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A história do dinheiro

Meio usado para a troca de produtos, o dinheiro existe desde que o homem começou a produzir mais do que necessitava.

A história do dinheiro acompanha o homem desde antes do surgimento da nossa espécie. Desde que um caçador tivesse conseguido caçar dois coelhos e um colega do grupo, dois cachos de frutas, eles podiam decidir trocar os produtos – e esta é uma forma de negócio, que envolve valor.

Mas a humanidade logo percebeu que não podia viver apenas do que estava disponível na natureza. Nem sempre manadas e outros grupos de animais estavam disponíveis e a maioria das plantas dava frutas apenas em determinada época. Este foi o motivo do surgimento da agricultura; mesmo rudimentar, ela permitiu que as primeiras tribos se fixassem na terra. Surgia a civilização e começaram a surgir o excesso de produção – idêntico aos dois peixes do primeiro parágrafo, mas em escala muito maior.

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Os povos não evoluíram historicamente de forma homogênea: os grandes impérios da Antiguidade, como o Egito e a Suméria, conviveram com pequenas cidades-estado, com aldeias sem unidade política e grupos nômades e seminômades (estes últimos mudavam-se sempre que havia necessidade de encontrar novos pastos).

O escambo

Este motivo determinava uma produção econômica muito variada – e de valor também diferente. Grandes culturas estocavam grãos, como trigo e centeio, enquanto os demais grupos podiam ter um supérfluo na colheita de determinadas raízes consideradas valiosas, de pescado ou caça. Com o aumento da população e a aproximação territorial dos grupos começaram a surgir as primeiras trocas em escala comercial.

O escambo era a simples troca de mercadorias, sem precificação (fixação de valor). Assim, três tigelas podiam equivaler a um cavalo. Uma saca de grãos, a um conjunto de botões de osso. Isto rapidamente gerou insatisfação, especialmente entre os produtores – os coletores demoraram mais para entender que produtos e serviços têm valores diferentes, em função da quantia, raridade e tempo destinado à manufatura. Com o surgimento das primeiras caravanas comerciais a necessidade de uniformizar pagamentos se tornou ainda mais premente.

A moeda como mercadoria

Foi uma ideia que surgiu entre vários povos em épocas diferentes. O gado foi um dos mais utilizados: uma rês podia equivaler a cinco sacas de grãos, por exemplo. Bois, cavalos, cabras e carneiros tornaram-se mais valiosos, porque apresentavam algumas vantagens: facilidade de transporte, possibilidade de reprodução e prestação de serviços, como condução de cargas e pessoas.

O sal também era considerado precioso, principalmente no interior dos continentes, onde era uma substância rara e muito importante, já que era usado na conservação dos alimentos (o sal retira a umidade da carne e assim impede – ou reduz significativamente – a proliferação de fungos e bactérias). Entre outros povos, o sal ficou famoso por se tornar parte da remuneração dos primeiros soldados romanos. A palavra salário tem origem no termo “in pretio salis”: pagamento em sal.

Outras mercadorias que se tornaram uma espécie de padrão monetário são o bacalhau seco (entre os povos nórdicos), mandíbulas de porco, azeite, fumo, peles de animais, conchas e até crânios humanos. Mais recentemente, o chocolate circulou entre os astecas, civilização cujo auge ocorreu entre os séculos XIV e XVI. Quando o espanhol Hernán Cortez e seus homens ocuparam Tenochtitlán, a capital do império centro-americano, encontraram um estoque de amêndoas de cacau, no palácio imperial, estimado em 1.200 toneladas.

Enfim, a moeda

Uma das tentativas de definir um padrão monetário surgiu na Suméria, a civilização mais antiga registrada na história – floresceu entre 6500 a.C. e 1940 a.C.

Por volta de 3000 a.C., os sumérios passaram a usar anéis de concha como meio de troca. Era um meio aceito entre produtores e consumidores de toda a Mesopotâmia.

A diferença entre as conchas utilizadas por diversos povos da África e Oceania é que os sumérios incorporaram a manufatura ao “dinheiro”: as conchas eram trabalhadas artesanalmente e transportadas em cordões, que facilitavam o transporte e conferiam valor unificado. Mais tarde (no século VI a.C.), os celtas (que habitaram a península Ibérica, França, parte da Alemanha e Ilhas Britânicas) utilizaram o mesmo método.

