Libertadores 2013: mais brasileira (e argentina) do que nunca

Nenhuma edição da história da Libertadores tem mais clubes brasileiros nas oitavas de final do principal torneio do nosso continente que a atual. Em 2013, nada menos que 6 dos 16 clubes que chegaram aos mata-matas são daqui. Além de Fluminense e Grêmio, que se classificaram ontem, Atlético-MG, Corinthians, Palmeiras e São Paulo carimbaram vaga para as fases decisivas.

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A edição atual da Libertadores não apenas reforçar a superioridade dos clubes brasileiros em termos econômicos, mas também demonstra a força do futebol argentino.

Quatro equipes hermanas garantiram classificação para os mata-matas: Boca, Vélez, Newell’s e Tigre. Brasil e Argentina, somados, têm 10 clubes entre os finalistas, 62,5% do total. Equador, México, Uruguai, Paraguai, Peru e Colômbia colocaram um representante cada. O tradicional Chile ficou de fora, junto com Bolívia e Venezuela.

Com o decréscimo de nível do futebol uruguaio a partir do início dos anos 90, Brasil e Argentina passaram a dominar amplamente a hegemonia continental em termos de clubes. Depois do último título uruguaio na Libertadores (Nacional, em 1988), das 24 edições seguintes, os dois países venceram nada menos que 18 vezes o torneio (75% dos títulos). Foram 11 conquistas brasileiras e sete argentinas. Colômbia e Paraguai, os que mais se aproximam, ganharam só dois títulos cada.

Mas cuidado! Em 2011, o Brasil levou cinco clubes às oitavas, então um recorde. No entanto, somente o Santos sobreviveu ao primeiro mata-mata naquele ano, eliminando o América do México. O Fluminense caiu para o Libertad; o Cruzeiro foi surpreendido em casa pelo Once Caldas; o Inter perdeu de virada para o Peñarol no Beira-Rio; e o Grêmio foi derrotado duas vezes pela Universidad Católica. No fim das contas, o Peixe levou a taça para casa. Há 3 anos o Brasil ganha a Libertadores, e desde 2005 coloca ao menos um representante na decisão. Ao todo, já são 16 títulos brasileiros, 22 argentinos e 8 uruguaios. Peru, México, Bolívia e Venezuela nunca levaram a Copa para casa.

O sucesso dos clubes brasileiros em competições internacionais contrasta com o fracasso da seleção, que não vence nenhum adversário de alto nível desde a vitória por 3 a 1 sobre a Argentina, em 2009, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul. A seleção treinada por Luiz Felipe Scolari ocupa apenas o 19º lugar no Ranking da FIFA, sua pior colocação em todos os tempos. Equipes como Croácia, Colômbia, Equador, Costa do Marfim, Grécia, Suíça e Bélgica estão ranqueadas à nossa frente, segundo a entidade máxima do futebol mundial.

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