Machismo: um vício a combater

É muito melhor ter uma mulher ao lado que atrás de nós.

Machismo é a crença de que os homens são superiores às mulheres. Talvez tenha nascido na Pré-História. Caçadores valorosos, guerreiros intrépidos, nós devíamos valer mais que as mulheres, que apenas cuidavam de crianças e de pôr ordem nas cavernas onde morávamos.

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O machismo pegou para valer depois do estabelecimento da propriedade privada. As mulheres tinham que ficar isoladas, para podermos ter certeza de que nossos bens, conquistados com tanto trabalho, não fossem parar nas mãos de um bastardo.

As religiões em geral, em especial as do Ocidente, sempre puseram a mulher em segundo plano. Segundo o Livro da Gênese, primeiro livro da Bíblia, Eva foi criada de uma costela de Adão e foi ela quem provou primeiro a maçã do pecado original (e depois a ofereceu para o marido). Portanto, Adão ainda estaria refestelado no Éden, não fosse a curiosidade de Eva. O Levítico afirma que, se uma mulher der à luz um menino, fica impura por sete dias. Se for menina, o tempo da impureza dobra. O preconceito continua no Novo Testamento: São Pedro diz que “os maridos devem permitir que suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar”. São Paulo diz que “o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem”. Além disso, exige que as mulheres fiquem caladas nas igrejas; se tiverem dúvidas, que perguntem em casa para os maridos.

Nas antigas Grécia e Roma, as mulheres tinham mais direitos, mas ainda assim eram submissas e poucas mulheres brilharam na História Antiga.

O tempo passou e na Idade Média exigíamos que nossas mulheres usassem cintos de castidade, quando saíamos em nossas campanhas belicosas. Éramos tolos: não sabíamos que o tal cinto não impede certas práticas sexuais e, com jeitinho, não impede nenhuma prática.

La íamos nós, guerreando, ferindo e sendo feridos, enquanto as mulheres, tão inferiores, ficavam com o governo da casa, dos filhos, na segurança do lar.

Muita água rolou debaixo da ponte até que as mulheres conquistassem os primeiros direitos. No Brasil, a mulher só obteve o direito de voto em 1932, apesar de haver manifestações a favor desse direito básico desde fins do século XIX.

Mas o preconceito não atende à força da lei. Mulheres continuam até hoje sendo desfavorecidas:

• no trabalho: com salários menores para funções equivalentes, por exemplo;

• em casa: 91% dos companheiros declararam em pesquisa recente que é errado bater na mulher em qualquer situação, mas quase metade conhece casos de violência doméstica;

• no cotidiano, com homicídios, crimes sexuais ou simplesmente homens mandando donas marias pilotarem fogões e não carros.

Enquanto isso, ficamos sozinhos. Ou temos ao lado uma Amélia, a “mulher de verdade”, que lava, passa, cozinha. Mas não pode nos completar.

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