Michael Phelps bate todos os recordes. E se ele fosse um país?

Nadador norte-americano é o maior medalhista olímpico da história. Conquistou mais medalhas de ouro que o Brasil inteiro nos últimos 20 anos

Aos 27 anos, o nadador norte-americano Michael Phelps pode não estar exibindo em Londres 2012 o mesmo desempenho de Pequim 2008. Mas, convenhamos, é praticamente impossível repetir as oito medalhas de ouro conquistadas na edição chinesa dos Jogos Olímpicos. Em Pequim, há quatro anos, ele venceu absolutamente todas as provas que disputou. Ninguém conseguiu tantas medalhas de ouro numa só Olimpíada como ele. Aliás, ninguém, na história dos Jogos, conquistou sozinho oito medalhas de ouro, somando todas as edições disputadas desde 1896.

Em Londres, seu desempenho também é brilhante, embora não tão avassalador. Até agora, foram três medalhas. Primeiro, ficou com a prata no revezamento 4 x 100. A seguir, perdeu o ouro nos 200 metros borboleta para o sul-africano Chad Le Clos por apenas 0’05”. Esta segunda prata já o fez igualar o recorde de 18 medalhas olímpicos da ginasta Larisa Latynina, da extinta União Soviética. Mas o ouro na prova do revezamento 4 x 200 deu ao americano o recorde que faltava: o maior número absoluto de medalhas para um só atleta: 19, sendo 15 de ouro, duas de prata e duas de bronze. Latynina, que é quem chega mais perto dele neste ranking, tem uma a menos no geral, tem “apenas” nove de ouro.

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O incrível desempenho de Phelps de Atenas 2004 para cá (ele chegou a disputar os Jogos de Sidney, em 2000, com apenas 15 anos, mas não conquistou medalhas) lhe daria um lugar de honra no quadro de medalhas das últimas Olimpíadas. Caso Michael Phelps fosse ele sozinho um país, estaria à frente do Brasil em Londres 2012: com uma de ouro e duas de prata, superaria o nosso desempenho geral, que até aqui é de um ouro, uma prata e um bronze. Phelps seria o 17º colocado, à frente de nações como Holanda, Cuba, México e Espanha, além do Brasil.

Mas o mais impressionante dado é em relação ao seu desempenho em Pequim. Nos Jogos Olímpicos de 2008, Phelps ficaria no 10º lugar do quadro de medalhas de geral.

Conquistou sozinho oito ouros, mais que toda a delegação da Itália, Holanda, Espanha e toda a América do Sul junta (foram cinco ouros, três do Brasil e dois da Argentina). Em Atenas 2004, foram seis ouros e dois bronzes, o que lhe daria o 16º lugar, novamente à frente de Brasil (cinco ouros), Holanda (quatro) e Espanha (três). Sem ele, os Estados Unidos perderiam a primeira colocação do quadro de medalhas de 2004 para a China.

Em relação ao Brasil, nossas últimas quatro participações em Olimpíadas foram as melhores de todos os tempos. Conquistamos três ouros pela primeira vez em Atlanta 1996, quando também atingimos nosso recorde de medalhas (15). Em Sidney não veio nenhum ouro, mas ao todo foram 12 medalhas. Em Atenas obtivemos nosso melhor desempenho: cinco ouros e 12 medalhas. Em Pequim, foram três ouros, mas igualamos nosso recorde de 15 medalhas ao todo. Desde os Jogos de Seul, em 1988, ganhamos 15 medalhas de ouro. O mesmo que Michael Phelps de 2004 para cá.

Foto: Patrick Kramer/EFE.

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