Lucas, a venda mais cara do futebol brasileiro

Nunca o nosso maior produto no futebol foi tão valorizado. Mas será que vale à pena pagar tanto por um jogador brasileiro?

No mesmo dia em que caiu para sua pior posição na história do Ranking da FIFA (13º lugar), o Brasil paradoxalmente vê a maior venda de um jogador seu na história. Os 43 milhões de euros pagos pelo Paris Saint-Germain, da França, ao São Paulo pelo atacante Lucas representam a quebra de um recorde que já durava… duas semanas.

Por apenas 13 dias, Oscar reinou como o jogador mais caro já saído do Brasil para o exterior. Sua transferência do Internacional ao Chelsea, da Inglaterra, custou 32 milhões de euros. Foi a quebra de um recorde que já durava quase 15 anos – desde os 31,5 milhões de euros pagos pelo Real Betis, da Espanha, ao São Paulo pelo meia Denílson.

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Abaixo, saiba quais as foram as dez maiores vendas realizadas por clubes brasileiros na história. A curiosidade é que os três primeiros da lista foram formados no Morumbi – afinal, Oscar é cria do São Paulo, embora tenha atuado como profissional pela primeira vez no Inter. E nem todos deram certo – raros, aliás, conseguiram.

Lucas (São Paulo/Paris Saint-Germain, 2012), 43 milhões de euros
Promissor meia-atacante do São Paulo, Lucas sai do Brasil por impressionantes R$ 108 milhões. Na França, será treinado por Carlo Ancelotti, técnico multicampeão pelo Milan com Kaká na última década.

Oscar (Internacional/Chelsea, 2012), 31,9 milhões de euros
Sensação no Campeonato Mundial Sub-20 de 2011, Oscar envolveu-se em um imbróglio jurídico entre Inter e São Paulo no começo do ano por seu passe. Clube formador do meia, o time paulista alegava que Oscar ainda tinha contrato com o jogador quando o Inter o levou de graça, em 2010. O Inter pagou cerca de R$ 15 milhões como indenização em abril – para vendê-lo pelo quíntuplo do preço três meses depois.

Denílson (São Paulo/Betis, 1998), 31,5 milhões de euros
Por muitos anos, foi a transferência mais cara da história do futebol brasileiro. Denílson saiu do São Paulo como um verdadeiro fenômeno, capaz de driblar qualquer zagueiro do mundo, às vésperas da Copa de 1998. Na prática, foi um reserva útil na campanha do penta em 2002 e nunca se firmou como um craque em nível internacional.

Robinho (Santos/Real Madrid, 2005), 24 milhões de euros
Primeira grande venda feita por um clube brasileiro após a Lei Pelé, Robinho deixou o país consagrado como craque do Santos na campanha do bicampeonato brasileiro e como um craque para comandar a seleção rumo ao hexa. Atuou apenas em grandes clubes, participou de duas Copas, mas não chegou perto do nível de Ronaldo, Romário ou Rivaldo, por exemplo.

Pato (Internacional/Milan, 2007), 22 milhões de euros
Pato estreou no Inter com uma atuação de gala contra o Palmeiras, no Brasileirão de 2006, e em cinco jogos como profissional já era titular do time campeão mundial de clubes. O Milan não quis esperar sua maioridade para levá-lo: para não arriscar perder o fenômeno para outro gigante europeu, o levou com 17 anos de idade para a Itália, mesmo que só pudesse atuar a partir de 2008. Mesmo que tenha reconhecida capacidade, as muitas lesões complicam sua carreira e impedem uma grande sequência.

Geovanni (Cruzeiro/Barcelona, 2001), 21 milhões de euros
Saiu do Cruzeiro após obter grandes conquistas nacionais e internacionais, mas teve o azar de sair para um Barcelona em época de vacas magras, onde só o Real Madrid de Zidane tinha vez. Teve bons momentos no Benfica a seguir, mas não fez carreira na seleção brasileira, que seria o destino de alguém vendido por tanto dinheiro: atuou apenas uma vez com a amarelinha.

Nilmar (Internacional/Villarreal, 2009), 16,5 milhões de euros
O Inter vendeu Nilmar duas vezes: em 2004 para o Lyon; em 2009, para o Villarreal. Saiu no auge nesta segunda vez, marcando muitos gols e decidindo jogos para o Colorado, mas escolheu mal seu time – o Villarreal caiu para a segunda divisão em 2012. Está no futebol árabe e nunca se firmou na seleção.

Fred (Cruzeiro/Lyon, 2005), 15,6 milhões de euros
Fred saiu do Cruzeiro como uma verdadeira máquina de fazer gols, indo para o maior clube francês da época. Depois de quatro temporadas de altos e baixos, foi para a reserva e acabou repatriado pelo Fluminense.

Keirrison (Palmeiras/Barcelona, 2009), 14 milhões de euros
Keirrison surgiu no Coritiba, onde teve duas ótimas temporadas. Em seis meses no Palmeiras, repetiu o alto número de gols marcados e foi vendido por alta quantia ao Barcelona, que nunca o aproveitou. Já foi emprestado a cinco clubes desde que chegou.

Fábio Júnior (Cruzeiro/Roma, 2000), 13,8 milhões de euros
Sensação do Brasileirão de 1998, Fábio Júnior saiu com o status de “novo Ronaldo” para a Roma. Ficou poucos meses lá e retornou ao Cruzeiro logo depois.

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