Ludoterapia: indicações e resultados

Técnica psicoterapêutica que usa a brincadeira para atingir seus objetivos, a ludoterapia é indicada para crianças.

O objetivo da ludoterapia é restabelecer o equilíbrio emocional, para que a criança se torne mais saudável emocionalmente. A técnica persegue seus resultados usando a linguagem do brincar, que é o meio natural de autoexpressão da criança, para permitir que o paciente expresse seus medos, frustrações, inseguranças e agressividade.

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Com a ludoterapia, as crianças reúnem condições para um crescimento emocional, físico e social adequado. O tratamento tem início com uma entrevista com os pais e uma avaliação do comportamento da criança. Nas sessões, o paciente começa a trabalhar seus medos, frustrações e ansiedades de modo natural, liberando sentimentos reprimidos: ela conta histórias e compõe enredos com os bonecos e outros brinquedos, expressando simbolicamente suas limitações.

A ludoterapia é utilizada em situações de hiperatividade, agressividade, timidez, dificuldades de aprendizado, traumas, sentimentos de inadequação, etc., especialmente quando a criança não consegue verbalizar seus sentimentos, ou recusa-se a fazê-lo. O terapeuta faz uma abordagem vivencial, explorando gradualmente o universo infantil com jogos, leituras e outros estímulos lúdicos.

Em função de o consultório abrigar muitos brinquedos, e em geral ser decorado com motivos infantis, os pacientes mirins costumam adequar-se rapidamente à rotina terapêutica, respondendo com facilidade aos estímulos propostos pelo psicólogo.

O diálogo surge naturalmente em algum momento das sessões, sempre revestido do caráter lúdico. Por exemplo, a criança pode começar a falar sobre seus medos ao brincar com bonecos de monstros e dragões. A agressividade pode ser abordada quando uma criança quebra um brinquedo ou desiste de uma tarefa, por considerá-la difícil demais.
É muito comum a representação de situações domésticas: por exemplo, a criança pega dois bonecos, simula um conflito entre eles e pede insistentemente que eles parem de brigar: certamente ela está dramatizando uma situação comum entre os próprios pais.

A partir daí, o terapeuta vai reunindo elementos para trabalhar a situação, tanto com a criança, como com os genitores. É preciso certificar-se de que a situação é real, e não apenas resultado da exposição prolongada e inadequada a filmes e novelas de TV, situações que também podem ser traumáticas para as crianças, porque elas entendem tudo de modo muito literal.

Crianças em idade pré-escolar tendem a narrar histórias enquanto desenham: é como se fossem compondo um enredo. Normalmente, o resultado final é um grande rabisco, inclusive porque a criança não tem coordenação nem habilidades para o desenho, mas o terapeuta, acompanhando a produção e estimulando o paciente a narrar o que está registrando no papel, pode descobrir muitos elementos úteis para o tratamento.

A terapia também cumpre funções sociais. Numa turma de alfabetização, as crianças com comportamento antissocial trabalhavam palavras geradas a partir de uma visita ao zoológico: contavam histórias de animais que, mais tarde, eram usadas em sala de aula.

A equipe técnica que acompanhava estas crianças descobriu que elas estavam incorporando situações de sua vida nos contos que elas criavam. O material foi levado para o consultório e todas as crianças da turma apresentaram excelentes resultados com a ludoterapia, apesar de o material ter sido produzido originalmente para fins pedagógicos.

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