A moeda, no entanto, precisou esperar algum tempo para se universalizar, ao menos na Eurásia, de onde temos as principais evidências arqueológicas. O homem aprendeu a utilizar metais no fim do Período Neolítico (a última fase da chamada Idade da Pedra). Sucessivamente, foram utilizados o cobre (que surge naturalmente à flor da terra em forma de pepitas), o bronze (liga de estanho e cobre, mais resistente e maleável) e o ferro.

Metais mais raros – e também mais resistentes contra a corrosão, duráveis e brilhantes – qualidade que fascinou a humanidade – foram descobertos e logo seu valor foi reconhecido. No século VIII a.C., no Reino da Lídia (Ásia Menor, atual Turquia), surgiram as primeiras moedas como as conhecemos hoje, produzidas com a liga destes dois metais nobres; ficou conhecida como elétron. A invenção logo se espalhou pelo Peloponeso, península do sul da Grécia separada do continente pelo istmo de Corinto. Na região, foram fundadas as principais cidades-estado gregas, como as eternas rivais Atenas e Esparta. Os gregos levaram as moedas para diversas regiões, como Pérsia e Egito (conquistadas por Alexandre Magno. O valor das primeiras moedas era exatamente a quantidade de ouro ou prata utilizada na manufatura.

As moedas surgiram como frações de barras de ouro e prata e as primeiras cunhagens – impressões nas faces da moeda – indicavam o seu valor. Pouco tempo depois, a produção passou a ser assunto de Estado, o que ampliou as garantias de seu valor. A efígie do rei aposta no anverso era uma espécie de aval do soberano em relação ao lastro monetário, a garantia de seu peso em metais preciosos.

A invenção foi revolucionária. Permitiu que as camadas mais pobres da população pudessem vender sua produção por preços estáveis, garantiu o acúmulo de riqueza e também a coleta de impostos, coisas difíceis de fazer quando os valores eram calculados no número de bois no rebanho, por exemplo.

No auge do Império Romano, as moedas eram cunhadas no Templo de Juno Moneta (de ordem surgiu o termo moeda). Juno era a deusa da luz, rainha do céu e mulher de Júpiter. Sob a face de “Moneta”, era a deusa que admoesta (adverte) e ameaça. Os romanos acreditavam que o oráculo deste templo podia informar sobre invasões e, por isto, não havia lugar melhor para a cunhagem.

No entanto, surgiu um problema. Se as moedas eram úteis para pequenas trocas do dia a dia, nas grandes aquisições – como o pagamento de tributos, a compra de esposas e escravos e outras transações, o peso dificultava bastante o transporte. Além disto, havia o risco de roubo, especialmente quando o dinheiro era levado através de rotas comerciais pouco transitadas.

Outro fato que acendeu o “sinal vermelho” é que muitos chefes de Estado da época (inclusive alguns imperadores romanos) recolhiam as moedas, refundiam-nas, apropriavam-se de parte do ouro e prata e refaziam a cunhagem, incluindo metais menos nobres para garantir o mesmo total em circulação (em alguns casos, o
número de moedas “batizadas” era ainda maior do que o original).

Isto fez surgir a inflação, que consiste simplesmente em emitir dinheiro sem o lastro necessário em reservas, o que leva à desvalorização do dinheiro local. No ano 260, o antonianus, moeda de prata fundamental para remunerar o exército romano e manter as finanças, continha apenas 5% de prata em sua composição. A desvalorização da moeda foi um dos fatores que enfraqueceu o Império Romano.

As primeiras cédulas

Uma nota de dinheiro é apenas uma garantia, oferecida por qualquer governo, de que o valor estampado em um pedaço de papel pode ser trocado pelo padrão monetário (prata, ouro e, posteriormente, libra esterlina e dólar, o padrão universal atual).

As cédulas surgiram na Idade Média europeia, por volta do século XVI, como certificados de depósito, emitidos pelas chamadas casas de custódia, em que os metais ficavam estocados. As ourivesarias tornaram-se, assim, os primeiros bancos. O proprietário entregava seu ouro para o ourives, que emitia um recibo após a certificação e pesagem. Em pouco tempo, estes papéis passaram a ser usados nas transações comerciais.

Antes disto, houve uma experiência semelhante na China, no final do século X. A sociedade chinesa era muito fechada em suas fronteiras – inimigos do oeste e do norte constantemente entravam em conflito (as guerras foram um dos fatores que provocaram a construção da Muralha da China, uma das maravilhas do mundo). A ideia não foi transmitida a outros povos e acabou sendo abandonada no século XIV.

