Gravidez depois dos 35 anos

A vida corrida está determinando a gravidez cada vez mais tardia. Muitas mulheres têm o primeiro filho após os 35 anos.

Até cerca de 50 anos atrás, já se dizia de uma mulher solteira aos 30 anos: “ficou para tia”. Como a sexualidade feminina sempre foi tabu no Ocidente, para uma balzaquiana (referência ao livro de Honoré Balzac, “A Mulher de 30”), restava a ela apenas cuidar dos sobrinhos. Mas veio a revolução sexual, a mulher entrou para o mercado de trabalho e a decisão de ser mãe vai sendo adiada. É comum que a primeira gravidez aconteça apenas depois dos 35 anos.

Seja como for, a gravidez na faixa dos 35 aos 45 anos requer cuidados especiais. Em primeiro lugar, é preciso consultar o ginecologista, para avaliação da saúde.

Gosta de Curiosidades? Entretenimento? Vídeos legais? Clique para curtir o Blogadão

Mulheres nascem com uma quantidade fixa de óvulos, que são liberados em períodos regulares a partir dos 12 ou 13 anos. Quando chegam aos 30, podem começar a surgir problemas na ovulação e é comum a redução do período fértil (tempo em que o óvulo fica disponível para o encontro com o espermatozoide).

A endometriose também acomete um maior número de mulheres nesta faixa etária. A doença se caracteriza pelo crescimento da mucosa que reveste o útero internamente (o endométrio). A mucosa pode espalhar-se pelo lado externo do útero, pelas trompas e ovários; em casos severos, pode ser um impeditivo para a gravidez, mas na maioria dos casos o tratamento permite a concepção.

O risco de o bebê ter problemas genéticos aumenta com a idade. Por exemplo, estudos indicam que uma entre 1.250 mulheres até os 25 anos pode ter um filho com síndrome de Down. Aos 40 anos, o número sobe para uma em cada cem mulheres. Os exames pré-natais podem identificar anomalias genéticas a partir da oitava semana de gravidez. Abortos espontâneos e diabetes gestacional são mais frequentes a partir dos 35 anos.

A placenta prévia, quando a placenta é implantada na parte inferior do útero (o colo) pode fechar parcial ou totalmente a abertura uterina, colocando em risco mãe e bebê, que geralmente é afastado com a cesariana. Em mulheres com mais de 30 anos, é duas vezes mais comum; acima dos 40, três vezes mais.

Médicos consideram a gravidez depois dos 35 como de risco, mas insistem em que, bem tratadas, as possibilidades de êxito na gestação são bastante elevadas. Para tanto, é preciso iniciar o pré-natal o mais cedo possível, antes mesmo da concepção. A ingestão de ácido fólico (vitamina do complexo B) três meses antes de engravidar ajuda a prevenir problemas de má-formação do sistema nervoso central.

Uma mulher que tenha o ciclo menstrual regular deve procurar o médico com uma semana de atraso. O ultrassom vai orientar os próximos passos: verificar se o embrião está dentro do útero, se não ocorreu gestação anembrionada (o saco gestacional se desenvolve sem formar um embrião) e se a mulher espera apenas um bebê, pois a gravidez de gêmeos é mais comum depois dos 35 anos. Os exames mensais até o parto, para avaliar a saúde da mãe e do bebê, poderão garantir uma gravidez de sucesso.

Siga-nos no Facebook
Receba atualizações do Blogadão no seu email,
ganhe brindes e participe de promoções!
É gratuito!

Comente no Facebook

Comente

Receba atualizações no seu email.
Participe de Promoções.