Foie gras: Maldade contra gansos – Vídeo mostra crueldade

O foie gras, também chamado de patê de fígado de ganso está entre as principais iguarias gastronômicas. E também entre as maiores maldades contra animais.

O foie gras, ou fígado de ganso, está presente nas melhores mesas. Também feita com o fígado do pato e do marreco, a iguaria é obtida com a engorda da ave, em um processo conhecido como gavage, utilizado há milênios na França. Os animais são forçados a se alimentar; em alguns casos, a comida é forçada pela garganta, para garantir uma espécie de cirrose obrigatória.

Forçando a passagem de ração

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O foie gras junto com as trufas, é uma das maiores iguarias da França. O prato possui consistência amanteigada e sabor mais suave, em relação ao fígado normal do pato, ganso ou marreco. Ele é uma espécie de “ponto turístico” para quem visita o país europeu.

Saindo do cardápio

O foie gras é um paté gorduroso feito com o fígado hiperdilatado das aves. Para garantir o desenvolvimento do órgão, os animais são submetidos à vida confinada e à superalimentação. O fato gera protestos no mundo todo e, recentemente, a cidade de São Paulo proibiu a comercialização e consumo do produto. A tradição, no entanto, é bastante antiga.

A lei que proíbe a comercialização do fígado de ganso na capital paulista foi publicada no Diário Oficial do Município em junho de 2015 e tem 45 dias para entrar em vigor, apesar das muitas críticas de restaurantes. Um quilo de foie gras chega a custar R$ 300 (para o produto feito com patos criados no território brasileiro).

Em caso de descumprimento da norma, o estabelecimento pode ser multado em R$ 5 mil (na reincidência, o valor dobra). Os restaurantes estão se adaptando à regra e muitos restaurantes dos jardins, Higienópolis e Itaim já retiraram o foie gras do cardápio.

Mais história do foie gras

A Califórnia (EUA) também proíbe o comércio do foie gras em seu território. Israel, Reino Unido, Itália e Alemanha impõem restrições à alimentação forçada das aves em suas granjas e avícolas, mas não proíbem a importação do produto.

Existem registros de que os antigos gregos e romanos engordavam gansos para obter o acepipe. As aves eram alimentadas durante seis meses com figos, frutas não elaboradas pelo organismo das aves e, desta forma, facilitadoras do fígado gordo.

Forçando a passagem de ração

Os antigos egípcios descobriram que as aves migratórias “traziam na bagagem” um fígado gordo e delicioso, bem mais suave do que o órgão das aves que colonizam a beira do rio Nilo. Na Necrópole de Saqqara, a tumba de Mereuka (um importante oficial real) contém um baixo relevo onde servos apertam os pescoços de gansos para enfiar alimentos goela abaixo de gansos, teoricamente para aumentar o fígado dos bichos.

Ao lado das imagens, figuram pilhas de pelotas, provavelmente feitas de grãos, indicando o alimento forçado, e também um jarro de água, para facilitar a comida, umedecendo os grãos antes de oferecê-los aos gansos e similares.

Atualmente, os patos são os principais “fornecedores” do foie gras: eles são mais baratos do que os gansos e marrecos e acumulam gordura naturalmente; são, por natureza, aves migratórias e, por isto, precisam manter um reservatório de energia para conseguir vencer os longos voos.

Preparando o patê

A ave mais comum para a produção do fígado de ganso é o pato mulard (ou mule duck), um híbrido entre patos e marrecos. Ele é obtido, na maioria das vezes, pelo cruzamento entre um pato-mudo branco e uma marreca de Pequim. Os filhotes obtidos são maiores do que um pato comum.

Nos primeiros cem dias de vida, as aves são ali1mentadas com milho e vivem soltas. Em seguida, elas são encaminhadas para o confinamento, situação que facilita a engorda. Alguns criadores mantêm os animais sob alimentação artificial – passando mais tempo acordadas, elas comem mais e, consequentemente, comem mais.

Os patos são alimentados duas vezes por dia e, em alguns casos, a ração é forçada garganta abaixo, com um cano que atravessa o esôfago e vai direto ao estômago. Os animais são mantidos sob este regime durante um a quatro meses.

O fígado do pato (ganso ou marreco) chega a ficar amargo com tanta comida, na tentativa do organismo para metabolizar o excesso. Com tanto alimento oferecido, o órgão chega a crescer 12 vezes o tamanho normal; a gordura chega a equivaler a 65% do peso do fígado. No final do confinamento, o órgão de um pato pesa meio quilo; o de um ganso, dois quilos.

Foto: Reprodução/dailymail

Foto: Reprodução/dailymail

A ração é constituída basicamente por carboidrato, fornecido pelo amido de milho, gordura de porco e de ganso. São substâncias estranhas à dieta das aves em ambiente natural e, por isto, as aves sofrem bastante com a alimentação oferecida.

Ao fim de quatro meses, o animal está pronto para o abate. A esta altura, o fígado está quase sólido, macio e de cor pálida. O “prato” pode ser consumido cru, recém-retirado do animal, ou cozido e servido cru, em fatias.

As vendas do foie gras

Apesar dos protestos em vários pontos do mundo, a França continua produzindo, consumindo e exportando o foie gras. Em 2014, foram dez toneladas do produto. A fabricação de outros países, como o Canadá e a Hungria, é considerada de pior qualidade.

A França exporta quase 57% da sua produção de foie gras, orçada em US$ 1,9 milhões. Em um período de crise econômica e forte desemprego (a maior taxa em 16 anos no país), os patos, marrecos e gansos representam um forte apoio para as receitas e despesas do país.

A importação do foie gras tem a garantia do presidente francês, François Hollande. Ao ser empossado, em 2012, ele declarou que os países que impedem a comercialização do produto não conseguem competir em condições de igualdade com a França. Também afirmou lamentar que boa parte dos franceses não tivesse condições para consumir o foie gras.

Vídeo da preparação dos gansos para se tornar uma iguaria (Imagens fortes)

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