Mortes incomuns na história

Na condição de humanos, todos nós vamos experimentar a morte, mas já houve na história formas incomuns de morrer.

Existem maneiras interessantes para pesquisar mortes incomuns na história. O Darwin Awards (Prêmios Darwin), por exemplo, é concedido a pessoas que morreram de forma estúpida. O nome do prêmio é uma brincadeira com o cientista inglês Charles Darwin, que propôs a teoria da seleção natural. Para os organizadores do Darwin, estas pessoas deram sua contribuição à humanidade, ao morrerem sem ter tido oportunidade para espalhar seus “maus genes”.

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O naturalista britânico não conheceu as leis da genética, mas defendeu (a duras penas) a tese segundo a qual a natureza sempre se encarrega de selecionar os espécimes, privilegiando os mais aptos, que conseguem se reproduzir e manter as boas características na prole. O monge beneditino Gregor Mendel confirmou a conclusão, ao identificar alguns genes, transmitidos de geração em geração, fato que ajuda a aperfeiçoar as espécies animais e vegetais. O Prêmio Darwin, no entanto, não passa de uma brincadeira bem-humorada.

Darwin Awards

As mortes incomuns na história começaram a ser pesquisadas a partir de um fórum de discussão na internet. Um dos participantes relatou um caso de morte provocada pela queda de uma máquina de escrever. Os primeiros registros sobre a premiação começaram a surgir em 1985, mas ela só foi “oficializada” em 1991. A partir de então, o site oficial www.darwinawards.com.

Os pesquisadores não se cansam, foi descoberto um caso, nos EUA, em que um jovem universitário se vestiu de vampiro para uma festa. Querendo mais veracidade, ele tentou colocar uma estaca, mas errou na força e acabou traspassando o próprio peito.

O site é dirigido por Wendy Northcutt, licenciada pela Universidade Berkeley em Biologia Molecular. A internauta definiu os pré-requisitos para fazer parte do hall das mortes incomuns da história: incapacidade de ter filhos (por esterilização ou morte provocada em experimentos “científicos”); incrível desuso de lógica e razão, pela forma impressionante – e idiota – de cometer o erro; autosseleção, causando o desastre por si próprio; pleno domínio das faculdades físicas e emocionais (fato difícil de ser comprovado).

O último quesito obrigatório é a veracidade. As mortes incomuns precisam ter sido checadas por policiais, médicos, e publicadas em jornais bem conceituados. Entre os casos menos incomuns, estão as mortes durante a prática de roleta russa (em que um grupo deixa apenas uma bala num revólver e os participantes vão puxando o gatilho de acordo com uma ordem sorteada).

Voar é para os pássaros

O Brasil está bem representado no prêmio. Em abril de 2008, o padre gaúcho Adelir de Carli, também ativista dos direitos humanos, obteve a “homenagem”. O religioso se prendeu a balões de gás, um de seus hobbies, e pretendia quebrar o recorde nesta modalidade de voo.

Carli pretendia voar de Paranaguá (PR) a Dourados (MS). No entanto, as condições climáticas não ajudaram e os ventos o arrastaram para o oceano Atlântico. Buscas efetuadas pela Marinha, Aeronáutica, Exército e também por um avião fretado pela família não conseguiram encontrá-lo. Apenas em julho, um rebocador a serviço da Petrobrás identificou um corpo à deriva. Exames de DNA concluíram que os restos mortais eram do padre voador.

Outros casos

O site registra casos impressionantes. Em 1998, a lei de ação e reação se manifestou. Matthew Hubal estava brincando com amigos de esqui-bunda, no resort Mammoth Mountain, na Califórnia (EUA). Os incautos desciam a encosta de madrugada, praticamente sem iluminação.

Por volta das três horas da manhã, em mais uma descida radical, Hubal acabou se chocando em um dos postes do teleférico que transporta esquiadores para varias estações na montanha. A ironia é que os postes são forrados com espuma, para evitar acidentes, mas o jovem tinha retirado justamente a defesa daquele poste fatídico, para usar como equipamento do seu esporte.

Falhas nos preparativos

Em 1999, um grupo de terroristas palestinos estava ultimando os detalhes para atacar duas cidades israelenses. Provavelmente em função da tensão provocada pela ação arriscada, eles se esqueceram de chegar um pequeno detalhe.

