivos pelos quais devemos ser gratos aos nossos cães: companhia, trabalho, guarda de crianças.

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O cão é um animal social e, na maioria dos casos, aceita o dono como o chefe da matilha. Na natureza, os lobos vivem em grupos (alcateias) chefiados por um macho alfa. Os cães – Canis lúpus familiares – são apenas uma variedade de seus ancestrais selvagens.

Amizade

Muitas pessoas falam com seus cães. Pode parecer loucura para alguns, mas este é um motivo de gratidão. Eles simplesmente escutam. É claro que não se pode comparar com o apoio que um amigo ou parente pode oferecer, mas o animal está lá, à sua frente, parecendo entender a situação.

Conversar com um cão tem outras vantagens. Não é necessário escolher as palavras, o tom de voz, ficar preocupado se o interlocutor vai se sentir ofendido. Cães amam incondicionalmente: não importam as convicções políticas, a religião, o valor depositado no banco. Eles ficam ao lado, totalmente à disposição dos donos.

Os cães entendem o humor dos donos. Entendem instintivamente quando estamos felizes e quando alguma coisa deu errado durante o dia. Sabem quando é o momento de brincar, pedir carinho ou simplesmente subir no sofá ou debruçar a cabeça sobre a nossa perna e apenas fazer companhia.

Raças

Existem mais de 400 raças de cães no mundo, divididos em dez grupos, de acordo com a classificação da Federação Cinológica Internacional (um décimo-primeiro grupo reúne as raças não reconhecidas ou descritas pela federação).

Inicialmente, o homem desenvolveu as raças de acordo com as necessidades: há cães pastores, de caça, de resgate, de tiro, de guarda e, mais recentemente, foram criadas raças de luxo e de companhia. Eles se adaptam a todas as condições de moradia. Podem viver em uma quitinete ou uma mansão, no campo ou na cidade. Desde que esteja perto do dono, ele está feliz.

Em 2009, a federação promoveu a eleição das raças mais populares do mundo. As campeãs são: retriever do labrador (amigável e bom companheiro para crianças), retriever dourado (simpático, gentil e brincalhão), yorkshire terrier (ativo e protetor, apesar do tamanho minúsculo), pastor alemão (inteligente e leal), beagle (um grande farejador), dachshund (eleito em função do corpo exótico), boxer (ativo, leal e companheiro) e schnauzer miniatura (esperto e amável).

No entanto, também existem cães sem raça definida (SRD), os populares vira-latas; aliás, são a maioria. Eles são grandes ou pequenos, peludos ou pelados, bonitos ou feios. Muitos criadores têm preferência por eles, que costumam aliar as qualidades das raças de seus genitores e geralmente não apresentam os problemas de saúde (pastores alemães sofrem com a displasia coxofemoral; teckels têm problemas de coluna, etc.).

Bem-estar

Os cães se preocupam com o nosso bem-estar. E comum vê-los se aproximando de pessoas que estão chorando, como se quisessem consolá-las, fazê-las se sentirem melhor. Uma pesquisa realizada nos EUA revelou que, em casos de divórcio, os recém-separados têm nos seus cães uma das principais fontes de apoio.

O relacionamento com nossos cães gera elos tão fortes que, na mesma pesquisa, 40% das mulheres casadas afirmaram receber mais apoio emocional de seus pets do que de seus maridos. Pode parecer exagero, mas, seja como for, os cães parecem confirmar várias vezes por dia que fazemos uma grande diferença na vida deles.

A festa que os cães fazem quando voltamos para casa, a carinha de gratidão quando oferecemos alimento ou só ensaiamos o gesto de pegar a coleira para passear, a cabeça recostada para receber um afago, todas as pequenas atitudes do dia a dia podem ser traduzidas como a satisfação que eles sentem quando estão conosco. É como se dissessem que somos fundamentais, completamos a vida deles em cada momento que passamos juntos.

Cães são engraçados, bagunceiros, fazem artes. Especialmente quando filhotes, eles roem chinelos, fazem xixi no lugar errado, alguns chegam a roubar roupas penduradas em varais. Pegos em flagrante, parecem saber que estão fazendo algo errado. É difícil, mas é preciso esquecer a carinha bonita e educá-los, para que cresçam sabendo o que podem o que não podem fazer. E até o treinamento se torna uma atitude prazerosa para os donos.

No hospital

Nossos pets são úteis inclusive na promoção da saúde. Já está comprovado por diversos estudos que a presença de cães melhora a disposição de pacientes internados em hospitais, casas de repouso, de recuperação de dependentes de drogas e em asilos. Eles trabalham como terapeutas em hospitais americanos há décadas e, no Brasil, foram introduzidos em 1979, pela veterinária Hannelore Zucks, no Hospital São Paulo da UNIFESP. O tratamento recebe o nome de zooterapia.

Os cães terapeutas quebram a rotina dos hospitais. Em lugar da austeridade e silêncio, eles surgem quebrando a monotonia e dando significado ao dia.

Brincar com cães melhora a atividade motora de idosos e crianças, diminui a ansiedade dos pacientes e de seus familiares, estimula a socialização de internos e profissionais de saúde, libera as tensões da equipe de trabalho e contribui para o combate à depressão e estresse. Mais um bom motivo para ser grato a estes animais inesquecíveis.

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