As notas de dinheiro surgiram na Suécia, em 1661, por um motivo bastante trivial. O país não possuía grandes depósitos de ouro em seu território, que era abundante em cobre. Por isto, governantes decidiram cunham grandes moedas, para permitir a equivalência. Um daler sueco pesava 19,7 kg. Para acabar com o incômodo, a rainha Cristina decretou a substituição pelo papel-moeda. Rapidamente, outros países da Europa copiaram a ideia, que em pouco tempo se transferiu para as colônias americanas.

Logo se descobriu que as cédulas não precisam ter o lastro correspondente em uma casa de custódia, desde que os governos tenham investimentos – em saneamento, educação, saúde, cultura, etc. – equivalentes ao total do papel-moeda em circulação. Isto também aumenta a segurança, porque não há um local que concentre centenas ou milhares de toneladas de ouro – ou milhares de cédulas de dólar.

Os bancos

O primeiro esboço de um banco no Ocidente surgiu com a Ordem dos Templários, um misto de monges e guerreiros que combateu no período das Cruzadas (séculos de investidas dos cristãos europeus contra os muçulmanos, para conquistar – sem sucesso – a Terra Santa).

A ordem se espalhou por toda a Europa. O conde de Troyes, um dos fundadores dos Templários, organizou os primeiros bancos. O objetivo era guardar o dinheiro dos guerreiros enquanto eles combatiam nas Cruzadas e arrecadar fundos para as campanhas bélicas. Em pouco tempo, os Templários passaram a financiar diversos tipos de ações, inclusive de alguns reis que participaram das Cruzadas.

A ordem desapareceu com a perda definitiva da Terra Santa. Os templários foram perseguidos especialmente pelo rei francês Felipe IV, que estava endividado. Felipe pressionou o Vaticano até que, finalmente, o papa extinguiu a ordem (muitos membros foram torturados e mortos nas fogueiras e forcas medievais). Mas a ideia de guardar dinheiro e financiar projetos estava lançada.

No final da idade, com o ressurgimento das cidades, muitas pessoas se deslocavam pelo continente, inicialmente na Europa Central, em busca de artigos nas muitas feiras organizadas pelos produtores locais. Os visitantes traziam ouro e foram organizadas bancas – mesas improvisadas – cuja função era o câmbio: trocar o metal pela moeda local, com um pequeno deságio.

As bancas evoluíram e passaram a aceitar depósitos. Em pouco tempo, percebeu-se que os depositantes nem sempre resgatavam o total de suas economias – diretamente na banca ou mediante desconto dos modernos “cheques”. Estes valores passaram a ser emprestados com a cobrança de juros. Os negociantes deixaram de ser simplesmente “cambistas”, tornando-se “banqueiros”. É interessante notar que a cobrança de ágio era considerada pecado pela Igreja Católica e, por isto, os bancos floresceram inicialmente nos países protestantes.

Dinheiro de plástico, dinheiro virtual

Com os bancos organizados e transformados em grandes potências financeiras – algumas instituições detêm mais poder do que pequenos países – surgiram outras opções de pagamento. O primeiro cartão de crédito surgiu em 1950, administrado pela empresa americana Diners, que nasceu com apenas 200 clientes. O cartão era aceito por 27 restaurantes de Nova York.

Rapidamente, outras empresas perceberam a praticidade das operações. Além disto, as operadoras cobravam um percentual sobre o valor das compras e serviços. O primeiro cartão de plástico (os originais eram de papelão) surgiu dez anos depois.

Os cartões de débito surgiram no final dos anos 1970 (no Brasil, em 1983) e transformaram os hábitos dos correntistas de bancos. Até então, para efetuar saques ou depósitos, era preciso ir até a agência, que tinha horários fixos de funcionamento (assim, quem perdesse o horário em uma sexta-feira à tarde ficava sem dinheiro por todo o fim de semana). Cada vez mais populares, os cartões substituem gradualmente os cheques nas compras.

Hoje, nos terminais bancários, mesmo os cartões estão sendo abandonados: a identificação biométrica, através da análise eletrônica da íris e das digitais, dispensa seu uso. Além disto, não é preciso digitar senhas, o que torna as operações mais seguras.

Outra opção surgiu com a internet: as transações virtuais. É possível fazer compras em qualquer lugar do mundo (desde que o interessado tenha um cartão internacional) e fazer qualquer operação bancária a partir de um computador, smartphone ou tablet. Qual será o próximo episódio da história do dinheiro?

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