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Um dos locais que seria atingido por atentado a bomba havia acabado de entrar no horário de verão. Os palestinos entraram em seus carros para cumprir o destino, mas um dos relógios estava uma hora atrasado. Ele acabou determinando a detonação no momento errado e três palestinos perderam a vida. Por sorte, os fundamentalistas acreditam que os mártires da fé (e da guerra santa) são encaminhados ao Paraíso celestial, onde serão atendidos eternamente por 70 virgens.

Não faça isto em casa!

No ano 2000, um grupo decidiu brincar de roleta russa, atividade não muito recomendável para quem tem mais de dois neurônios e pretende viver mais algumas décadas. O caso aconteceu nos EUA e envolveu um jovem de 19 anos, além de muitos outros idiotas que não viram nenhum mal em encostar um revólver à têmpora e disparar o gatilho. Que divertido!

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Além da estupidez da prática, os jovens decidiram usar uma pistola semiautomática para a roleta russa. Talvez eles não soubessem que estas armas sempre colocam um projétil pronto para ser disparado (isto não ocorre apenas nos casos de acionamento da trava manual ou do desarmador). A vítima foi a primeira a apertar o gatilho.

Os médicos vivem dizendo que é preciso emagrecer…

Em 1751, Adolfo Federico ascendeu ao trono sueco, onde permaneceu por 20 anos. Apesar de ter administrado feudos e províncias anteriormente, sua gestão não se caracterizou por grandes projetos, nem pela participação nas muitas guerras da Europa da época.

Este rei morreu literalmente de gula. Na noite de 12 de fevereiro de 1771, depois de uma refeição que incluiu lagosta, caviar, chucrute, arenque defumado e champagne, complementada por 14 porções de sua sobremesa predileta – semia, servida em uma tigela de leite quente, o monarca sofreu um mal súbito e caiu morto. Nas escolas suecas, ele é lembrado como “o rei que morreu de tanto comer”. Um exemplo para evitar os excessos.

Que cheiro é este?

Em março de 1947, a polícia de Nova York foi chamada pelos vizinhos de um prédio no Harlem. Eles reclamavam do cheiro insuportável que emanava de um apartamento.

Parece roteiro de filme policial, mas não é. Os irmãos Homer Collyer e Langley Collyer, de 68 e 62 anos respectivamente, eram colecionadores compulsivos – e também o motivo da perturbação nos arredores de sua residência.

Não foi possível entrar em contato com os irmãos. A polícia tentou forçar a entrada, mas foi impedida por uma muralha de papéis e muito entulho. As janelas do porão estavam quebradas, mas protegidas por grades. As autoridades só conseguiram entrar depois de estourar uma janela do segundo andar do imóvel.

O cenário era incrível: havia estruturas de carrinhos de bebês, eletrodomésticos quebrados, guarda-chuvas amarrados em molhos e tudo o mais que se possa imaginar. Só foi possível chegar ao corpo de Homer depois de duas horas de averiguação. Ele vestia apenas um calção de banho.

a perícia médica constatou que ele morreu de complicações cardíacas e desnutrição, mas não mais de dez horas atrás, o que indicava que o cheiro não podia ser do corpo em decomposição. Dois dias depois, já haviam sido retiradas 19 toneladas de entulho e detritos. Passada uma semana, já eram computadas 84 toneladas.

A polícia não conseguiu encontrar Langley. Acreditava-se que ele podia ter sido soterrado pelo lixo. Dias depois, testemunhas afirmaram que ele tinha sido visto em Atlantic City. As buscas continuaram, mas o desaparecimento parecia um mistério. 50 dias depois da retirada do cadáver de Homer, ainda com a operação de retirada de lixo, o segundo corpo foi finalmente encontrado, em franco estado de putrefação e parcialmente devorado por ratos.

A inteligência da polícia entendeu que o irmão mais velho tinha problemas de locomoção e, por isto, várias vezes ao dia, o caçula se esgueirava por montanhas de lixo, para levar comida e água. Num destes trajetos, o material caiu sobre ele.

No total, foram retiradas 140 toneladas de lixo do apartamento dos Hollyer. No meio delas uma carcaça de um Ford T, 25 mil livros e muitas armadilhas: os irmãos tinham medo de que assaltantes pudessem entrar e roubar seus tesouros.

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